Violência

Assassinato de índia pataxó reforça gravidade da crise na segurança da Bahia

Uma Indígena do povo Pataxó Hã Hã Hãe foi assassinada no sul da Bahia

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Presidente Lula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Foto:Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A falta de segurança na Bahia, governada por Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a ser assunto no noticiário nacional. No último domingo (21), uma indígena Pataxó Hã Hã Hãe, identificada como Maria de Fátima Muniz, conhecida como Nega Pataxó, foi assassinada no sul do estado. 

O ataque ocorreu na Terra Indígena Caramuru-Catarina Paraguassu, que se situa nos municípios de Pau Brasil, Camacan e Itaju do Colônia, em área reivindicada pelos Pataxó Hã Hã Hãe como de ocupação tradicional.  

O irmão dela, cacique Nailton Muniz, foi atingido no rim e passou por cirurgia no Hospital Cristo Redentor, em Itapetinga. Entre os feridos está uma mulher que teve o braço quebrado e outros foram hospitalizados, mas não correm risco de morte. 

Na semana passada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), está “só colhendo” os resultados das antigas gestões petistas de Jaques Wagner (2007-2014) e Rui Costa (2015-2022). Portanto, o presidente não citou a onda de violência que atinge o estado. 

O comentário do presidente sobre as gestões petistas na Bahia se dá após o Estado registrar ondas de violência com facções criminosas e ser a região que mais mata brasileiros. Em setembro de 2023, Jerônimo disse que os governos estadual e federal estão alinhados para combater os crimes, no entanto, já durante o mês de novembro, foram registrados 31 óbitos, resultando na média de uma morte diária e na primeira semana de dezembro foram registradas mais três mortes.  

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