"Não se conforma"

Defesa de Dallagnol diz que argumentos do PT contra o deputado são descabidos

Partido de Lula tenta a todo custo cassar candidatura do agora parlamentar, que o investigou na Lava Jato qaundo era procurador

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Deltan Dallagnol, entao procurador do Ministério Público Federal. Foto:Marcelo Camargo/ABr
Os advogados do ex-deputado pediram a suspensão dos efeitos da decisão do TSE ou o retorno imediato ao cargo. Foto: Marcelo Camargo/ABr.

A defesa do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), ex-coordenador da Operação Lava Jato, se manifestou nesta segunda-feira, 15, sobre o julgamento do caso que contesta o registro de candidatura do parlamentar. O recurso foi apresentado pela federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) no Paraná e pelo PMN, e chegou ao TSE no final de janeiro. O relator na corte é o ministro Benedito Gonçalves, portanto, é grande a chance de o TSE dar mais essa grande alegria ao presidente Lula, como publicou a coluna do jornalista Cláudio Humberto desta segunda-feira, 15.

O advogado Leandro Rosa afirma que está tranquilo de que o resultado do julgamento será favorável ao parlamentar mais votado do Paraná.

“O que o TSE vai julgar é um recurso da federação do PT, que não se conformou de ter perdido todas as ações que entrou contra Deltan na Justiça Eleitoral. Tanto o Ministério Público quanto o TRE/PR foram unânimes ao deferir a candidatura do Deltan. A Procuradoria-Geral Eleitoral também confirmou a regularidade. Os dois argumentos do PT são descabidos porque Deltan não respondia a nenhum processo disciplinar quando saiu do Ministério Público e a Justiça Federal já anulou a condenação do TCU, então o recurso do PT não se sustenta em pé juridicamente. Vamos defender o deputado de forma firme e técnica e confiamos num bom resultado no TSE”, afirmou o advogado.

Caso o TSE indefira o registro de candidatura, os votos que Dallagnol recebeu ficam invalidados e ele tem seu mandato cassado.

Os partidos contestam a condição de elegibilidade do ex-procurador da República. Argumentam, por exemplo, que ele estaria barrado pela ficha limpa, ao ter deixado a carreira tendo pendentes processos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público.

Outro ponto questionado é a condenação de Dallagnol pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por irregularidades no recebimento de diárias e passagens de 2014 a 2021, durante a operação Lava Jato. A condenação foi depois anulada pela Justiça Federal do Paraná.

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