16/02/2019

Banco prorroga prazo para inscrição de projetos de segurança em museus

PREVENIR TRAGÉDIAS

Banco prorroga prazo para inscrição de projetos de segurança em museus

Valor disponível para projetos é de até R$ 17,7 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  prorrogou até o dia 29 de março o prazo para inscrição de projetos de segurança em Instituições Culturais Públicas de Guarda de Acervos Memoriais. O objetivo é selecionar propostas que contemplem investimentos em sistemas de detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico, instalações elétricas e sistema de proteção contra descargas atmosféricas em museus, arquivos e bibliotecas. O valor total disponível é de até R$ 17,7 milhões no âmbito da Lei Rouanet. Chamada – Com disponibilidade inicial de R$ 25 milhões, a primeira etapa da chamada para projetos de segurança em Instituições Culturais Públicas de Guarda e Acervos Memoriais foi lançada em outubro de 2018 e selecionou projetos do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (R$ 3,3 milhões), e do Museu Histórico e Diplomático, localizado no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro (R$ 4  milhões). Na ocasião, o BNDES identificou grande demanda, com projetos que não puderam ser enquadrados por não terem apresentado adequadamente todas as informações solicitadas. Para contribuir com os interessados, o Banco decidiu realizar uma oficina para orientação quanto à apresentação de propostas, voltada para gestores de museus e instituições de guarda de acervos culturais de todo o Brasil. Oficina – O BNDES, em conjunto com o IPHAN, realizará treinamento gratuito no formato webinar (seminário transmitido pela internet)  na próxima segunda-feira, 18, das 14h às 17h30. Quem tiver dúvidas deverá registrar suas perguntas previamente em um formulário  ou enviá-las durante o evento. Para assistir basta acessar o canal do BNDES no Youtube (www.youtube.com/bndes). O vídeo permanecerá no ar para consulta dos interessados. Acervos – Acervos memoriais são os bens patrimoniais de inegável valor histórico, pelos quais se pode ter acesso a informações valiosas de várias áreas do saber, de forma a preservar a identidade e a memória de uma comunidade. Esse conjunto inclui acervos museológicos, arquivísticos e bibliográficos. Serão consideradas elegíveis instituições públicas que guardem acervos memoriais brasileiros de propriedade pública que estejam abrigados em edificações tombadas pelo IPHAN e que possuam, no mínimo, um dos seguintes graus de reconhecimento: a) tombado pelo IPHAN, b) registrado em nível nacional ou mundial pela UNESCO por meio do “Prêmio Memória do Mundo” ou c) participante da listagem de acervos bibliográficos no “Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional – CPBN”, gerido pela Biblioteca Nacional. Proponentes – Poderão propor projetos a própria Instituição Cultural de Guarda de Acervo Memorial ou outra instituição que a represente, desde que seja sem fins lucrativos, constituída há pelo menos 2 anos e com finalidade cultural. A proponente deve demonstrar capacidade técnica e de gestão no desenvolvimento de projetos culturais, a qual será avaliada pela Comissão Técnica (CT) e, posteriormente, pela equipe técnica e jurídica do BNDES, durante a fase de análise de cada projeto. Modalidades – As propostas poderão contemplar tanto a elaboração de projetos executivos quanto a implantação física de sistemas de detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico; sistemas de proteção contra descargas atmosféricas; e modernização das instalações elétricas. O valor máximo apoiável por proposta é de R$ 4 milhões, sendo no máximo R$ 1 milhão para a elaboração dos projetos. No caso de solicitação apenas da implantação física dos sistemas de segurança, somente serão aceitos os projetos executivos já aprovados pelos órgãos competentes (de bombeiro e de patrimônio). O valor máximo a ser apoiado pelo BNDES respeitará o valor aprovado no Programa Nacional de Apoio a Cultura (PRONAC), devendo, essa condição, ser comprovada no momento da contratação de recursos pelo Banco. As propostas devem ter prazo de execução máximo de 36 meses, podendo ser prorrogado, a critério do BNDES. Inscrições – As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio de formulário eletrônico disponível na página www.bndes.gov.br/seguranca-de-acervos, onde também é possível encontrar orientações para elaboração da proposta. Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
16/02/2019

Horário de verão termina neste domingo em dez estados e no DF

Uma hora a mais

Horário de verão termina neste domingo em dez estados e no DF

Este ano, a adoção do horário de verão é uma incógnita, e cabe a Bolsonaro decidir

Motivo de alegria para uns e de tristeza para outros, o horário de verão termina à zero hora deste domingo (17). Com isso, os relógios terão que ser atrasados em uma hora (voltarão para 23h) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O horário de verão de 2018 começou no dia de 4 novembro para moradores de 10 estados e do Distrito Federal. Até 2017, o horário de verão tinha início no terceiro domingo de outubro, mas atendendo um pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o então presidente Michel Temer alterou o início do horário para que não coincidisse com o primeiro e o segundo turno da eleição. Viagens Com o fim do horário de verão, é comum a confusão nos primeiros dias, por isso, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) emitiu um comunicado alertando passageiros para que fiquem atentos aos horários nos bilhetes aéreos. Vale o que está escrito no bilhete, pois eles são emitidos conforme a hora local vigente na data da viagem. Segundo a entidade, a informação da partida se refere ao horário na cidade de origem e a da chegada ao horário da cidade de destino. Dessa forma, os bilhetes emitidos sempre consideram, além das diferenças de fuso, as diferenças resultantes do início ou fim do horário de verão. Em caso de dúvida, os passageiros devem buscar informações no site da companhia aérea ou por meio dos canais de atendimento telefônico. Celulares As operadoras de telefonia alteram automaticamente os relógios dos aparelhos celulares. Mas o usuário deve ficar atento se a alteração foi de fato realizada. Horário de verão em 2019 Este ano, a adoção do horário de verão ainda é uma incógnita, e cabe ao presidente Jair Bolsonaro decidir. No ano passado, estudos da Secretaria de Energia Elétrica (SEE), do Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apontaram que em termos de economia de energia, a medida não tem sido eficiente, já que os resultados alcançados foram próximos à “neutralidade”. O horário de verão foi criado no país com o intuito de economizar energia, a partir do aproveitamento de luz solar no período mais quente do ano. “A aplicação da hora de verão, nos dias de hoje, não agrega benefícios para os consumidores de energia elétrica, nem tampouco em relação à demanda máxima do sistema elétrico brasileiro, muito em função da mudança evolutiva dos hábitos de consumo e também da atual configuração sistêmica do setor elétrico brasileiro”, destaca o documento enviado à Casa Civil. Segundo a assessoria do MME, não há previsão de balanço sobre os resultados obtidos com o horário de verão de 2018. “Serão realizadas novas análises anuais técnicas dos resultados do ciclo 2018/2019 e, quando concluídas, serão encaminhadas à Presidência da República, a quem cabe a decisão de manter ou não o horário brasileiro de verão”, informou a assessoria do MME. No Distrito Federal, região onde o consumo, per capita, de energia residencial é o maior do país, desta vez, o horário de verão registrou, segundo a Companhia Energética de Brasília (CEB), redução de 2,7% da demanda diária por energia no horário de pico, ou 30MW. De acordo com o diretor de distribuição da CEB, Dalmo Rebello, é como se a energia de uma cidade como o Guará, localizada a 12 quilômetros do centro da capital federal, com cerca de 126 mil habitantes, fosse desligada nesse período no horário de pico. O especialista acrescenta que o horário de verão é importante para que o sistema, que nessa época, tem a demanda aumentada pelas altas temperaturas, não tenha uma sobrecarga. (ABr)
16/02/2019

Evacuação simulada de bairro ameaçado por fissuras ocorre neste sábado, em Maceió

Operação Pinheiro

Evacuação simulada de bairro ameaçado por fissuras ocorre neste sábado, em Maceió

Defesa Civil prepara três mil moradores para eventual incidente geológico

Cerca de três mil moradores do bairro de Maceió (AL) ameaçado por rachaduras e tremores de terra participam nesta sábado (16) do simulado de evacuação coordenado pelos órgãos de Defesa Civil. A população do bairro do Pinheiro foi convidada para a mobilização que prepara a comunidade para um eventual incidente na região atingida pelo fenômeno geológico, ainda de origem desconhecida por especialistas, mas com suspeitas de ter sido causada pela mineração de sal-gema pela Braskem, irregularidades em sistemas de saneamento ou causas naturais. “É importante que a população tome conhecimento de que, no dia 16, das 15h às 16h, nós teremos o maior treinamento de evacuação já realizado no Estado de Alagoas, envolvendo todos os órgãos estaduais, municipais e federais e, principalmente, a população do bairro do Pinheiro”, lembra Moisés Melo, coordenador da Defesa Civil do Estado de Alagoas. Na simulação exigida por lei em casos de situação de emergência desta natureza, serão utilizados quatro pontos de encontro, para os quais a população deverá se dirigir: o terminal rodoviário do bairro do Sanatório, na rua Belo Horizonte; a Casa Vieira, na rua Tereza de Azevedo; a área das concessionárias Volkswagen e Hyundai, na avenida Fernandes Lima; e o Cepa, também na Fernandes Lima. “As viaturas da Polícia Militar, do Exército, Defesa Civil e vários órgãos civis e militares estarão conduzindo a população aos pontos de encontro, onde serão recepcionados pelos agentes municipais. Também haverá a varredura no bairro, para casos de algum retardatário querer se deslocar. Teremos entre 16 e 20 equipes distribuídas em quatro comboios circulando em todo o bairro do Pinheiro, fazendo a varredura do centro para as extremidades. Mas o mais importante é que a população saia de casa e possa se deslocar até os pontos de encontro”, ressalta Melo. Os moradores do bairro do Pinheiro que possuem alguma dificuldade grave de mobilidade – como os acamados, cadeirantes, os que estão em tratamento de home care, entre outros – e/ou que precisam de ajuda especializada para saírem de suas residências não precisarão participar do treinamento. O simulado deste sábado (16) visa orientar as pessoas que conseguem se deslocar até os pontos de encontro. As pessoas que possuem alguma dificuldade grave de mobilidade devem entrar em contato com a Defesa Civil Municipal (0800 030 6205), que irá cadastrá-las e repassar a localização exata delas para os órgãos que farão o auxílio de evacuação nos momentos de eventual necessidade. Clique aqui e veja o mapa de evacuação criado com o Google Maps. Órgãos e atribuições Os órgãos envolvidos no simulado são Defesa Civil Estadual e Municipal, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Aérea, Corpo de Bombeiros, Grupamento Aéreo, Polícia militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Sesau, Algás, Casal, Prefeitura de Maceió, SMTT, Anatel, Eletrobras, Cruz Vermelha e empresa Vida a Vida. A concentração para o simulado acontece a partir das 14h. O exercício começa às 15h, com previsão de chegada das equipes nos pontos de encontro trinta minutos depois. Às 16h, será iniciado o trabalho de avaliação das atividades. A Prefeitura de Maceió ficará responsável pela montagem dos pontos de encontro e apoio aos moradores com equipes de assistentes sociais, psicólogos, cadastradores, médicos, dando acesso ainda às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Além da estrutura onde funciona o comando da chamada Operação Pinheiro, o Exército Brasileiro disponibilizou para o simulado quatro viaturas Marruá, uma caminhonete e aproximadamente 80 homens. A Defesa Civil Municipal deverá atuar com cerca de 30 agentes, que vão se somar aos 100 agentes da Defesa Civil Estadual. A Polícia Militar deverá atuar no simulado de desocupação com quatro guarnições do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), quatro guarnições do 4º Batalhão, quatro guarnições do Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc) e duas guarnições do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), além de trios de motocicletas espalhados pelo bairro. O Samu participa composição das equipes de evacuação, atendimento de emergência e atendimento nos pontos de encontro. E vai disponibilizar quatro unidades para o simulado de desocupação e o Corpo de Bombeiros deverá utilizar 15 homens e duas viaturas em um exercício de resgate em residência, que acontece paralelamente às atividades de evacuação, mobilizando também equipes do Samu e do Grupamento Aéreo da PM. A Marinha vai ceder duas viaturas de transporte para pontos de encontro e uma viatura de reboque. A Força Aérea Brasileira enviará duas viaturas, um médico e um enfermeiro para participar do simulado, bem como já garantiu o espaço aéreo para o trabalho das aeronaves que deverão sobrevoar o bairro do Pinheiro durante o exercício. A Cruz Vermelha confirmou o envio de 100 voluntários para o simulado e disponibilizou suas instalações e uma cozinha industrial para atendimento a desabrigados em uma situação real de emergência. Entre as atribuições de cada órgão, a Defesa Civil ficará responsável por compor as equipes de evacuação, registro de imagens e articulação com os demais órgãos; o Exército Brasileiro vai atuar como posto de comando, ponto de concentração e partida das viaturas, local de pouso de aeronaves, na composição das equipes de evacuação e na figuração nos treinamentos de resgate; a Polícia Militar será responsável pela sinalização e bloqueio das vias onde o simulado vai acontecer, bem como pelo isolamento das áreas de apoio, locais de simulação de atendimento médico e acompanhamento da saída dos comboios. A Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau) vai atuar no recebimento e atendimento das vítimas encaminhadas ao Hospital Geral do Estado (HGE). A SMTT também ficará responsável pelo bloqueio de vias de acesso ao bairro do Pinheiro e a Casal deverá suspender o fornecimento de água na região. Algás e Eletrobras deverão simular a suspensão do fornecimento de gás e energia elétrica. A Cruz Vermelha atuará na assistência aos moradores e a empresa Vida a Vida vai compor as equipes de evacuação e atuar no atendimento de emergência. (Com informações da Agência Alagoas)
16/02/2019

Plataforma conecta agricultores familiares a compradores de alimentos

STARTUP AGRO

Plataforma conecta agricultores familiares a compradores de alimentos

Meta é encurtar a cadeia entre o agricultor e o comprador ao conectá-los diretamente

Cerca de 70% dos alimentos produzidos no Brasil são cultivados por 5,1 milhões de pequenos agricultores. Muitas vezes, a logística de distribuição é um problema, com muitos intermediários até se chegar aos consumidores. Para facilitar essa e outras questões foi criada a Sumá, uma solução tecnológica que possibilita a desintermediação do processo. Nesse sentido, a proposta de valor da Sumá – nome da Deusa tupi-guarani da agricultura – se concentra no encurtamento da cadeia entre o agricultor e o comprador, ao conectá-los diretamente por meio de uma plataforma web e mobile. A Sumá atua na capacitação do agricultor familiar, alinhando-o às exigências dos compradores regulares de alimentos (hotéis, restaurantes e cozinhas industriais, entre outros). Além disso, contribui com informações reais do campo para que o comprador elabore seus cardápios de acordo com a produção local e a sazonalidade dos produtos. É, portanto, um sistema de qualificação da agricultura familiar para acesso a mercados com curadoria para os compradores. Assista a um vídeo com detalhes sobre a plataforma. Impacto Social “A empresa é caracterizada como um negócio de impacto, ou seja, um empreendimento que tem a missão explícita de gerar impacto social ao mesmo tempo em que gera resultado financeiro positivo”, explica Alexandre Leripio, Engenheiro Agrônomo, o sócio diretor da empresa. Em 2018, a Sumá foi vencedora da etapa latino-americana do MIT Inclusive Innovation Challenge, iniciativa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts para premiar negócios que utilizam a tecnologia para melhorar oportunidades de trabalho. Para utilização da plataforma, agricultores familiares e cooperativas pagam uma assinatura mensal de R$ 49,90, apenas após terem alcançado um ticket de vendas de R$ 2 mil por mês pelo aplicativo. Os compradores privados, a cada compra efetuada, são cobrados 15% de taxa de serviço do Sumá. Inteligência Artificial Hoje, a plataforma, baseada em Santa Catarina, conta com mais de 2 mil agricultores familiares e 200 compradores cadastrados. Segundo o gerente Departamento de Empreendedorismo e Investimento em Startups da Finep, Felipe Gelelete, “com apoio do programa Finep Startup, a empresa irá investir no aperfeiçoamento de inteligência artificial, com uso de chatbots, e de agrodata analytics”. Trata-se da coleta e análise de dados de comercializações efetuadas por região, além da verificação dos padrões de produção para a construção de um mapa da disponibilidade de produtos, sazonalidade, preços e variáveis que influenciam no mercado da produção familiar territorial. Com a utilização dessa tecnologia, a empresa poderá, com mais precisão, apontar preços médios praticados pelo sistema convencional – uma das referências para formação de preço da Sumá -, bem como permitir a previsibilidade de demanda para alinhamento da produção de alimentos em um determinado território. Esses dados permitem ao agricultor, por exemplo, comprovar receitas passadas e eventualmente futuras, contribuindo para requerer financiamentos de forma mais facilitada. Finep Startup A segunda rodada do edital de 2018 do programa Finep Startup foi lançada em Janeiro de 2019, com limite de recursos totais de R$ 30 milhões para 30 Startups. O período para envio de propostas encerrará até o dia 28 de fevereiro. Veja mais detalhes.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
16/02/2019

Jatinho milionário é atribuído ao líder do MDB

Jato suspeito

Jatinho milionário é atribuído ao líder do MDB

Jato PP-MDB de R$ 33 milhões é atribuído ao senador líder do MDB, Eduardo Braga

O novo líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, anda às voltas com novo escândalo: ele seria o verdadeiro dono de um jatinho Citation de prefixo que mais parece aliança política, PP-MDB, adquirido por US$9 milhões (R$33,4 milhões) a uma empresa de Fortaleza, Moinho Dias Branco. A denúncia é do jornalista Ronaldo Tiradentes, de Manaus. Aliado de Renan Calheiros (MDB-AL), Braga foi também apontado pelo jornalista como sendo o “Glutão” da lista de políticos da Odebrecht. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Pela denúncia, o jato foi usado por Eduardo Braga em campanhas eleitorais e viagens de lazer aos Estados Unidos e ao Caribe. O avião foi comprado, diz Tiradentes, pela empresa Etam, do consórcio que construiu a ponte sobre o rio Negro no governo de Eduardo Braga. O senador tem negado as denúncias contra ele e obteve com um juiz de primeira instância a imposição de censura ao jornalista manauara. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) divulgou nota de repúdio contra a censura determinada por um juiz de Manaus.
16/02/2019

Latam cobra R$10 mil a mais que AA pelo mesmo voo para Miami

Viagem superfaturada

Latam cobra R$10 mil a mais que AA pelo mesmo voo para Miami

Latam cobra R$ 10 mil a mais que American Airlines por passagem no mesmo voo

Parceiras, a American Airlines e a Latam vendem passagens para o mesmo voo, entre Brasília e Miami, em um Boeing 757. Quem compra pela American Airlines, paga R$1,7 mil; quem compra pela Latam, paga R$11,8 mil. Isso mesmo. São passagens no mesmo avião, mesmo dia, mesma hora e mesma classe que custam mais de R$10 mil a mais se adquiridas na Latam. Procurada, a empresa que já teve “orgulho de ser brasileira” não conseguiu explicar a cobrança sete vezes maior. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Parece mentira: o voo é o mesmo, muda apenas a numeração: na American Airlines é o voo AA214. Na Latam, JJ2112. Para explicar R$10 mil de diferença, a Latam citou que na aviação há “classes diferentes, datas”, o que não era o caso. A empresa “trabalha com o sistema de precificação dinâmica” e “considera diversos fatores”, diz a LATAM sobre a ‘facada’ de R$10 mil.
15/02/2019

Renan Filho é alvo de protesto contra desabastecimento de hospitais alagoanos

Descaso recorrente

Renan Filho é alvo de protesto contra desabastecimento de hospitais alagoanos

Falta até material de limpeza e fio para sutura em maternidade de alto risco

Médicos e outros profissionais da saúde do Estado de Alagoas protestaram nesta sexta-feira (15) cruzando os braços e denunciando o novo episódio de desabastecimento recorrente dos hospitais geridos pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). A unidade mais prejudicada é referência para atender mulheres pobres alagoanas com gestação de alto risco, a Maternidade Santa Mônica, onde faltam até material de limpeza e fio para sutura, além de insumos básicos e medicamentos. O problema é fruto da falta de regularização dos repasses por parte da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que em julho de 2018 foi cobrada por cerca de R$ 26 milhões de déficit com a Uncisal, acumulados durante os quatro anos anteriores. Os profissionais também cobraram o pagamento de salários atrasados há quase quatro meses, bem como a realização de contratações para suprir a carência de médicos na maternidade-escola e nos hospitais-escola Helvio Auto e Portugal Ramalho. Outras atividades estão sendo programadas para pressionar os gestores a solucionar de forma definitiva o problema. Luvas, fio de sutura, medicamentos como antibióticos e anti-hipertensivo são os principais insumos que faltam na Maternidade Santa Mônica. “Como eu vou fechar uma paciente de cesária sem fio de sutura. Falta anti-hipertensivo numa maternidade de alto risco, cheia de gestante de alto risco. Até sulfato ferroso que é para o tratamento simples de anemia está faltando nessa casa”, denunciou a médica Sílvia Melo, que é vice presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), em entrevista à Gazetaweb. A dívida com pagamento de pessoal se arrasta desde o último pagamento feito em outubro do ano passado. E atinge desde médicos concursados até profissionais de limpeza e segurança, estes terceirizados. A dirigente sindical Sílvia Melo informou que o Estado pagou salários de janeiro, alegando faltar recursos financeiros para quitar os meses anteriores. Os principais prejudicados são a maioria dos profissionais, que não são concursados. “Os hospitais da Uncisal estão hoje passando por uma crise inigualável. Há 15 anos sou funcionária da Santa Mônica e nunca passamos uma crise tão grande, de faltar tudo. Falta é desde atraso salarial a insumos que a gente precisa para trabalhar. Temos alguns médicos aqui que não são concursados. Esses médicos nós chamamos de precarizados. Eles receberam o salário em outubro. O pessoal da limpeza e segurança estão há quatro meses sem receber. A Uncisal está pedindo socorro, porque depende do Governo do Estado, depende da Sesau o repasse de verbas e isso não está sendo feito na medida que deve ser feito”, disse a sindicalista. Descaso A situação das unidades hospitalares acontece enquanto os alagoanos ainda esperam o governador Renan Filho inaugurar alguma dos oito novos hospitais anunciados no início do primeiro mandato para serem entregues depois de um investimento de R$ 308 milhões de recursos próprios do Estado de Alagoas. E a jornalista Tatianne Brandão, da Gazetaweb, flagrou a participação de familiares de pacientes apoiando o protesto, a exemplo de Lucia de Assis, que é do município de Maragogi (AL), e acompanha sua filha internada desde a última sexta-feira (8). Ela denuncia o descaso e cobra respeito dos gestores públicos. “O descaso está demais lá em cima. Para beber água a gente precisa comprar fora da maternidade por R$ 7. Comida não tem. Minha filha está operando e faz as necessidades em pé porque não tem condições de usar o banheiro. Os funcionários da limpeza estão sem receber e não estão limpando. Eu queria que o governador fizesse aquilo que nós precisamos. Além dos profissionais que aí estão, nós usuários precisamos ser respeitados e ter uma saúde digna. Nós pagamos nossos impostos, então esses gestores que aí estão façam o que for preciso, que tenham respeito por quem precisa”, declarou a mãe da paciente. O esforço dos profissionais tem garantido a manutenção do atendimento aos pacientes dessas unidades e os funcionários ainda pensam em deflagração de greve como última alternativa. Mas os manifestantes cobraram a nomeação de mil aprovados na reserva técnica do último concurso da Uncisal, realizado em 2014, cujo certame expira em abril, para as vagas de ensino médio, e em junho, para as de ensino superior. “Sabemos que a população é a que menos merece sofrer. Então, nós começamos essa paralisação, esse protesto e vamos ter muitos outros, nas mídias, onde a gente puder alcançar até nos ouvirem e darem as respostas que nós precisamos. Estamos pedindo socorro, que os gestores nos ouçam e resolvam esse problema, porque são eles que tem dar a solução. Nós estamos cansados de esperar essas promessas de regularização e nada até agora”, desabafou Sílvia Melo. Providências encaminhadas Graças ao esforço da Defensoria Pública Estadual, o reitor da Uncisal, Henrique de Oliveira Costa, obteve em 12 de julho um acordo para o Estado liberar R$ 2 milhões e garantir o abastecimento por 90 dias. Na ocasião, o reitor descartou abrir mão da gestão das unidades, depois de o então titular da Sesau, Christian Teixeira, tentar atribuir os problemas que desgastam o governo de Renan Filho à subordinação das unidades à Uncisal. Hoje, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir os repasses. O acordo parece chover no molhado, já que acontece uma semana depois de a Sesau publicar em Diário Oficial a Portaria nº 913, de 06 de fevereiro de 2019, que formalizou a previsão de repasse anual de R$ 78.778.879,51, para custear anualmente as unidades hospitalares geridas pela Uncisal, fixando o repasse mensal em R$ 6.564.906,63. Além disso, a portaria que se antecipou ao TAC, graças ao acordo firmado com a Defensoria Estadual, resolveu repassar em cota única o valor de R$ 6.190.882,66, referentes ao retroativo de portarias do Ministério da Saúde devidos à Uncisal. A Uncisal informou através de nota que respeita o ato realizado pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas e que a Reitoria da instituição ratifica que tem buscado medidas junto ao Governo do Estado e à Sesau “para continuar oferecendo um serviço público de qualidade à população nas suas unidades assistenciais”. A Sesau atribuiu, também em nota, o atraso dos pagamentos, desde novembro, ao fechamento do Sistema Integrado de Administração Financeira e Contábil do Estado (Siafe), no final de 2018, “como acontece ao término de cada ano, inviabilizando que qualquer pagamento seja efetuado”. Mas afirma que iniciou o processo de normalização dos repasses para a Uncisal neste mês, quando foi reaberto o Siafe. (Com informações da Gazetaweb)
15/02/2019

Tecnologia na formação de condutores contribui para um trânsito mais seguro

Segurança no trânsito

Tecnologia na formação de condutores contribui para um trânsito mais seguro

No país com o quinto trânsito mais violento do mundo, recursos tecnológicos são comprovadamente necessários para diminuir o número de acidentes

Quando o assunto é segurança no trânsito, todo novo elemento, recurso ou instrumento é mais do que bem-vindo. Afinal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de mortes causadas por acidentes, o que corresponde a 47 mil vítimas fatais todos os anos – e mais de 400 mil ficam com algum tipo de sequela. Ainda segundo a OMS, 90% desses acidentes são causados por falha humana, fato que escancara problemas graves como despreparo, negligência, desatenção e desobediência por parte de motoristas, ciclistas e pedestres, principais personagens do ambiente de trânsito e, infelizmente, os responsáveis por torná-lo tão violento. Nesse contexto, a tecnologia tem sido uma aliada fundamental para alterar positivamente esse cenário. Isso porque, dentre as inúmeras facilidades proporcionadas pelas inovações tecnológicas, é possível utilizar ferramentas de aprendizado comprovadamente efetivas para a formação de cidadãos e condutores mais capacitados. Assim como a educação geral, a melhor maneira de transformar uma situação adversa é contando com o conhecimento e a conscientização das novas gerações. Além disso, é graças à tecnologia que existe a possibilidade de tornar o ensino mais acessível, abrangente e inclusivo, já que por meio dela aplica-se soluções a distância, cursos híbridos e monitoramento de aulas em tempo real, sem falar no desenvolvimento de plataformas de educação digital com conteúdos interativos, que têm como foco a experiência evolutiva do indivíduo. Ainda sobre o poder de transformação da tecnologia aplicada ao ensino para o trânsito, os simuladores de direção veicular destacam-se como protagonistas desse processo educativo e de aperfeiçoamento dos futuros condutores e também dos motoristas profissionais. A alta eficácia dos equipamentos garante mais segurança, agilidade e transparência à preparação dos alunos, que podem vivenciar, em um ambiente seguro e controlado, situações adversas e de risco, às quais não poderiam ser submetidos nas aulas práticas em vias públicas, como conduzir em serras e rodovias, sob chuva e neblina ou, ainda, simulando os efeitos negativos do álcool no organismo. Pesquisas realizadas na Universidade Politécnica de Madri, na Espanha, e em uma das mais conceituadas universidades do mundo, a de Iowa, nos Estados Unidos, comprovam a eficácia dos simuladores e os definem como ferramentas de alta precisão, que recriam a experiência de dirigir. Não é à toa que os equipamentos já são uma realidade mundial: Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Nova Zelândia, Holanda, Espanha, Japão, Tailândia, China, França, Portugal, República Tcheca, Irlanda e Rússia são alguns dos países que utilizam a simulação na formação de seus condutores – e tiveram queda significativa no número de acidentes entre novos motoristas. Os órgãos reguladores dessas nações perceberam que o aprendizado por meio da condução simulada é a melhor alternativa para formar motoristas conscientes, que não ofereçam grandes riscos ao trânsito, uma vez que foram treinados em situações controladas e mensuradas. Mais do que qualificar a formação de condutores, a tecnologia irrefutavelmente contribui comprovada e efetivamente para a redução de mortes e acidentes, além de tornar o trânsito de pessoas um ambiente mais humano e seguro.
15/02/2019

Justiça do Trabalho nega pedido e mantém bloqueio de R$1,6 bilhões da Vale

Reparação dos danos

Justiça do Trabalho nega pedido e mantém bloqueio de R$1,6 bilhões da Vale

Para o juiz, as consequências da tragédia são imensuráveis e o bloqueio visa garantir a reparação dos danos

O juiz Ordenisio Cedas dos Santos, do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), negou hoje (15) um pedido da Vale para revogar ou reduzir bloqueio de R$ 1,6 bilhão, que foi determinado para assegurar o pagamento das indenizações trabalhistas relacionadas ao rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A decisão foi comunicada em audiência judicial com a participação da mineradora, do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Defensoria Pública da União (DPU), de entidades sindicais e de representantes dos atingidos na tragédia. “As consequências do desastre ainda não são dimensionadas e os valores bloqueados visam garantir a reparação dos danos, valendo ressaltar que do total de R$ 1,6 bilhão bloqueado, a quantia de R$ 800 milhões se destina à reparação de indenização por danos morais coletivos”, justificou o magistrado. Outros bloqueios, que totalizam mais R$ 11 bilhões, também foram determinados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) com o intuito de garantir recursos para a reparação dos danos. Na audiência de hoje, a Vale deu garantia provisória de que não dispensará ou transferirá trabalhadores que sobreviveram. A mineradora também firmou um acordo parcial com o MPT para operacionalizar o cumprimento de decisões já concedidas pelo TRT-MG. Entre elas, estão liminares que determinam o depósito das verbas rescisórias dos empregados mortos cujos corpos já tenham sido identificados e o pagamento dos salários dos funcionários da mineradora e de empresas terceirizadas que estejam desaparecidos. Há ainda decisões que envolvem o pagamento das despesas com funeral e a liberação de seguro de vida. Uma nova audiência foi agendada para o dia 22 de fevereiro. Podem entrar na pauta solicitações apresentadas por procuradores do MPT em uma ação ajuizada contra a mineradora. Eles pedem ao TRT-MG que a Vale seja obrigada a garantir a estabilidade aos empregados próprios e terceirizados pelo prazo mínimo de três anos. Também defendem a proibição de transferências por decisão unilateral da empresa, o custeio integral de tratamento médico e psicológico para os funcionários e parentes. O MPT quer ainda que sejam emitidas imediatamente as Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) para todos os trabalhadores próprios e terceirizados. O registro do CAT pode ser feito online no site da Previdência Social. De acordo com a legislação brasileira, ele é obrigatório e a empresa que não informar acidentes de trabalho está sujeita à aplicação de multa. Indenização Na noite de quarta-feira (13), parentes dos funcionários que morreram na tragédia se reuniram em assembleia e rejeitaram acordo de indenização proposto pela mineradora. O MPT levou a decisão ao conhecimento da Vale na audiência de hoje. A proposta da mineradora envolvia o pagamento de indenização por danos morais conforme o parentesco com as vítimas. Cônjuge ou companheiro receberia R$ 300 mil, cada filho R$300 mil, cada pai e mãe R$150 mil, cada irmão e irmã R$75 mil. Além disso, o acordo sugerido incluía plano de saúde para os familiares do morto e pagamento mensal correspondente a dois terços do salário líquido do trabalhador até a data em que ele completaria 75 anos. Isso valeria tanto para os empregados da Vale como também para os terceirizados.(ABr)
15/02/2019

Ibaneis prorroga decreto sobre manutenção de muros em condomínios horizontais

Mais 180 dias

Ibaneis prorroga decreto sobre manutenção de muros em condomínios horizontais

Com isso, está certificada a segurança jurídica para a manutenção dos muros e guaritas

O governador do Distrito Federal tomou posicionamento, sobre um assunto que vem sendo discutido há mais de 20 anos, a regularização sobre os muros e guaritas nos condomínios horizontais do Distrito Federal. Nesta sexta-feira (15), Ibaneis Rocha assinou a prorrogação da validade do decreto, por mais 180 dias, que regulamentou e detalhou a concessão de autorização para muros e guaritas nos mais de 1,3 mil condomínios horizontais, onde vivem cerca de 500 mil pessoas. A prorrogação será publicada na próxima segunda-feira (18). Com isso, está certificada a segurança jurídica para a manutenção dos muros e guaritas, que não podem ser alvo de nenhum tipo de fiscalização nem demolição. Objetivo do GDF é encaminhar nos próximos seis meses, um projeto de lei para a Câmara Legislativa que ponha um ponto final nesse dilema, e autorize o fechamento dos parcelamentos. “Nossa intenção é manter como condomínio fechado. Estou dando minha garantia de que vamos resolver, já chegou a hora dessa discussão acabar e estou aqui para ajudar”, afirmou Ibaneis. Caberá a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) dar um fim a esse imbróglio. Ibaneis encarregou o secretário Mateus Oliveira para discutir com os moradores uma proposta que atenda seus interesses e ao mesmo tempo à legislação. “Há um compromisso desse governo de que, nesses 180 dias, vamos trabalhar em um novo marco legal, um projeto de lei, que autorize o fechamento de loteamentos. No Brasil inteiro é assim”, ressaltou Oliveira.
15/02/2019

Executivo da Vale preso é suspeito de pressionar por laudo da barragem

Crime em Brumadinho

Executivo da Vale preso é suspeito de pressionar por laudo da barragem

Alexandre de Paula Campanha é um dos oito funcionários da mineradora presos hoje por suspeita de responsabilidade criminal

O gerente-executivo de geotecnia corporativa da Vale, Alexandre de Paula Campanha, um dos oito funcionários da mineradora que foram presos nesta manhã (15) por suspeita de responsabilidade criminal no rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), é investigado por ter feito uma possível pressão para que o laudo de estabilidade da estrutura fosse emitido pela empresa alemã Tüv Süd. O despacho de Rodrigo Heleno Chaves, juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que autorizou as prisões temporárias, cita o depoimento de Makoto Mamba, engenheiro da Tüv Süd que assinou o último laudo, emitido em setembro de 2018. “Este [Mamba] afirmou que sentiu que o investigado Alexandre o pressionou a assinar a declaração de condição de estabilidade da barragem, sob riso de perderem o contrato”, registra a decisão. Um e-mail datado do dia 13 de maio de 2018, enviado por Makoto Mamba a outro funcionário da Tüv Süd, é transcrito pelo magistrado. “Está terminando os estudos de liquefação da Barragem I do Córrego do Feijão, mas tudo indica que não passará. (…) Dessa maneira, a rigor, não podemos assinar da Declaração de Condição de Estabilidade, que tem como consequência a paralisação imediata de todas as atividades da Mina do Córrego do Feijão. (…) Mas como sempre a Vale irá nos jogar contra a parede e perguntar: e se não passar, irão assinar ou não? Para isso, teremos que ter a resposta da corporação, com base nas nossas posições técnicas”, diz a mensagem de Mamba. Apesar de atestar a estabilidade, o laudo da Tüv Süd listou 17 recomendações para corrigir problemas. Em coletiva de imprensa na última terça-feira (12), diretores da Vale afirmaram que se tratam de recomendações corriqueiras nesse tipo de documento e que oito delas teriam sido atendidas e nove estariam em andamento. Segundo eles, nenhum documento revelou o risco iminente de rompimento. Operação do MPMG A prisão dos oito funcionários da Vale ocorreu em operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio de polícias civis e militares de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Todos ficarão detidos por 30 dias e deverão prestar depoimento em Belo Horizonte. Segundo o MPMG, eles poderão responder por homicídio qualificado e também por crimes ambientais e falsidade ideológica. Foram cumpridos também 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Vale, à Tüv Süd e a funcionários das duas empresas. De acordo com o magistrado, os autos apontam que os oito empregados da Vale eram sabedores da situação crítica da barragem desde meados de 2018 e não adotaram nenhuma medida eficaz para reverter a situação. “Caso os investigados tivessem optado pelo acionamento do PAEBM [Plano de Emergência da Barragem] é forçoso concluir que provavelmente quase todas as vidas seriam poupadas. É sim possível que os oito funcionários, mesmo não querendo diretamente que o resultado ocorresse, tenham assumido o risco de produzi-lo, pois já o haviam previsto e aceitado as suas consequências”, escreveu. Em nota, a Vale informou que continua colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”. Há duas semanas, uma outra operação no âmbito das investigações sobre a tragédia conduziram à prisão mais três funcionários da Vale e dois da Tüv Süd, incluindo Makoto Mamba. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) os colocou em liberdade sete dias depois. Demais presos Outro preso na manhã desta sexta-feira é Felipe Figueiredo Rocha, integrante do setor de gestão de riscos geotécnicos da Vale. Ele também é citado em um trecho do e-mail escrito por Makoto Mamba em 13 de maio de 2018. Há também menção à VogBr, mesma empresa que havia concedido laudo à barragem da Samarco que se rompeu em Mariana (MG), em novembro de 2015, provocando 19 mortes e destruição na bacia do Rio Doce. “O coordenador Felipe ligou na sexta-feira passada para saber como andavam os estudos e, sabendo da possibilidade da Barragem I não passar, comentou que todos os esforços serão feitos para aumentar o fator de segurança, como o rebaixamento do lençol freático, a remineração do rejeito, etc. Mas são todas soluções de longo prazo, que levarão de 2 a 3 anos para surtir o efeito desejado. Disse ainda que a Barragem Forquilha III, que está sendo estudada pela VogBR, não está passando, mas a empresa assinará a declaração de estabilidade com base nas mesmas promessas de intervenções de melhoria”, registra a mensagem de Mamba. Também foram alvos da operação Marilene Christina de Assis Araujo e Hélio Márcio Cerqueira, que integravam o setor de gestão de riscos geotécnicos da Vale assim como Felipe Figueiredo Rocha. De acordo com o despacho que autorizou suas prisões, os dois mantiveram contato sobre a situação de instabilidade da barragem e participaram do gerenciamento de dados que levaram à inclusão da estrutura na “zona de atenção”, conforme classificação interna da mineradora. Foram presos ainda Joaquim Toledo, gerente-executivo de geotécnica operacional da Vale, e três funcionários que atuavam em sua gerência: Renzo Albieri Carbalho, Cristina Heloiza Malheiros e Artur Bastos Ribeiro. Segundo depoimentos colhidos pelo MPMG, qualquer anomalia na barragem era comunicada imediatamente à Joaquim Toledo, a quem estava incumbido de adotar as providências para sanar o problema. Depoimentos Um das pessoas ouvidas pela MP foi o funcionário da Vale Luciano Henrique Coelho. Ele disse que seu pai, Olavo Henrique, o mais antigo empregado da mina e referência na mineradora em questões de infraestrutura, chegou a alertar para a necessidade de evacuar o Córrego do Feijão após verificar que “estava brotando lama no talude”. Olavo Henrique morreu no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Outro depoente, o engenheiro Washington Pirete, é funcionário da Vale há mais de 20 anos e, em 2010, defendeu tese de mestrado na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) onde apontou alguns problemas na barragem que se rompeu em Brumadinho. De acordo com ele, em caso de rompimento, Renzo seria o responsável por dar a ordem para a evacuação e Cristina deveria adotar o primeiro passo para iniciar o processo. O engenheiro também disse não ser normal que os piezômetros registrem leituras discrepantes por tanto tempo sem que alguma providência seja adotada. Os piezômetros são dispositivos para monitoramento do volume de água na barragem. Uma troca de e-mails entre funcionários da Vale revelou que havia problemas de leituras do dia 10 de janeiro até o dia do rompimento. “As leituras estão incoerentes. Favor verificar o que aconteceu. Ainda estamos sem leituras para prosseguir com o monitoramento desta barragem à montante. Priorizar isso! Se não encontrarem a falha me liga no celular”, escreveu um dia antes do rompimento Helio Cerqueira, um dos presos nesta manhã. No dia seguinte, antes da tragédia, ele voltou ao assunto em novo e-mail. “Ainda não temos leituras do mês de janeiro para as barragens I, Vargem Grande e B3/B4, e só temos 5 dias úteis até a virada do mês. O risco de multa do DNPM é muitíssimo alto”. DNPM é a sigla para Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão que foi substituído pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Uma perícia contratada pela Vale junto à empresa IBPTech aponta que as leituras estavam erradas por um problema de configuração na automatização. Segundo a Vale, corrigindo a falha, as medições dos piezômetros se mostravam dentro da normalidade. A Agência Brasil apurou que as defesas dos oito presos serão divididas pelos escritórios Marcelo Leonardo Advogados Associados e Leonardo Bandeira Sociedade de Advogados. Ambos foram contatados. “Qualquer contato com imprensa deve ser feito com a assessoria de comunicação da Vale”, respondeu o advogado Marcelo Leonardo. O escritório Leonardo Bandeira Sociedade de Advogados ainda não se posicionou.
16/02/2019

Tomando a temperatura

Tomando a temperatura

Interventor em Minas, Benedito Valadares tinha o hábito de reunir comitivas enormes, incluindo belas moças, em viagens de lazer a Araxá. Os rapazes da cidade adoravam essas visitas, entre eles Tatão Inglês, que vestia terno de linho branco e gravata vermelha – o que lhe rendeu o apelido “Termômetro”. Certa vez, em uma dessas viagens, a “rainha da caravana” sumiu. Logo o deputado José Maria Alkimin deu a explicação a Valadares: – Ela foi tomar a temperatura… Como ninguém entendeu, Alkimin explicou a piada: – …escapou com o “Termômetro”.
16/02/2019

Tomando a temperatura

Tomando a temperatura

Interventor em Minas, Benedito Valadares tinha o hábito de reunir comitivas enormes, incluindo belas moças, em viagens de lazer a Araxá. Os rapazes da cidade adoravam essas visitas, entre eles Tatão Inglês, que vestia terno de linho branco e gravata vermelha – o que lhe rendeu o apelido “Termômetro”. Certa vez, em uma dessas viagens, a “rainha da caravana” sumiu. Logo o deputado José Maria Alkimin deu a explicação a Valadares: – Ela foi tomar a temperatura… Como ninguém entendeu, Alkimin explicou a piada: – …escapou com o “Termômetro”.
15/02/2019

Cláudio Humberto comenta os destaques da política desta sexta-feira (15/02/19)

Direto de São Paulo

Cláudio Humberto comenta os destaques da política desta sexta-feira (15/02/19)

O programa Bastidores do Poder é apresentado por Fábio Pannunzio, Thays Freitas, Pedro Campos e por Cláudio Humberto, que fala direto de Brasília. Os colunistas Luís Paulo Rosenberg e Gesner Oliveira fazem a análise dos fatos econômicos que mais influencia a vida do brasileiro. De segunda a sexta, às 17h.
15/02/2019

O que de fato faz um senador?

Afinal

O que de fato faz um senador?

Você sabe o que os parlamentares fazem? Vem dar uma olhada no que eles fazem de fato.
16/02/2019

Evacuação simulada de bairro ameaçado por fissuras ocorre neste sábado, em Maceió

Operação Pinheiro

Evacuação simulada de bairro ameaçado por fissuras ocorre neste sábado, em Maceió

Defesa Civil prepara três mil moradores para eventual incidente geológico

Cerca de três mil moradores do bairro de Maceió (AL) ameaçado por rachaduras e tremores de terra participam nesta sábado (16) do simulado de evacuação coordenado pelos órgãos de Defesa Civil. A população do bairro do Pinheiro foi convidada para a mobilização que prepara a comunidade para um eventual incidente na região atingida pelo fenômeno geológico, ainda de origem desconhecida por especialistas, mas com suspeitas de ter sido causada pela mineração de sal-gema pela Braskem, irregularidades em sistemas de saneamento ou causas naturais. “É importante que a população tome conhecimento de que, no dia 16, das 15h às 16h, nós teremos o maior treinamento de evacuação já realizado no Estado de Alagoas, envolvendo todos os órgãos estaduais, municipais e federais e, principalmente, a população do bairro do Pinheiro”, lembra Moisés Melo, coordenador da Defesa Civil do Estado de Alagoas. Na simulação exigida por lei em casos de situação de emergência desta natureza, serão utilizados quatro pontos de encontro, para os quais a população deverá se dirigir: o terminal rodoviário do bairro do Sanatório, na rua Belo Horizonte; a Casa Vieira, na rua Tereza de Azevedo; a área das concessionárias Volkswagen e Hyundai, na avenida Fernandes Lima; e o Cepa, também na Fernandes Lima. “As viaturas da Polícia Militar, do Exército, Defesa Civil e vários órgãos civis e militares estarão conduzindo a população aos pontos de encontro, onde serão recepcionados pelos agentes municipais. Também haverá a varredura no bairro, para casos de algum retardatário querer se deslocar. Teremos entre 16 e 20 equipes distribuídas em quatro comboios circulando em todo o bairro do Pinheiro, fazendo a varredura do centro para as extremidades. Mas o mais importante é que a população saia de casa e possa se deslocar até os pontos de encontro”, ressalta Melo. Os moradores do bairro do Pinheiro que possuem alguma dificuldade grave de mobilidade – como os acamados, cadeirantes, os que estão em tratamento de home care, entre outros – e/ou que precisam de ajuda especializada para saírem de suas residências não precisarão participar do treinamento. O simulado deste sábado (16) visa orientar as pessoas que conseguem se deslocar até os pontos de encontro. As pessoas que possuem alguma dificuldade grave de mobilidade devem entrar em contato com a Defesa Civil Municipal (0800 030 6205), que irá cadastrá-las e repassar a localização exata delas para os órgãos que farão o auxílio de evacuação nos momentos de eventual necessidade. Clique aqui e veja o mapa de evacuação criado com o Google Maps. Órgãos e atribuições Os órgãos envolvidos no simulado são Defesa Civil Estadual e Municipal, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Aérea, Corpo de Bombeiros, Grupamento Aéreo, Polícia militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Sesau, Algás, Casal, Prefeitura de Maceió, SMTT, Anatel, Eletrobras, Cruz Vermelha e empresa Vida a Vida. A concentração para o simulado acontece a partir das 14h. O exercício começa às 15h, com previsão de chegada das equipes nos pontos de encontro trinta minutos depois. Às 16h, será iniciado o trabalho de avaliação das atividades. A Prefeitura de Maceió ficará responsável pela montagem dos pontos de encontro e apoio aos moradores com equipes de assistentes sociais, psicólogos, cadastradores, médicos, dando acesso ainda às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Além da estrutura onde funciona o comando da chamada Operação Pinheiro, o Exército Brasileiro disponibilizou para o simulado quatro viaturas Marruá, uma caminhonete e aproximadamente 80 homens. A Defesa Civil Municipal deverá atuar com cerca de 30 agentes, que vão se somar aos 100 agentes da Defesa Civil Estadual. A Polícia Militar deverá atuar no simulado de desocupação com quatro guarnições do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), quatro guarnições do 4º Batalhão, quatro guarnições do Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc) e duas guarnições do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), além de trios de motocicletas espalhados pelo bairro. O Samu participa composição das equipes de evacuação, atendimento de emergência e atendimento nos pontos de encontro. E vai disponibilizar quatro unidades para o simulado de desocupação e o Corpo de Bombeiros deverá utilizar 15 homens e duas viaturas em um exercício de resgate em residência, que acontece paralelamente às atividades de evacuação, mobilizando também equipes do Samu e do Grupamento Aéreo da PM. A Marinha vai ceder duas viaturas de transporte para pontos de encontro e uma viatura de reboque. A Força Aérea Brasileira enviará duas viaturas, um médico e um enfermeiro para participar do simulado, bem como já garantiu o espaço aéreo para o trabalho das aeronaves que deverão sobrevoar o bairro do Pinheiro durante o exercício. A Cruz Vermelha confirmou o envio de 100 voluntários para o simulado e disponibilizou suas instalações e uma cozinha industrial para atendimento a desabrigados em uma situação real de emergência. Entre as atribuições de cada órgão, a Defesa Civil ficará responsável por compor as equipes de evacuação, registro de imagens e articulação com os demais órgãos; o Exército Brasileiro vai atuar como posto de comando, ponto de concentração e partida das viaturas, local de pouso de aeronaves, na composição das equipes de evacuação e na figuração nos treinamentos de resgate; a Polícia Militar será responsável pela sinalização e bloqueio das vias onde o simulado vai acontecer, bem como pelo isolamento das áreas de apoio, locais de simulação de atendimento médico e acompanhamento da saída dos comboios. A Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau) vai atuar no recebimento e atendimento das vítimas encaminhadas ao Hospital Geral do Estado (HGE). A SMTT também ficará responsável pelo bloqueio de vias de acesso ao bairro do Pinheiro e a Casal deverá suspender o fornecimento de água na região. Algás e Eletrobras deverão simular a suspensão do fornecimento de gás e energia elétrica. A Cruz Vermelha atuará na assistência aos moradores e a empresa Vida a Vida vai compor as equipes de evacuação e atuar no atendimento de emergência. (Com informações da Agência Alagoas)
16/02/2019

Trade Turístico apresenta demandas do setor à bancada federal de Alagoas

União pelo turismo

Trade Turístico apresenta demandas do setor à bancada federal de Alagoas

ABIH quer regulamentar aluguel por temporada, promover o destino, melhorar a malha aérea e o saneamento

A Associação Brasileira da Indústria dos Hotéis de Alagoas (ABIH-AL), conjuntamente com o Trade Turístico do Estado, se reuniu nesta sexta-feira (15) com a bancada federal alagoana para apresentar as principais demandas do setor e pedir apoio aos parlamentares para fortalecer o turismo alagoano. O encontro contou com participação do senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), e dos deputados federais Marx Beltrão (PSD-AL), Tereza Nelma (PSDB-AL), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Sérgio Toledo (PR-AL). O secretário de Turismo de Maceió, Jair Galvão, e o representante do Governo de Alagoas, Paulo Kugelmas, se uniram aos representantes da bancada e de todo trade turístico, em uma união de forças considerada pelo presidente da ABIH-AL, Milton Vasconcelos, como necessária para que o turismo seja tido como um dos principais setores para o desenvolvimento econômico não só de Alagoas, mas também de todo o País. Vasconcelos chamou a atenção da bancada para quatro pontos primordiais que precisam da atenção dos parlamentares, tendo em vista que são pautas que passam pelo Congresso Nacional, como a regulamentação do aluguel por temporada, os investimentos em promoção do destino, a melhoria da malha aérea e o saneamento básico. “Pela primeira vez estamos reunindo a bancada federal para estreitar estes laços, tão relevantes para o crescimento do turismo em nosso estado. Pautas estas que passam pelo Congresso e que muitas vezes o parlamentar não tem conhecimento do ponto de vista do trade. Por isso, este momento é tão importante”, destacou o presidente da ABIH-AL. O deputado Marx Beltrão, que é o líder da bancada no Congresso,  parabenizou o trade turístico pela iniciativa e ressaltou a importância de abrir o diálogo com a bancada federal. “É importante esta aproximação porque faz com que toda bancada tenha conhecimento das pautas importantes para o segmento. Dessa forma, podemos trabalhar defendendo os temas de interesse nacional, e muitas obras, que estão sendo feitas ou que serão feitas em Alagoas, depende da posição dos parlamentares”, afirmou o parlamentar que é ex-ministro do Turismo. O senador Rodrigo Cunha também destacou em seu discurso o comprometimento da bancada com o setor turístico. “O momento de discussão é esse, junto com os parlamentares, com as pessoas que estão comprometidas com o mesmo objetivo e que estão preparadas para isso. É importante buscar o bom senso para cada situação, ouvir a demanda do setor e entender a importância de cada ponto colocado, sabendo do potencial que o turismo tem em nosso estado e que se trata de uma mola propulsora de geração de emprego, de renda e de oportunidades, então participar e ouvir o trade neste momento é de extrema importância”, disse o senador tucano. A deputada Tereza Nelma levantou a questão do turismo acessível, pontuando um nicho de mercado que vem crescendo cada vez mais e que precisa de um olhar diferenciado. “O turismo é muito forte em nosso estado, além de ser um setor onde eu consigo multiplicar muito mais suas benesses, gerando mais empregos. É preciso olhar com carinho e discutir melhorias no turismo acessível, e quando falamos de turismo acessível não são apenas as pessoas com deficiência, mas também os idosos. É preciso abrir os olhos para os idosos, que é uma população que cresce em nosso País. Com isso, é preciso investir, e nós, parlamentares, temos consciência do nosso papel neste trabalho de incentivar o turismo”, afirmou a parlamentar. O secretário de turismo de Maceió avaliou que o diálogo com os representantes alagoanos no governo federal é muito importante para estreitar as relações construir um ambiente favorável onde o setor possa decolar, a partir de diretrizes legais e um investimento político-institucional. “As reivindicações da iniciativa privada são legítimas, o momento é de somar esforços para que o turismo possa se desenvolver ainda mais e pautar a economia municipal, estadual e federal. O setor precisa de investimentos estratégicos para suprir gargalos, manter a saúde dos destinos turísticos alagoanos e aumentar a competitividade. Maceió tem registrado números muito positivos que vem ascendendo a cada ano e precisamos continuar nessa escalada”, avaliou o gestor. A avaliação da ABIH/ AL é que o evento foi bastante positivo. “Nós do trade nos colocamos a disposição da bancada federal para trabalhar em conjunto e esclarecer qualquer dúvida que possa surgir sobre as demandas que solicitadas”, finalizou Milton Vasconcelos. (Com informações da Ascom da ABIH/AL e Secom Maceió)
15/02/2019

Renan Filho é alvo de protesto contra desabastecimento de hospitais alagoanos

Descaso recorrente

Renan Filho é alvo de protesto contra desabastecimento de hospitais alagoanos

Falta até material de limpeza e fio para sutura em maternidade de alto risco

Médicos e outros profissionais da saúde do Estado de Alagoas protestaram nesta sexta-feira (15) cruzando os braços e denunciando o novo episódio de desabastecimento recorrente dos hospitais geridos pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). A unidade mais prejudicada é referência para atender mulheres pobres alagoanas com gestação de alto risco, a Maternidade Santa Mônica, onde faltam até material de limpeza e fio para sutura, além de insumos básicos e medicamentos. O problema é fruto da falta de regularização dos repasses por parte da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que em julho de 2018 foi cobrada por cerca de R$ 26 milhões de déficit com a Uncisal, acumulados durante os quatro anos anteriores. Os profissionais também cobraram o pagamento de salários atrasados há quase quatro meses, bem como a realização de contratações para suprir a carência de médicos na maternidade-escola e nos hospitais-escola Helvio Auto e Portugal Ramalho. Outras atividades estão sendo programadas para pressionar os gestores a solucionar de forma definitiva o problema. Luvas, fio de sutura, medicamentos como antibióticos e anti-hipertensivo são os principais insumos que faltam na Maternidade Santa Mônica. “Como eu vou fechar uma paciente de cesária sem fio de sutura. Falta anti-hipertensivo numa maternidade de alto risco, cheia de gestante de alto risco. Até sulfato ferroso que é para o tratamento simples de anemia está faltando nessa casa”, denunciou a médica Sílvia Melo, que é vice presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), em entrevista à Gazetaweb. A dívida com pagamento de pessoal se arrasta desde o último pagamento feito em outubro do ano passado. E atinge desde médicos concursados até profissionais de limpeza e segurança, estes terceirizados. A dirigente sindical Sílvia Melo informou que o Estado pagou salários de janeiro, alegando faltar recursos financeiros para quitar os meses anteriores. Os principais prejudicados são a maioria dos profissionais, que não são concursados. “Os hospitais da Uncisal estão hoje passando por uma crise inigualável. Há 15 anos sou funcionária da Santa Mônica e nunca passamos uma crise tão grande, de faltar tudo. Falta é desde atraso salarial a insumos que a gente precisa para trabalhar. Temos alguns médicos aqui que não são concursados. Esses médicos nós chamamos de precarizados. Eles receberam o salário em outubro. O pessoal da limpeza e segurança estão há quatro meses sem receber. A Uncisal está pedindo socorro, porque depende do Governo do Estado, depende da Sesau o repasse de verbas e isso não está sendo feito na medida que deve ser feito”, disse a sindicalista. Descaso A situação das unidades hospitalares acontece enquanto os alagoanos ainda esperam o governador Renan Filho inaugurar alguma dos oito novos hospitais anunciados no início do primeiro mandato para serem entregues depois de um investimento de R$ 308 milhões de recursos próprios do Estado de Alagoas. E a jornalista Tatianne Brandão, da Gazetaweb, flagrou a participação de familiares de pacientes apoiando o protesto, a exemplo de Lucia de Assis, que é do município de Maragogi (AL), e acompanha sua filha internada desde a última sexta-feira (8). Ela denuncia o descaso e cobra respeito dos gestores públicos. “O descaso está demais lá em cima. Para beber água a gente precisa comprar fora da maternidade por R$ 7. Comida não tem. Minha filha está operando e faz as necessidades em pé porque não tem condições de usar o banheiro. Os funcionários da limpeza estão sem receber e não estão limpando. Eu queria que o governador fizesse aquilo que nós precisamos. Além dos profissionais que aí estão, nós usuários precisamos ser respeitados e ter uma saúde digna. Nós pagamos nossos impostos, então esses gestores que aí estão façam o que for preciso, que tenham respeito por quem precisa”, declarou a mãe da paciente. O esforço dos profissionais tem garantido a manutenção do atendimento aos pacientes dessas unidades e os funcionários ainda pensam em deflagração de greve como última alternativa. Mas os manifestantes cobraram a nomeação de mil aprovados na reserva técnica do último concurso da Uncisal, realizado em 2014, cujo certame expira em abril, para as vagas de ensino médio, e em junho, para as de ensino superior. “Sabemos que a população é a que menos merece sofrer. Então, nós começamos essa paralisação, esse protesto e vamos ter muitos outros, nas mídias, onde a gente puder alcançar até nos ouvirem e darem as respostas que nós precisamos. Estamos pedindo socorro, que os gestores nos ouçam e resolvam esse problema, porque são eles que tem dar a solução. Nós estamos cansados de esperar essas promessas de regularização e nada até agora”, desabafou Sílvia Melo. Providências encaminhadas Graças ao esforço da Defensoria Pública Estadual, o reitor da Uncisal, Henrique de Oliveira Costa, obteve em 12 de julho um acordo para o Estado liberar R$ 2 milhões e garantir o abastecimento por 90 dias. Na ocasião, o reitor descartou abrir mão da gestão das unidades, depois de o então titular da Sesau, Christian Teixeira, tentar atribuir os problemas que desgastam o governo de Renan Filho à subordinação das unidades à Uncisal. Hoje, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir os repasses. O acordo parece chover no molhado, já que acontece uma semana depois de a Sesau publicar em Diário Oficial a Portaria nº 913, de 06 de fevereiro de 2019, que formalizou a previsão de repasse anual de R$ 78.778.879,51, para custear anualmente as unidades hospitalares geridas pela Uncisal, fixando o repasse mensal em R$ 6.564.906,63. Além disso, a portaria que se antecipou ao TAC, graças ao acordo firmado com a Defensoria Estadual, resolveu repassar em cota única o valor de R$ 6.190.882,66, referentes ao retroativo de portarias do Ministério da Saúde devidos à Uncisal. A Uncisal informou através de nota que respeita o ato realizado pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas e que a Reitoria da instituição ratifica que tem buscado medidas junto ao Governo do Estado e à Sesau “para continuar oferecendo um serviço público de qualidade à população nas suas unidades assistenciais”. A Sesau atribuiu, também em nota, o atraso dos pagamentos, desde novembro, ao fechamento do Sistema Integrado de Administração Financeira e Contábil do Estado (Siafe), no final de 2018, “como acontece ao término de cada ano, inviabilizando que qualquer pagamento seja efetuado”. Mas afirma que iniciou o processo de normalização dos repasses para a Uncisal neste mês, quando foi reaberto o Siafe. (Com informações da Gazetaweb)
15/02/2019

Alagoana do PSD recebeu R$ 450 mil e obteve 233 votos para a Câmara Federal

R$ 1,9 mil por voto

Alagoana do PSD recebeu R$ 450 mil e obteve 233 votos para a Câmara Federal

Tida do Brejinho gastou R$ 272 mil com material gráfico e R$ 100 mil com advogado

O investimento de quase meio milhão de reais na campanha de uma dona de casa sertaneja que obteve 233 votos para deputada federal em Alagoas integra a lista de histórias de candidatos que receberam grandes volumes de dinheiro e desempenho pífio nas urnas, em 2018. Maria Aparecida Lisboa, conhecida como Tida do Brejinho, foi a única candidata do PSD à Câmara Federal em Alagoas, ao lado do deputado federal reeleito Marx Beltrão, ex-ministro do Turismo. A candidata natural de São José da Tapera (AL) recebeu R$ 450 mil do Fundo Especial Eleitoral do Diretório do PSD de Alagoas e cada voto custou ao contribuinte mais de R$ 1.900,00. O volume é imenso, se comparado ao custo da eleição de Marx Beltrão, que usou R$ 7,52 dos cofres públicos por voto recebido, com base na prestação de contas oficial da campanha. A candidata gastou R$ 192,9 mil com a Gráfica Santana, registrados na prestação de contas como investidos na produção de adesivos de vinil e de papel e santinhos e praguinhas, liquidados em 17 de setembro. No mesmo dia pagou R$ 30 mil à Proimagem Comunicação Visual LTDA por adesivos perfurados. Apenas dez dias depois do investimento, a candidata registrou outro pagamento de mais R$ 50 mil, para comprar mais adesivos, santinhos e praguinhas, expondo indícios de que estaria à frente de uma campanha de dimensão inversamente proporcional ao resultado colhido nas urnas. A candidata ainda pagou R$ 13,5 mil com aluguel de veículos e R$ 2,5 mil com gasolina e óleo diesel. O gasto com material gráfico representa quase um terço do valor investido pelo colega de partido Marx Beltrão, que se elegeu com mais de 139 mil votos. Mas os custos da campanha da candidata Tida se iguala ao do parlamentar com a terceira maior votação de Alagoas, quando se trata de assessoria jurídica e contábil. A candidata pagou os mesmos R$ 160 mil custeados pela campanha de Marx com os mesmos fornecedores nessa área: R$ 100 mil para o advogado Claudemir Lins Fonseca e R$ 60 mil para a empresa Controla Contadores Associados LTDA. A situação se assemelha com a polêmica que abriu uma crise entre o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, no governo de Jair Bolsonaro (PSL), após a revelação de que Maria de Lourdes Paixão, secretária administrativa do PSL de Pernambuco, recebeu R$ 400 mil para a campanha para deputada federal e teve apenas 273 votos. As suspeitas é de que as candidaturas seriam “laranjas”. O Diário do Poder não obteve respostas à tentativa de contato com Tida do Brejinho, para saber se ela realmente utilizou o material pago na disputa e se teria imagens de sua campanha nas ruas. ‘Legislação obrigou’ O PSD de Alagoas que é presidido pelo irmão de Marx, o ex-prefeito de Feliz Deserto Maikon Beltrão. E emitiu a seguinte nota sobre o assunto: O PSD de Alagoas informa que a distribuição de recursos financeiros obedeceu aos critérios legais, especialmente, neste caso, os referentes à questão de gênero em atendimento aos programas de incentivo à participação política das mulheres, preconizados pela legislação eleitoral vigente. Neste sentido, 30% dos valores recebidos em Alagoas deveriam ser destinados a candidatas mulheres. E como o partido somente registrou 1 (uma) candidata a deputada federal, 30% do montante repassado pela legenda foi destinado a esta candidata, que é a senhora Maria Aparecida Lisboa (Tida do Brejinho). Só mais uma Tida do Brejinho foi citada em levantamento da Folha sobre candidatos com votações inexpressivas que receberam ao menos R$ 15 milhões em dinheiro público dos fundos partidário e eleitoral. Foram listados 53 postulantes de 14 partidos com menos de mil votos nas urnas e mais de R$ 100 mil nas prestações de contas. E os casos mais comuns foram registrados no Pros, PRB, PR, PSD e MDB. E a maioria, 49 são mulheres, reforçando a suspeita da continuidade da prática de ocupar a cota obrigatória de candidaturas femininas como “laranjas”. Mas também aparecem na lista Débora Ribeiro (Pros-CE), candidata a deputada estadual que recebeu R$ 274 mil para campanha, contratou 122 pessoas, com pagamentos de R$ 300 a R$ 10 mil, e obteve apenas 47 votos. Débora é cunhada do deputado federal Vaidon Oliveira (Pros-CE).
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15/02/2019

Ibaneis prorroga decreto sobre manutenção de muros em condomínios horizontais

Mais 180 dias

Ibaneis prorroga decreto sobre manutenção de muros em condomínios horizontais

Com isso, está certificada a segurança jurídica para a manutenção dos muros e guaritas

O governador do Distrito Federal tomou posicionamento, sobre um assunto que vem sendo discutido há mais de 20 anos, a regularização sobre os muros e guaritas nos condomínios horizontais do Distrito Federal. Nesta sexta-feira (15), Ibaneis Rocha assinou a prorrogação da validade do decreto, por mais 180 dias, que regulamentou e detalhou a concessão de autorização para muros e guaritas nos mais de 1,3 mil condomínios horizontais, onde vivem cerca de 500 mil pessoas. A prorrogação será publicada na próxima segunda-feira (18). Com isso, está certificada a segurança jurídica para a manutenção dos muros e guaritas, que não podem ser alvo de nenhum tipo de fiscalização nem demolição. Objetivo do GDF é encaminhar nos próximos seis meses, um projeto de lei para a Câmara Legislativa que ponha um ponto final nesse dilema, e autorize o fechamento dos parcelamentos. “Nossa intenção é manter como condomínio fechado. Estou dando minha garantia de que vamos resolver, já chegou a hora dessa discussão acabar e estou aqui para ajudar”, afirmou Ibaneis. Caberá a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) dar um fim a esse imbróglio. Ibaneis encarregou o secretário Mateus Oliveira para discutir com os moradores uma proposta que atenda seus interesses e ao mesmo tempo à legislação. “Há um compromisso desse governo de que, nesses 180 dias, vamos trabalhar em um novo marco legal, um projeto de lei, que autorize o fechamento de loteamentos. No Brasil inteiro é assim”, ressaltou Oliveira.
15/02/2019

Ministério Público do DF é a favor da gestão compartilhada nas escolas públicas

Desenvolve a Cidadania

Ministério Público do DF é a favor da gestão compartilhada nas escolas públicas

A Proeduc afirmou que essa gestão compartilhada contribui no desenvolvimento da cidadania nos estudantes

A Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MDFT), se manifestou favorável ao projeto piloto de gestão compartilhada com a Polícia Militar nas escolas públicas do Distrito Federal. Para o MPDFT, a gestão compartilhada com a PMDF contribui no desenvolvimento da cidadania nos estudantes. Na nota técnica, as titulares da promotoria enfatizam que a análise se restringiu aos aspectos jurídicos e formais da portaria. “Excluiu-se abordagem de mérito, uma vez que, consideradas as funções e atribuições constitucionais, o Ministério Público não tem legitimidade para formular ou executar políticas públicas nem elaborar juízos de valor de escolhas políticas do Poder Executivo, realizadas nos limites de sua competência e discricionariedade”. O texto destaca a legitimidade do projeto, alegando que o documento foi expedido dentro dos limites regulamentares e do poder discricionário do Poder Executivo. Também aponta que  está em consonância com os princípios norteadores da educação, entre os quais a gestão democrática, a universalidade e a gratuidade do ensino público. “Também contribui para as finalidades educacionais de pleno desenvolvimento, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”. As promotoras ressaltam que nenhum dos quatro centros de ensino foram obrigados a participar do projeto. “Vale destacar, como elemento essencial para legitimação, no plano jurídico formal, que as unidades escolares selecionadas não foram obrigadas a aderir à execução do projeto-piloto Escola de Gestão Compartilhada, tanto que foram promovidas reuniões com equipes gestoras e comunidade escolar, havendo a aprovação da implementação nas quatro escolas públicas. Além disso, a Portaria prevê a possibilidade de as partes promoverem, a qualquer tempo e de forma unilateral, denúncia da gestão compartilhada”. Escola de Gestão Compartilhada O projeto-piloto Escola de Gestão compartilhada teve início no dia 11 de fevereiro, com o retorno das aulas na rede púbica do DF. Dentro desse projeto, integrantes da Polícia Militar participam da gestão disciplinar, sendo que a responsabilidade pedagógica continua exclusivamente com as equipes gestoras dos centros educacionais. No começo, o projeto está sendo implantado nos quatro centros educacionais: CED 03 de Sobradinho; CED 308 do Recanto das Emas; CED 01 da Estrutural  e o CED 07 da Ceilândia.
15/02/2019

Justiça do DF determina devolução de painel de site em edifício do Setor Bancário

Retirado pelo GDF

Justiça do DF determina devolução de painel de site em edifício do Setor Bancário

Propaganda digital foi alvo da Agefis em 2018; magistrado considera retirada como uma "forte suspeita de ação política"

A 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou que a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) devolva o painel digital do site de notícias Metrópoles de um prédio no Setor Bancário Sul, retirado em junho do ano passado. O meio de comunicação alegou que a anulação do auto de infração da Agefis foi reconhecida administrativamente e, por isso, solicitou o religamento do painel. Segundo a decisão do desembargador, “faltou bom senso nas ações da AGEFIS, pois o desligamento da aparelhagem seria alternativa suficiente para cessar a veiculação do conteúdo jornalístico” e que a decisão do GDF à época , revela “um modus operandi com forte suspeita de ação política”, não permitindo a defesa administrativa e judicial do portal de notícias. O magistrado não julgou, no entanto, o religamento do painel, apenas o acesso do meio de comunicação ao equipamento retirado do edifício. De acordo com o magistrado, “não há amparo legal para analisar o conteúdo jornalístico a ser disposto no painel em referência no presente recurso”. Retirada do painel O imbróglio começou em junho do ano passado, quando o governo do Distrito Federal, sob a gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg, determinou que a Agefis retirasse engenhos publicitários colocados de forma considerada irregular pelo GDF em empenas e fachadas dos prédios no Setor Bancário Sul, Setor Bancário Norte, Setor Comercial Sul e Setor Comercial Norte. À época, em nota, o GDF afirmou que as propagandas “são proibidas por Lei e seguem aumentando” nos prédios da capital. O site de notícias reagiu à retirada do painel, acusando o governo Rollemberg de censura. Segundo o meio de comunicação, o painel funcionava normalmente até a divulgação de uma crítica mais dura à gestão de Rollemberg, por meio de uma campanha publicitária contratada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF). O governo rebateu as alegações e afirmou que o objetivo da operação era preservar a cidade e impedir que a “ilegalidade vigore”. Alguns dias depois, a retirada do painel chegou a ser suspensa pelo TJDFT. “Houve ausência de diálogo. Houve aplicação de uma tática de guerra. Não houve transparência”, afirmou o desembargador Marco Antônio da Silva Lemos na decisão. Atualmente, só é possível ver a estrutura do antigo painel.
15/02/2019

Programa ‘Destrava DF’ dispensará de alvará obras de até 1.000 metros

Destrava DF

Programa ‘Destrava DF’ dispensará de alvará obras de até 1.000 metros

Atualmente, a liberação de alvará no DF chega a demorar três anos

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), vai lançar nesta sexta-feira (15) o programa “Destrava DF”, que, conforme ele próprio definiu, destina-se a “empoderar o cidadão”. Uma das principais medidas será acabar com uma antiga dificuldade imposta pela burocracia do governo: serão dispensadas de alvará de construção obras de até 1.000 metros quadrados. “A responsabilidade será do autor do projeto, do arquiteto”, explicou Ibaneis. No Distrito Federal, burocratas do governo chegam a demorar três anos para liberar alvarás de construção, num antigo esquema de criação de dificuldades para venda de facilidades. Empresários da construção civil chegam a esperar até cinco anos pela liberação de alvarás de construção.
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15/02/2019

Executivo da Vale preso é suspeito de pressionar por laudo da barragem

Crime em Brumadinho

Executivo da Vale preso é suspeito de pressionar por laudo da barragem

Alexandre de Paula Campanha é um dos oito funcionários da mineradora presos hoje por suspeita de responsabilidade criminal

O gerente-executivo de geotecnia corporativa da Vale, Alexandre de Paula Campanha, um dos oito funcionários da mineradora que foram presos nesta manhã (15) por suspeita de responsabilidade criminal no rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), é investigado por ter feito uma possível pressão para que o laudo de estabilidade da estrutura fosse emitido pela empresa alemã Tüv Süd. O despacho de Rodrigo Heleno Chaves, juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que autorizou as prisões temporárias, cita o depoimento de Makoto Mamba, engenheiro da Tüv Süd que assinou o último laudo, emitido em setembro de 2018. “Este [Mamba] afirmou que sentiu que o investigado Alexandre o pressionou a assinar a declaração de condição de estabilidade da barragem, sob riso de perderem o contrato”, registra a decisão. Um e-mail datado do dia 13 de maio de 2018, enviado por Makoto Mamba a outro funcionário da Tüv Süd, é transcrito pelo magistrado. “Está terminando os estudos de liquefação da Barragem I do Córrego do Feijão, mas tudo indica que não passará. (…) Dessa maneira, a rigor, não podemos assinar da Declaração de Condição de Estabilidade, que tem como consequência a paralisação imediata de todas as atividades da Mina do Córrego do Feijão. (…) Mas como sempre a Vale irá nos jogar contra a parede e perguntar: e se não passar, irão assinar ou não? Para isso, teremos que ter a resposta da corporação, com base nas nossas posições técnicas”, diz a mensagem de Mamba. Apesar de atestar a estabilidade, o laudo da Tüv Süd listou 17 recomendações para corrigir problemas. Em coletiva de imprensa na última terça-feira (12), diretores da Vale afirmaram que se tratam de recomendações corriqueiras nesse tipo de documento e que oito delas teriam sido atendidas e nove estariam em andamento. Segundo eles, nenhum documento revelou o risco iminente de rompimento. Operação do MPMG A prisão dos oito funcionários da Vale ocorreu em operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio de polícias civis e militares de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Todos ficarão detidos por 30 dias e deverão prestar depoimento em Belo Horizonte. Segundo o MPMG, eles poderão responder por homicídio qualificado e também por crimes ambientais e falsidade ideológica. Foram cumpridos também 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Vale, à Tüv Süd e a funcionários das duas empresas. De acordo com o magistrado, os autos apontam que os oito empregados da Vale eram sabedores da situação crítica da barragem desde meados de 2018 e não adotaram nenhuma medida eficaz para reverter a situação. “Caso os investigados tivessem optado pelo acionamento do PAEBM [Plano de Emergência da Barragem] é forçoso concluir que provavelmente quase todas as vidas seriam poupadas. É sim possível que os oito funcionários, mesmo não querendo diretamente que o resultado ocorresse, tenham assumido o risco de produzi-lo, pois já o haviam previsto e aceitado as suas consequências”, escreveu. Em nota, a Vale informou que continua colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”. Há duas semanas, uma outra operação no âmbito das investigações sobre a tragédia conduziram à prisão mais três funcionários da Vale e dois da Tüv Süd, incluindo Makoto Mamba. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) os colocou em liberdade sete dias depois. Demais presos Outro preso na manhã desta sexta-feira é Felipe Figueiredo Rocha, integrante do setor de gestão de riscos geotécnicos da Vale. Ele também é citado em um trecho do e-mail escrito por Makoto Mamba em 13 de maio de 2018. Há também menção à VogBr, mesma empresa que havia concedido laudo à barragem da Samarco que se rompeu em Mariana (MG), em novembro de 2015, provocando 19 mortes e destruição na bacia do Rio Doce. “O coordenador Felipe ligou na sexta-feira passada para saber como andavam os estudos e, sabendo da possibilidade da Barragem I não passar, comentou que todos os esforços serão feitos para aumentar o fator de segurança, como o rebaixamento do lençol freático, a remineração do rejeito, etc. Mas são todas soluções de longo prazo, que levarão de 2 a 3 anos para surtir o efeito desejado. Disse ainda que a Barragem Forquilha III, que está sendo estudada pela VogBR, não está passando, mas a empresa assinará a declaração de estabilidade com base nas mesmas promessas de intervenções de melhoria”, registra a mensagem de Mamba. Também foram alvos da operação Marilene Christina de Assis Araujo e Hélio Márcio Cerqueira, que integravam o setor de gestão de riscos geotécnicos da Vale assim como Felipe Figueiredo Rocha. De acordo com o despacho que autorizou suas prisões, os dois mantiveram contato sobre a situação de instabilidade da barragem e participaram do gerenciamento de dados que levaram à inclusão da estrutura na “zona de atenção”, conforme classificação interna da mineradora. Foram presos ainda Joaquim Toledo, gerente-executivo de geotécnica operacional da Vale, e três funcionários que atuavam em sua gerência: Renzo Albieri Carbalho, Cristina Heloiza Malheiros e Artur Bastos Ribeiro. Segundo depoimentos colhidos pelo MPMG, qualquer anomalia na barragem era comunicada imediatamente à Joaquim Toledo, a quem estava incumbido de adotar as providências para sanar o problema. Depoimentos Um das pessoas ouvidas pela MP foi o funcionário da Vale Luciano Henrique Coelho. Ele disse que seu pai, Olavo Henrique, o mais antigo empregado da mina e referência na mineradora em questões de infraestrutura, chegou a alertar para a necessidade de evacuar o Córrego do Feijão após verificar que “estava brotando lama no talude”. Olavo Henrique morreu no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Outro depoente, o engenheiro Washington Pirete, é funcionário da Vale há mais de 20 anos e, em 2010, defendeu tese de mestrado na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) onde apontou alguns problemas na barragem que se rompeu em Brumadinho. De acordo com ele, em caso de rompimento, Renzo seria o responsável por dar a ordem para a evacuação e Cristina deveria adotar o primeiro passo para iniciar o processo. O engenheiro também disse não ser normal que os piezômetros registrem leituras discrepantes por tanto tempo sem que alguma providência seja adotada. Os piezômetros são dispositivos para monitoramento do volume de água na barragem. Uma troca de e-mails entre funcionários da Vale revelou que havia problemas de leituras do dia 10 de janeiro até o dia do rompimento. “As leituras estão incoerentes. Favor verificar o que aconteceu. Ainda estamos sem leituras para prosseguir com o monitoramento desta barragem à montante. Priorizar isso! Se não encontrarem a falha me liga no celular”, escreveu um dia antes do rompimento Helio Cerqueira, um dos presos nesta manhã. No dia seguinte, antes da tragédia, ele voltou ao assunto em novo e-mail. “Ainda não temos leituras do mês de janeiro para as barragens I, Vargem Grande e B3/B4, e só temos 5 dias úteis até a virada do mês. O risco de multa do DNPM é muitíssimo alto”. DNPM é a sigla para Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão que foi substituído pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Uma perícia contratada pela Vale junto à empresa IBPTech aponta que as leituras estavam erradas por um problema de configuração na automatização. Segundo a Vale, corrigindo a falha, as medições dos piezômetros se mostravam dentro da normalidade. A Agência Brasil apurou que as defesas dos oito presos serão divididas pelos escritórios Marcelo Leonardo Advogados Associados e Leonardo Bandeira Sociedade de Advogados. Ambos foram contatados. “Qualquer contato com imprensa deve ser feito com a assessoria de comunicação da Vale”, respondeu o advogado Marcelo Leonardo. O escritório Leonardo Bandeira Sociedade de Advogados ainda não se posicionou.
14/02/2019

Tragédia de Mariana continua impune, mas pode render salários de marajá

Marajás da lama

Tragédia de Mariana continua impune, mas pode render salários de marajá

Fundação para reparar estragos adota estilo 'meu pirão primeiro'

A bilionária Vale e suas sócias, responsáveis pelo desastre em Mariana (MG), que matou 19 pessoas e mais o rio Doce, manobram para não pagar multas ambientais e indenizam vítimas em insultuosas 59 parcelas mensais. Mas a Fundação Renova, que a Vale é obrigada a manter com a Samarco e a BHP, graças a Termo de Transação e Ajustamento de Conduta assinado com o ministério público, parece disposta a remunerar executivos no melhor estilo “meu pirão primeiro”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Um “head hunter” (“caçador de talentos”, em inglês) oferece em Brasília R$38 mil por mês a quem aceite atuar na área institucional da Renova. A Fundação Renova existe para reparar os estragos causados em Mariana. Por enquanto, só deixou felizes os próprios executivos. A Renova não deu a lista de executivos e respectivos salários, como a coluna solicitou, e negou que pague salários acima do mercado.
13/02/2019

Presidente da Câmara determina a criação da CPI de Brumadinho

Barragem de rejeitos

Presidente da Câmara determina a criação da CPI de Brumadinho

Comissão vai investigar rompimento de barragem de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), que ocorreu no fim de janeiro. O despacho que determina a criação do colegiado é da última sexta-feira, 8, mas só foi publicado nesta terça-feira, 12. A criação da CPI deve ser lida em plenário nesta quarta-feira, 13, quando ocorre no Plenário da Câmara uma comissão geral para debater as circunstâncias e as responsabilidades do desastre. . Cumprida esta etapa, abre-se prazo para que líderes façam a indicação de nomes para integrar o colegiado. O rompimento da barragem, que já é considerado o maior desastre ambiental do País, ocorreu no último dia 25 de janeiro e já causou a morte de, pelo menos, 165 pessoas. O número ainda pode aumentar pois outras 155 pessoas continuam desaparecidas. Os deputados devem propor mudanças na política de segurança de barragens para aprimorar as regras gerais obrigatórias para construção e desativação de barragens de rejeitos de mineração. A CPI foi sugerida pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e conta com a assinatura de outros 194 deputados, superando o número mínimo de assinaturas exigido (171).
12/02/2019

Alcolumbre lê requerimento de CPI que vai investigar tragédia de Brumadinho

CPI da Vale

Alcolumbre lê requerimento de CPI que vai investigar tragédia de Brumadinho

Principal foco é investigar a morte e desaparecimento de 320 pessoas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), leu hoje (12) em plenário nesta terça-feira (12) o requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Brumadinho (MG), destinada a investigar o que provocou o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, na cidade minera que matou pelo menos 165 pessoas e deixou 155 desaparecidas, num total de 320 vítimas diretas. Pelo requerimento lido, o prazo para as investigações é de 180 dias e o limite de despesas R$ 110 mil. O pedido para a instalação da comissão foi encaminhado pelos senadores Carlos Viana (PSD-MG) e Otto Alencar (PSD-BA). Não há indicação de presidente e relator. O requerimento da CPI foi protocolado no Senado em 7 de fevereiro, com o apoio de 42 senadores. Segundo Otto Alencar, deverão ser convocados os responsáveis pela fiscalização da barragem em todos os níveis, como Ministério Público, governo estadual e órgãos ambientais. Também deverão ser ouvidos representantes da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Mineração (ANM), entre outros. O rompimento da barragem em Brumadinho, no último dia 25, e a cobrança por uma comissão parlamentar de inquérito dominaram os debates na primeira sessão ordinária de 2019, em 7 de fevereiro.
Mais Minas Gerais
15/02/2019

Ex-secretário do governo de Sérgio Cabral é preso novamente pela PF

Lava Jato

Ex-secretário do governo de Sérgio Cabral é preso novamente pela PF

Fichtner é acusado de receber propinas quando chefiou a Casa Civil

Policiais federais prenderam nesta sexta (15) o ex-secretário estadual da Casa Civil Régis Fichtner, que chefiou a pasta durante a gestão de Sérgio Cabral. Ele é acusado de receber propinas no valor de R$ 1,5 milhão enquanto estava no comando da Casa Civil, de 2007 a 2014. Também foi preso o coronel da Polícia Militar Fernando França Martins – acusado de fazer operações financeiras para o ex-secretário. Fichter já havia sido preso em novembro de 2017, durante a Operação C’Est Fini, mas foi solto. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a nova prisão preventiva foi motivada pelo fato de que, segundo os procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio, Fichtner ainda tem patrimônio ocultado e há indícios de sua atuação para destruir provas. Ainda de acordo com o MPF, Fichtner era figura central na área administrativa da organização criminosa, supostamente chefiada por Cabral. Os procuradores afirmam que, como chefe da Casa Civil, ele era o responsável por articular os atos de governo mais importantes, “usando de sua habilidade jurídica para buscar saídas minimamente defensáveis”. A partir dessa posição, ele pode ter feito diversas manobras em favor dos demais membros da organização criminosos, afirma o MPF. As investigações apontaram ainda que o coronel Fernando França Martins é o responsável por recolher parte da propina recebida pelo ex-secretário. Em informações bancárias, entre 2014 e 2016, houve transferência na ordem de R$ 725 mil do ex-secretário ao coronel. (ABr)
14/02/2019

Investigações sobre caso Marielle completam 11 meses sem conclusão

Incompentência

Investigações sobre caso Marielle completam 11 meses sem conclusão

Vereadora do Rio de Janeiro foi assassinada a tiros há quase um ano

As investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Francisco da Silva, Marielle Franco, e o motorista Anderson Pedro Gomes completam nesta quinta-feira (14) 11 meses sem conclusão. Eles foram mortos a tiros no centro do Rio de Janeiro após um evento político. Onze meses depois, a autoria do crime ainda é incerta. “O assassinato de uma defensora dos direitos humanos não é apenas o assassinato de uma pessoa, é um ataque aos direitos como um todo”, diz Renata Neder, coordenadora de pesquisa da Anistia Internacional Brasil. As investigações são resguardadas por sigilo. Não faltam hipóteses para o crime. O mais provável, segundo investigadores e autoridades que acompanham o assunto, é que o crime tenha sido cometido por milicianos. No Rio, os milicianos, grupos paramilitares, são conhecidos por controlar, ilegalmente e de forma armada, territórios mais pobres do estado. O então secretário estadual de Segurança Pública, general Richard Nunes, disse, em setembro de 2018, que há indícios que a execução foi cometida por criminosos experientes que sabiam como dissimular as evidências. Em dezembro de 2018, o chefe do Departamento de Homicídios da Polícia Civil do Rio, Giniton Alves, disse que “o absoluto sigilo das apurações realizadas” é a “maior garantia para o alcance dos autores e mandantes dos crimes investigados”. Apurações Também no ano passado, o então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou que a Polícia Federal apuraria se agentes do Estado estariam interferindo nas investigações da Polícia Civil. Ele disse que havia indícios relevantes de práticas de corrupção, ocultamento e compra de agentes públicos para impedir a descoberta dos mandantes do crime. Em nota, o Comando Militar do Leste informou que as investigações estão com a Secretaria Estadual da Polícia Civil. Por sua vez, a Polícia Civil disse, também em comunicado, que as investigações sobre o caso Marielle estão sob sigilo. A Polícia Federal afirmou que não comenta. Memória Está na memória o que ocorreu no Rio de Janeiro, às 21h, do dia 14 de março de 2018, quando a vereadora desce as escadas do número 122 da Rua dos Inválidos, na Lapa, onde funciona a organização não governamental Casa das Pretas. Momentos antes, a parlamentar havia sido aplaudida por ativistas dos direitos das mulheres negras, durante uma mesa-redonda. Em um discurso que destacou a importância de se combater a violência, em especial contra as mulheres negras, sua última fala ressaltava a liberdade, em uma citação da ativista dos direitos civis americana Audre Lorde. “Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela forem diferentes das minhas”, disse Marielle Franco ao final do evento. Ao entrar no carro, um Chevrolet Agile branco, a vereadora não percebeu a movimentação daqueles que acabariam com a sua vida dali a instantes. O veículo deixa a Rua dos Inválidos e segue em direção à casa da vereadora, na Tijuca, na zona norte. Em um cruzamento das ruas Joaquim Palhares, Estácio de Sá e João Paulo I, pouco mais de um quilômetro distante de sua casa, um carro emparelhou com seu Chevrolet Agile e vários tiros foram disparados contra o banco de trás, justamente onde se sentava Marielle. Treze atingiram o carro. Quatro disparos atingiram a cabeça da parlamentar. Apesar dos tiros terem sido disparados contra o vidro traseiro, três deles, por causa da trajetória dos projéteis, chegaram até a frente do carro e perfuraram as costas do motorista Anderson Gomes. Os dois morreram ainda no local. “Só quem perde um filho sabe o tanto que faz falta. Marielle sempre foi uma filha muito boa, Marielle ficou quase cinco anos como filha única, até a Anielle nascer. Então é uma falta muito grande”, desabafou Marinete da Silva, mãe de Marielle. A única sobrevivente foi uma assessora de Marielle. O carro, ou os carros usados no crime, pois há suspeitas de dois veículos, deixaram o local, sem que os autores do homicídio pudessem ser identificados: as câmeras de trânsito que existem na região estavam desligadas. (ABr)
13/02/2019

Morre no Rio, aos 96 anos, a atriz e cantora Bibi Ferreira

Grande perda

Morre no Rio, aos 96 anos, a atriz e cantora Bibi Ferreira

De acordo com o empresário, a artista reclamou de falta de ar e faleceu logo depois

A atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira, de 96 anos, morreu hoje (13) de enfarte em sua casa, no Rio de Janeiro. Segundo o empresário da atriz, Nilson Raman, Bibi reclamou de falta de ar e, no momento seguinte, já não respirava. “A gente sabia que, em algum momento, isso chegaria, porque faz parte do jogo. A saudade existirá sempre, mas talvez a qualidade de vida que Bibi tivesse ali não fosse a melhor do mundo para ela também. Às vezes, a gente, de forma egoísta, se prende muito em querer a pessoa sempre ali, mas tem que entender se a pessoa está bem naquilo que está vivendo”, disse Raman. O empresário lembrou que, em nota divulgada em setembro do ano passado, Bibi comunicou sua saída da vida pública. Em seu perfil em uma rede social, Bibi, que era chamda de grande dama do teatro escreveu: “Nunca pensei em parar, essa palavra nunca fez parte do meu vocabulário, mas entender a vida é ser inteligente. Fui muito feliz com minha carreira. Me orgulho muito de tudo que fiz. Obrigada a todos que de alguma forma estiveram comigo, a todos que me assistiram, a todos que me acompanharam por anos e anos. Muito obrigada! Bibi”. Nascida em 1º de junho de 1922, a pequena Abigail Izquierdo Ferreira, mais conhecida pelo nome artístico de Bibi Ferreira, era filha do ator Procópio Ferreira e da bailarina argentina Aída Izquierdo. Bibi tinha ascendência portuguesa, espanhola e argentina. Foi casada seis vezes e deixou uma filha, Teresa Cristina. Sua estreia no teatro ocorreu quando tinha 24 dias de vida, na peça Manhãs de Sol, de autoria de Oduvaldo Vianna, substituindo uma boneca que desaparecera pouco antes do início do espetáculo. Em 1983, com o espetáculo Piaf, a Vida de uma Estrela da Canção, Bibi recebeu os prêmios Mambembe e Molière. O corpo da atriz será velado a partir de hoje no Theatro Municipal, no centro do Rio. (ABr)
13/02/2019

Fortes chuvas voltam a deixar vários pontos do Rio de Janeiro alagados

Em alerta

Fortes chuvas voltam a deixar vários pontos do Rio de Janeiro alagados

Inmet divulgou alerta de condições severas para o estado do Rio desta quarta até sábado

A chuva que atingiu o Rio na noite desta terça (12) e na madrugada desta quarta (13) deixou vários pontos da cidade alagados e com e bolsões d’água. Estão nesta situação ruas da Lagoa, Gávea e Laranjeiras, na zona sul; Barra da Tijuca e Itanhangá, na zona oeste; e da Tijuca e São Cristóvão, na zona norte. Na estação meteorológica da Marambaia, na zona oeste da cidade, foram observadas rajadas de vento de 73 km/h. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um alerta de condições severas para o estado do Rio de Janeiro desta quarta até este sábado (16), devido a áreas de instabilidade na madrugada e manhã de hoje. Na parte da tarde, é esperada a aproximação de uma frente fria combinada com uma baixa pressão próxima à costa do estado. Com isso, são esperadas chuva intensa, raios e rajadas de vento que podem superar os 80 km/h. A Marinha divulgou um alerta de ressaca das 10h desta terça às 10h desta quinta (14). São esperadas ondas de até 2,5 metros no litoral do Rio. Sem aulas A prefeitura do Rio instalou um gabinete de crise no Centro de Operações Rio para monitorar as ocorrências causadas pela chuva, e anunciou medidas como o cancelamento das aulas nas escolas da rede municipal. O governo do estado também cancelou as aulas nas escolas da rede pública hoje. Sirenes A administração municipal também alterou o protocolo de acionamento das sirenes de alerta de possibilidade de deslizamentos de terra nas 103 áreas de risco pela cidade. O sinal, que normalmente é acionado quando a chuva acumulada no local chega a 55 milímetros, será dado hoje a partir de 45 mm de chuva acumulada. Na semana passada, uma tempestade deixou sete mortos na cidade. (ABr)
Mais Rio de Janeiro
15/02/2019

Doria lança concessão de rodovias com investimento de R$ 9 bilhões

São Paulo

Doria lança concessão de rodovias com investimento de R$ 9 bilhões

Contrato de 1.201 km permitirá tarifa de pedágio flexível de acordo com horário e incluirá trechos hoje operados pelo estado

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou, nesta sexta-feira, 15, a concessão de 1.201 quilômetros de rodovias, com previsão de ao menos R$ 9 bilhões de investimentos ao longo de 30 anos — o maior lote único já licitado pelo estado. O trecho inclui a concessão da Centrovias (rodovia Washington Luís), operada pela Arteris, cujo contrato está prestes a vencer, e outras rodovias que atualmente são operadas pelo DER (Departamento de Estadas de Rodagem). As estradas incluídas chegarão até os municípios de Panorama, Presidente Prudente e Assis, passando por cidades como Marília e Martinópolis (veja a lista de estradas ao final). Diversos trechos dessas rodovias deverão ser duplicados pelo novo concessionário. O vencedor da licitação será a empresa que ofertar a maior outorga ao estado —que, segundo o governador João Doria (PSDB), deverá ser mais baixa do que em concessões passadas. A tarifa de pedágio será fixada pelo governo, que pretende reduzir em cerca de 20% o valor atualmente cobrado na Centrovias (em média, R$ 10,40). “Todas as futuras concessões vão levar em conta prioritariamente o investimento na melhoria da qualidade dos serviços. O governo não quer ganhar dinheiro, quer ganhar qualidade. Neste caso, não estamos interessados em fazer caixa”, afirmou Doria. Nos estudos iniciais da equipe técnica, a previsão era de uma outorga mínima de cerca de R$ 500 milhões, mas o governador pediu uma redução no valor, que será “o mais próximo de zero possível”, segundo o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM). Por esse motivo, ainda há previsão de que novos trechos e investimentos sejam incluídos durante as audiências públicas. O edital para consulta pública será publicado na segunda-feira (18). A ideia é que o edital final esteja pronto em maio, para que o contrato seja assinado nos últimos meses de 2019. Uma inovação será o estabelecimento da tarifa flexível: a concessionária poderá dar descontos nos pedágios para motoristas que circularem em horários ou épocas de menor tráfego, para estimular os usuários. Além disso, a cobrança será feita de acordo com o total de quilômetros rodados pelo motorista. A medição deverá ser feita por meio da placa do veículo ou aparelhos de medição instalados, e não haverá instalação de praças de pedágio em todas as saídas. A decisão de ofertar os trechos em um único lote, bilionário, teve o objetivo de atrair investimentos a áreas menos rentáveis, segundo Garcia. Para ele, esse modelo não reduz a competitividade do certame. No caso de outras rodovias cujas concessões estão com prazo de vencimento próximo, ainda não há uma definição. O governador já havia anunciado a intenção de prorrogar parte dos contratos que iriam vencer, em troca de novos investimentos, em vez de fazer uma nova concorrência. No caso da Centrovias, porém, o governo avaliou que a renovação não seria vantajosa, diz Doria. Ainda não há uma definição em relação às demais rodovias. (Com FolhaPress)
15/02/2019

Gilmar Mendes manda soltar prefeito de Mauá, preso em dezembro

Operação Trato Feito

Gilmar Mendes manda soltar prefeito de Mauá, preso em dezembro

Átila Jacomussi seria líder de esquema criminoso de fraude de contratos da prefeitura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu habeas corpus ao prefeito de Mauá, Átila Jacomussi. Ele estava preso desde o dia 13 de dezembro, quando foi deflagrada a Operação Trato Feito, que investiga desvios em contratos firmados pela administração do município, localizado na região do Grande ABC. Segundo Polícia Federal, Jacomussi liderava um esquema criminoso que chegava a movimentar R$ 500 mil por mês. As investigações indicam que eram cobrados entre 10% e 20% sobre os contratos da prefeitura para o pagamento de propinas. Eram fraudados os processos para aluguel de veículos oficiais, reforma de parques, serviços de limpeza e sinalização de vias. De acordo com a PF, o dinheiro era repassado para 22 dos 23 vereadores da cidade. A Trato Feito é um desdobramento da Operação Prato Feito, deflagrada em maio, que apurava o desvio de recursos públicos da merenda escolar em diversas cidades de São Paulo. Na ocasião, Jacomussi também foi preso, sendo libertado por outra decisão de Gilmar Mendes, em junho. Atualmente, o prefeito de Mauá é alvo de um processo de impeachment aberto em janeiro. Em defesa divulgada por ocasião da abertura do processo de impeachment, o advogado de prefeito, Daniel Bialski, afirmou que não existem provas, testemunhas ou gravações que mostrem que Jacomussi recebeu dinheiro ou praticou ilegalidades. “Muito pelo contrário, a vida política de Átila sempre foi pautada pela honestidade e correção”, diz a nota. (ABr)
14/02/2019

Justiça suspende aumento das tarifas de ônibus em São Paulo

R$ 4,30

Justiça suspende aumento das tarifas de ônibus em São Paulo

Decisão atende a uma ação civil pública impetrada pela Defensoria Pública

Em decisão liminar, a juíza Carolina Martins Clemêncio Duprat Cardoso, da 11ª Vara de Fazenda Pública, suspendeu o aumento no valor das tarifas das passagens de ônibus na capital paulista de R$ 4 para R$ 4,30. A medida estava em vigor desde 7 de janeiro deste ano. A decisão atende a uma ação civil pública impetrada pela Defensoria Pública de São Paulo. No pedido, os defensores contestam o reajuste das tarifas por ser superior a inflação e beneficiar empresas que foram contratadas sob regime emergencial. A prefeitura só conseguiu realizar uma nova licitação para o transporte público no último dia 5 de fevereiro. A liminar publicada na noite de ontem (13). Na decisão, a juíza diz que a administração municipal não apresentou fatos que justifiquem o aumento das tarifas para contratos que foram renovados de forma emergencial poucos meses antes, em julho de 2018. A magistrada destaca ainda que a prefeitura descumpriu procedimentos previstos no Estatuto da Cidade, como a apresentação prévia do reajusta ao Conselho Municipal de Trânsito e Transporte. “Por tais fundamentos, e como o Município não demonstrou haver embasamento contratual para o reajuste atacado, nesta fase inicial conclui-se não haver respaldo fático ou legal para se determinar os reajustes de tarifa nos termos da Portaria SMT [Secretaria Municipal de Transportes] 189/2018”, ressalta a juíza Carolina Cardoso sobre a portaria que definiu o reajuste. Em janeiro, quando houve o reajuste de tarifas, a prefeitura de São Paulo argumentou que o reajuste era baseado na inflação acumulada nos últimos três anos, de acordo com o IPC-Fipe, de 13,06%. Na ocasião, houve aumento também no valor da tarifa da integração ônibus + transporte sobre trilhos (Metrô ou trens metropolitanos) passou de R$ 7,21 para R$ 7,48. Segundo a administração municipal, a medida foi adotada para recompor as perdas causadas pela falta de reajuste em 2016 e 2017, quando o preço das passgens foi mantido em R$ 3,80. A prefeitura ainda não se manifestou sobre a decisão que suspendeu o aumento. (ABr)
13/02/2019

Doria diz ter medidas para conter possíveis retaliações do PCC

Líderes transferidos

Doria diz ter medidas para conter possíveis retaliações do PCC

Líderes da facção criminosa foram transferidos para presídios federais nesta quarta-feira

O governador de São Paulo, João Doria, garantiu que foram tomadas medidas preventivas para impedir retaliação de membros da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) após a transferência de líderes para presídios federais, ocorrida hoje (13). “Todas as ações preventivas foram adotadas pelas forças de segurança do estado de São Paulo e no âmbito federal, prevenindo e resguardando de qualquer reação. Obviamente que não vamos dizer para vocês quais são as medidas que tomamos de forma preventiva, por razões óbvias também”, declarou em coletiva de imprensa. Inicialmente, os presos ficarão 360 dias sob custódia federal. Os primeiros 60 dias em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). O prazo pode ser estendido. Doria destacou que a ação cumpriu uma medida judicial. “São Paulo cumpre seu dever, realizando determinação judicial que já poderia ter sido cumprida anteriormente e que agora foi realizada. Vinte e dois membros, incluindo o líder Marcola [Marcos Hebas Camacho] já estão sendo conduzidos para penitenciárias federais com isolamento devido”, declarou. (ABr)
Mais São Paulo
16/02/2019

Latam cobra R$10 mil a mais que AA pelo mesmo voo para Miami

Viagem superfaturada

Latam cobra R$10 mil a mais que AA pelo mesmo voo para Miami

Latam cobra R$ 10 mil a mais que American Airlines por passagem no mesmo voo

Parceiras, a American Airlines e a Latam vendem passagens para o mesmo voo, entre Brasília e Miami, em um Boeing 757. Quem compra pela American Airlines, paga R$1,7 mil; quem compra pela Latam, paga R$11,8 mil. Isso mesmo. São passagens no mesmo avião, mesmo dia, mesma hora e mesma classe que custam mais de R$10 mil a mais se adquiridas na Latam. Procurada, a empresa que já teve “orgulho de ser brasileira” não conseguiu explicar a cobrança sete vezes maior. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Parece mentira: o voo é o mesmo, muda apenas a numeração: na American Airlines é o voo AA214. Na Latam, JJ2112. Para explicar R$10 mil de diferença, a Latam citou que na aviação há “classes diferentes, datas”, o que não era o caso. A empresa “trabalha com o sistema de precificação dinâmica” e “considera diversos fatores”, diz a LATAM sobre a ‘facada’ de R$10 mil.
15/02/2019

Tecnologia na formação de condutores contribui para um trânsito mais seguro

Segurança no trânsito

Tecnologia na formação de condutores contribui para um trânsito mais seguro

No país com o quinto trânsito mais violento do mundo, recursos tecnológicos são comprovadamente necessários para diminuir o número de acidentes

Quando o assunto é segurança no trânsito, todo novo elemento, recurso ou instrumento é mais do que bem-vindo. Afinal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de mortes causadas por acidentes, o que corresponde a 47 mil vítimas fatais todos os anos – e mais de 400 mil ficam com algum tipo de sequela. Ainda segundo a OMS, 90% desses acidentes são causados por falha humana, fato que escancara problemas graves como despreparo, negligência, desatenção e desobediência por parte de motoristas, ciclistas e pedestres, principais personagens do ambiente de trânsito e, infelizmente, os responsáveis por torná-lo tão violento. Nesse contexto, a tecnologia tem sido uma aliada fundamental para alterar positivamente esse cenário. Isso porque, dentre as inúmeras facilidades proporcionadas pelas inovações tecnológicas, é possível utilizar ferramentas de aprendizado comprovadamente efetivas para a formação de cidadãos e condutores mais capacitados. Assim como a educação geral, a melhor maneira de transformar uma situação adversa é contando com o conhecimento e a conscientização das novas gerações. Além disso, é graças à tecnologia que existe a possibilidade de tornar o ensino mais acessível, abrangente e inclusivo, já que por meio dela aplica-se soluções a distância, cursos híbridos e monitoramento de aulas em tempo real, sem falar no desenvolvimento de plataformas de educação digital com conteúdos interativos, que têm como foco a experiência evolutiva do indivíduo. Ainda sobre o poder de transformação da tecnologia aplicada ao ensino para o trânsito, os simuladores de direção veicular destacam-se como protagonistas desse processo educativo e de aperfeiçoamento dos futuros condutores e também dos motoristas profissionais. A alta eficácia dos equipamentos garante mais segurança, agilidade e transparência à preparação dos alunos, que podem vivenciar, em um ambiente seguro e controlado, situações adversas e de risco, às quais não poderiam ser submetidos nas aulas práticas em vias públicas, como conduzir em serras e rodovias, sob chuva e neblina ou, ainda, simulando os efeitos negativos do álcool no organismo. Pesquisas realizadas na Universidade Politécnica de Madri, na Espanha, e em uma das mais conceituadas universidades do mundo, a de Iowa, nos Estados Unidos, comprovam a eficácia dos simuladores e os definem como ferramentas de alta precisão, que recriam a experiência de dirigir. Não é à toa que os equipamentos já são uma realidade mundial: Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Nova Zelândia, Holanda, Espanha, Japão, Tailândia, China, França, Portugal, República Tcheca, Irlanda e Rússia são alguns dos países que utilizam a simulação na formação de seus condutores – e tiveram queda significativa no número de acidentes entre novos motoristas. Os órgãos reguladores dessas nações perceberam que o aprendizado por meio da condução simulada é a melhor alternativa para formar motoristas conscientes, que não ofereçam grandes riscos ao trânsito, uma vez que foram treinados em situações controladas e mensuradas. Mais do que qualificar a formação de condutores, a tecnologia irrefutavelmente contribui comprovada e efetivamente para a redução de mortes e acidentes, além de tornar o trânsito de pessoas um ambiente mais humano e seguro.
15/02/2019

Economia brasileira cresceu 15% no ano passado, aponta o Banco Central

Índice do BC

Economia brasileira cresceu 15% no ano passado, aponta o Banco Central

Em dezembro, frente a novembro de 2018, houve expansão de 0,21%

A economia brasileira cresceu 1,15% em 2018. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta sexta (15). No último trimestre do ano, comparado ao período anterior, o crescimento ficou em 0,20%, de acordo com dado dessazonalizado (ajustado para o período). O quarto trimestre comparado a igual período de 2017 apresentou crescimento de 1,53%. Em dezembro, frente a novembro de 2018, houve expansão de 0,21%. Na comparação com o último mês do ano passado e dezembro de 2017, o crescimento chegou a 0,18%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (ABr)

Charge

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16/02/2019

Banco prorroga prazo para inscrição de projetos de segurança em museus

PREVENIR TRAGÉDIAS

Banco prorroga prazo para inscrição de projetos de segurança em museus

Valor disponível para projetos é de até R$ 17,7 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  prorrogou até o dia 29 de março o prazo para inscrição de projetos de segurança em Instituições Culturais Públicas de Guarda de Acervos Memoriais. O objetivo é selecionar propostas que contemplem investimentos em sistemas de detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico, instalações elétricas e sistema de proteção contra descargas atmosféricas em museus, arquivos e bibliotecas. O valor total disponível é de até R$ 17,7 milhões no âmbito da Lei Rouanet. Chamada – Com disponibilidade inicial de R$ 25 milhões, a primeira etapa da chamada para projetos de segurança em Instituições Culturais Públicas de Guarda e Acervos Memoriais foi lançada em outubro de 2018 e selecionou projetos do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (R$ 3,3 milhões), e do Museu Histórico e Diplomático, localizado no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro (R$ 4  milhões). Na ocasião, o BNDES identificou grande demanda, com projetos que não puderam ser enquadrados por não terem apresentado adequadamente todas as informações solicitadas. Para contribuir com os interessados, o Banco decidiu realizar uma oficina para orientação quanto à apresentação de propostas, voltada para gestores de museus e instituições de guarda de acervos culturais de todo o Brasil. Oficina – O BNDES, em conjunto com o IPHAN, realizará treinamento gratuito no formato webinar (seminário transmitido pela internet)  na próxima segunda-feira, 18, das 14h às 17h30. Quem tiver dúvidas deverá registrar suas perguntas previamente em um formulário  ou enviá-las durante o evento. Para assistir basta acessar o canal do BNDES no Youtube (www.youtube.com/bndes). O vídeo permanecerá no ar para consulta dos interessados. Acervos – Acervos memoriais são os bens patrimoniais de inegável valor histórico, pelos quais se pode ter acesso a informações valiosas de várias áreas do saber, de forma a preservar a identidade e a memória de uma comunidade. Esse conjunto inclui acervos museológicos, arquivísticos e bibliográficos. Serão consideradas elegíveis instituições públicas que guardem acervos memoriais brasileiros de propriedade pública que estejam abrigados em edificações tombadas pelo IPHAN e que possuam, no mínimo, um dos seguintes graus de reconhecimento: a) tombado pelo IPHAN, b) registrado em nível nacional ou mundial pela UNESCO por meio do “Prêmio Memória do Mundo” ou c) participante da listagem de acervos bibliográficos no “Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional – CPBN”, gerido pela Biblioteca Nacional. Proponentes – Poderão propor projetos a própria Instituição Cultural de Guarda de Acervo Memorial ou outra instituição que a represente, desde que seja sem fins lucrativos, constituída há pelo menos 2 anos e com finalidade cultural. A proponente deve demonstrar capacidade técnica e de gestão no desenvolvimento de projetos culturais, a qual será avaliada pela Comissão Técnica (CT) e, posteriormente, pela equipe técnica e jurídica do BNDES, durante a fase de análise de cada projeto. Modalidades – As propostas poderão contemplar tanto a elaboração de projetos executivos quanto a implantação física de sistemas de detecção, prevenção e combate a incêndio e pânico; sistemas de proteção contra descargas atmosféricas; e modernização das instalações elétricas. O valor máximo apoiável por proposta é de R$ 4 milhões, sendo no máximo R$ 1 milhão para a elaboração dos projetos. No caso de solicitação apenas da implantação física dos sistemas de segurança, somente serão aceitos os projetos executivos já aprovados pelos órgãos competentes (de bombeiro e de patrimônio). O valor máximo a ser apoiado pelo BNDES respeitará o valor aprovado no Programa Nacional de Apoio a Cultura (PRONAC), devendo, essa condição, ser comprovada no momento da contratação de recursos pelo Banco. As propostas devem ter prazo de execução máximo de 36 meses, podendo ser prorrogado, a critério do BNDES. Inscrições – As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio de formulário eletrônico disponível na página www.bndes.gov.br/seguranca-de-acervos, onde também é possível encontrar orientações para elaboração da proposta. Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
16/02/2019

Plataforma conecta agricultores familiares a compradores de alimentos

STARTUP AGRO

Plataforma conecta agricultores familiares a compradores de alimentos

Meta é encurtar a cadeia entre o agricultor e o comprador ao conectá-los diretamente

Cerca de 70% dos alimentos produzidos no Brasil são cultivados por 5,1 milhões de pequenos agricultores. Muitas vezes, a logística de distribuição é um problema, com muitos intermediários até se chegar aos consumidores. Para facilitar essa e outras questões foi criada a Sumá, uma solução tecnológica que possibilita a desintermediação do processo. Nesse sentido, a proposta de valor da Sumá – nome da Deusa tupi-guarani da agricultura – se concentra no encurtamento da cadeia entre o agricultor e o comprador, ao conectá-los diretamente por meio de uma plataforma web e mobile. A Sumá atua na capacitação do agricultor familiar, alinhando-o às exigências dos compradores regulares de alimentos (hotéis, restaurantes e cozinhas industriais, entre outros). Além disso, contribui com informações reais do campo para que o comprador elabore seus cardápios de acordo com a produção local e a sazonalidade dos produtos. É, portanto, um sistema de qualificação da agricultura familiar para acesso a mercados com curadoria para os compradores. Assista a um vídeo com detalhes sobre a plataforma. Impacto Social “A empresa é caracterizada como um negócio de impacto, ou seja, um empreendimento que tem a missão explícita de gerar impacto social ao mesmo tempo em que gera resultado financeiro positivo”, explica Alexandre Leripio, Engenheiro Agrônomo, o sócio diretor da empresa. Em 2018, a Sumá foi vencedora da etapa latino-americana do MIT Inclusive Innovation Challenge, iniciativa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts para premiar negócios que utilizam a tecnologia para melhorar oportunidades de trabalho. Para utilização da plataforma, agricultores familiares e cooperativas pagam uma assinatura mensal de R$ 49,90, apenas após terem alcançado um ticket de vendas de R$ 2 mil por mês pelo aplicativo. Os compradores privados, a cada compra efetuada, são cobrados 15% de taxa de serviço do Sumá. Inteligência Artificial Hoje, a plataforma, baseada em Santa Catarina, conta com mais de 2 mil agricultores familiares e 200 compradores cadastrados. Segundo o gerente Departamento de Empreendedorismo e Investimento em Startups da Finep, Felipe Gelelete, “com apoio do programa Finep Startup, a empresa irá investir no aperfeiçoamento de inteligência artificial, com uso de chatbots, e de agrodata analytics”. Trata-se da coleta e análise de dados de comercializações efetuadas por região, além da verificação dos padrões de produção para a construção de um mapa da disponibilidade de produtos, sazonalidade, preços e variáveis que influenciam no mercado da produção familiar territorial. Com a utilização dessa tecnologia, a empresa poderá, com mais precisão, apontar preços médios praticados pelo sistema convencional – uma das referências para formação de preço da Sumá -, bem como permitir a previsibilidade de demanda para alinhamento da produção de alimentos em um determinado território. Esses dados permitem ao agricultor, por exemplo, comprovar receitas passadas e eventualmente futuras, contribuindo para requerer financiamentos de forma mais facilitada. Finep Startup A segunda rodada do edital de 2018 do programa Finep Startup foi lançada em Janeiro de 2019, com limite de recursos totais de R$ 30 milhões para 30 Startups. O período para envio de propostas encerrará até o dia 28 de fevereiro. Veja mais detalhes.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
15/02/2019

Pesquisadora propõe método para identificação de imagens de acervos históricos

CAMINHO DAS PEDRAS

Pesquisadora propõe método para identificação de imagens de acervos históricos

Proposta usa ficha catalográfica com elementos descritivos

Estudos sobre as formas de descrever uma imagem de modo a facilitar sua busca têm sido objeto de crescente número de publicações científicas, mas ainda não há padrões que atendam completamente a todas as demandas da área. Pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Gestão e Organização do Conhecimento, da Escola de Ciência da Informação (ECI), propõe uma metodologia capaz de identificar os atributos intrínsecos e extrínsecos que devem ser considerados na organização de fotografias de esculturas de arte sacra em repositórios físicos ou virtuais. Por meio de levantamento bibliográfico realizado de 2007 a junho de 2018, foi possível observar que as metodologias existentes têm características próprias em cada instituição, como museus ou centros de memória. “Procuramos elaborar um modelo mais abrangente, que possa ser adequado a outros contextos e utilizado no todo ou em parte”, explica Adriana Aparecida Lemos Torres, autora de dissertação recém-defendida sobre o tema. A pesquisadora também procurou verificar se a ferramenta proposta tem lugar ao lado de tecnologias como a busca automática imagem-imagem ou de conteúdo – pesquisa reversa de imagens –, serviço que procura, na rede mundial de computadores, imagens semelhantes ou correspondentes aproximados, assim como uma descrição em texto. “Uma simples alteração – saturação na cor – em uma das imagens sacras usadas no estudo mostrou que esse tipo de busca recupera elementos visuais, mas não retrata o significado nem os valores históricos e culturais”, relata Adriana, que foi orientada pela professora Benildes Coura Moreira dos Santos Maculan. Ler a imagem Adriana Lemos ressalta que a recuperação eficiente da informação depende da correta representação do objeto, ou seja, de uma descrição que apreenda os atributos das obras que compõem o acervo. “Contudo, não encontramos na literatura uma metodologia única que englobasse todos os aspectos considerados relevantes na representação de fotografias de esculturas de arte sacra”, observa, lembrando que ao procurar uma imagem de São Geraldo, por exemplo, um leigo possivelmente busca pelo nome do santo, enquanto um especialista em patrimônio tende a procurar pelo nome do escultor ou do fotógrafo. A proposta da pesquisadora, que tem como base a chamada representação por conceito, se materializa em uma ficha catalográfica que inclui elementos descritivos da fotografia e da escultura retratada, como autoria, local e data de produção, localização física, dimensões, técnica, estilo e cor. A ficha também possui campos para aspectos interpretativos. “Nesse nível de representação, é possível falar de emoção, abstração e simbolismo”, ressalta. Segundo ela, as metodologias de representação recuperadas na literatura científica focalizam tanto a representação temática quanto a descritiva, que, em geral, se complementam. A temática atém-se aos assuntos que representam o objeto retratado na fotografia, agrupando-as por temas semelhantes. E a descritiva reúne as características bibliográficas (autoria, técnica, estilo), agrupando, por exemplo, as fotografias de um determinado autor ou de uma coleção específica. “Os resultados obtidos indicam que os elementos da representação temática devem ser complementados com elementos da representação descritiva, já que estes podem ser considerados pontos de acesso relevantes para auxiliar uma eficiente recuperação da informação”, defende a autora. Para validar a metodologia, Adriana Lemos trabalhou com amostra de quatro imagens de arte sacra oriundas de acervos fotográficos de um artista e de um especialista em história da arte. Em sua opinião, sua pesquisa contribui para o compartilhamento das informações sobre a arte sacra como forma de devolver à sociedade o patrimônio e os legados histórico e cultural que a ela pertencem. No caso específico da Ciência da Informação, ela acredita que a proposta de metodologia unificada pode atender a distintas demandas de representação de informação em acervos de imagens, físicos e virtuais. A pesquisadora está iniciando doutorado no mesmo Programa, para desdobramentos do tema. “Vou trabalhar com representação de fotografia científica, no contexto de pesquisa, com o intuito de estudar a gestão do fluxo, desde o momento em que é gerada, para recuperação e reúso, e observar como é armazenada e que tipo de intervenções recebe”, prevê Adriana Lemos.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
15/02/2019

Proteína encontrada em planta tem efeito bactericida

CONTRA INFECÇÕES

Proteína encontrada em planta tem efeito bactericida

Proteína controla crescimento de bactérias do gênero Staphylococcus

A acadêmica de Licenciatura em Ciências Biológicas, Nathália Marinheiro de Lima descobriu uma proteína capaz de controlar seletivamente o crescimento de bactérias relacionadas a infecções de pele, endocardite, osteomielite e pneumonia. A pesquisa foi realizada entre 2017 e 2018 em seu estágio de iniciação científica PIBIC/CNPq/UFMS, sob a orientação da professora Maria Lígia Rodrigues Macedo e do professor Caio Fernando Ramalho de Oliveira. Os experimentos foram realizados no Laboratório de Purificação de Proteínas e suas Funções Biológicas (LPPFB) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan), sob a coordenação da professora Maria Lígia. No local, alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutores investigam o potencial de proteínas encontradas em plantas distribuídas no Cerrado e Pantanal à sua aplicação como novos antimicrobianos e inseticidas e, ainda, seu potencial anticâncer. Os resultados contribuem para o desenho de novos fármacos. Nathália no 16º Curso de Verão em Biologia Celular e Molecular da USP Ribeirão Preto A proteína estudada por Nathália, denominada EtTI, foi descoberta pelo grupo do LPPFB purificada de sementes de uma árvore nativa, popularmente conhecida por orelha-de-nego (Enterolobium timbouva). A proteína mostrou-se capaz de controlar seletivamente o crescimento de bactérias do gênero Staphylococcus, envolvidas com episódios das doenças citadas. De acordo com a professora Maria Lígia Macedo, a procura por novas moléculas bactericidas é de extrema importância dado o surgimento da resistência bacteriana aos antibióticos utilizados atualmente. “O que chamou atenção no trabalho de Nathália foi a concentração da proteína capaz de provocar o efeito bactericida, abaixo de 2 µM. Essa concentração coloca a molécula a frente de outros antibióticos disponíveis no mercado, como tetraciclina, estreptomicina e ampicilina”, explica. Entre os dias 21 de janeiro e 1° de fevereiro deste ano, a acadêmica apresentou sua descoberta no 16º Curso de Verão em Biologia Celular e Molecular, da Universidade de São Paulo (USP), câmpus de Ribeirão Preto. A pesquisa foi classificada como melhor banner e em seguida, selecionada para a modalidade de apresentação oral. “Ter a chance de expor meu trabalho para professores da USP e alunos de todo o Brasil em minha primeira apresentação oral foi gratificante”, comenta Nathália, que se sentiu também privilegiada por ser a única representante do Mato Grosso do Sul no curso. A acadêmica encoraja os graduandos da UFMS a buscarem contato com professores de outras instituições, seja para a realização de estágios e colaborações científicas e reafirma que participar de eventos como esse auxilia no conhecimento das pesquisas realizadas no País. Financiamento Os estudos realizados no Laboratório de Purificação de Proteínas e suas Funções Biológicas (LPPFB) contam o apoio de diferentes agências de fomento, fundações e empresas públicas brasileiras como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
15/02/2019

Cientistas medem emissões de Gás de Efeito Estufa na aquicultura

EFEITO DOS PEIXES

Cientistas medem emissões de Gás de Efeito Estufa na aquicultura

Metodologia tem baixo custo e facilidade de operação

Cientistas da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe, (São José dos Campos, SP) criaram um Modelo para amostragem e avaliação de Gás de Efeito Estufa(GEE) em reservatórios com produção aquícola para fazer frente à quantidade e à complexidade das demandas por mais informações sobre as emissões associadas a aquicultura no Brasil. O documento apresenta um conjunto de tecnologias e metodologias testadas e verificadas para amostragem e determinação de GEE em reservatórios. Com pequenas adaptações, estas metodologias também poderão ser extrapoladas para outros corpos d’água, como no mar ou água doce, em tanques escavados, ou ainda em outros tipos de produção aquícola, como a produção de mariscos e ostras em ambientes marinhos. Conforme explicou um dos autores, o bolsista de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI-A do CNPq), vinculado ao projeto BRS Aqua, Marcelo Gomes da Silva essas não são propriamente metodologias inovadoras, uma vez que existem diversas outras formas de medir GEE. “As vantagens destes métodos é que foram testados e se apresentaram como os mais indicados para realizar esse tipo de trabalho.  O baixo custo dos equipamentos, obtenção de dados confiáveis, a facilidade de manuseio no campo e a facilidade de manutenção, aliada à facilidade de deslocamento com os equipamentos no campo foram determinantes na escolha para amostrar as emissões nesse tipo atividade”. Gomes ressalta ainda que a metodologia não necessita de uma pessoa especializada para utilizar os equipamentos. “Um produtor consegue aplicar os métodos na sua propriedade, após um breve treinamento com facilidade, ” disse. Importância de se determinar as emissões da aquicultura A metodologia é mais um passo para o entendimento do real impacto da criação de peixes em tanques-rede em reservatórios da União. Atividades agropecuárias como a bovinocultura tem sido muito cobrada devido à alta emissão de GEE. As informações sobre as emissões associadas à cadeia produtiva de peixes ainda são escassas e não permitem comparação com as principais cadeias produtivas de proteínas animais. O que se pretende é ampliar o conhecimento da dinâmica dos GEE na piscicultura em tanques-rede e a possibilidade da aquicultura se apresentar como alternativa de produção de carnes com baixa emissão de carbono. Conforme destacou a chefe adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, Ana Paula Packer, “ a definição de uma metodologia ideal irá colaborar na mensuração da pegada de carbono da produção de proteína de peixe no Brasil. Nesse sentido, é necessário o mapeamento das emissões na atividade, em função dos diferentes reservatórios existentes no País e que se configuram em um enorme potencial para alancar a atividade”. O trabalho de abordagem do protocolo para amostragem e determinação de fluxo de gases de efeito estufa GEE na interface água-atmosfera e concentração de GEE dissolvidos na água tem como autores as pesquisadoras Ana Paula Packer e Fernanda Garcia Sampaio da Embrapa, Plínio Carlos Alavava e Luciano Marani do Inpe e Marcelo Gomes da Silva do CNPq. Crescimento da produção de proteínas de peixes Ampliar as informações sobre a emissão associada a aquicultura é uma das principais demandas atuais, já que é uma das atividades de produção de proteína que mais cresceu no Brasil nas últimas décadas, devido principalmente à incentivos de programas governamentais. Mundialmente a maior produção de proteínas de peixes ocorre principalmente na Ásia e China (70% da piscicultura). Gomes lembra que no Brasil há uma extensa malha hidrográfica e diversos reservatórios com grande potencial para produção aquícola. Ainda segundo ele, os nossos reservatórios são tropicais e isso beneficia o crescimento das espécies, mas o pesquisador destaca que é de extrema importância avaliar se esse tipo de atividade causa impactos ao meio e em que medida, seja como estratégia ambiental, legal e até de mercado. “Reservatórios, de forma geral, são produtores naturais de GEE e precisamos identificar se as atividades alteram significativamente a emissão e quantificar o quanto altera para que tenhamos um sistema produtivo mais sustentável, capaz de conquistar o mercado ” disse. BRS Aqua O estudo é componente do projeto “Ações estruturantes e inovação para o fortalecimento das cadeias produtivas da aquicultura no Brasil (BRS Aqua),” um ambicioso projeto de pesquisa em aquicultura que visa estruturar o setor e também a pesquisa científica necessárias para atender demandas dos produtores e do mercado aquícola no País. Como o perfil do projeto é estruturante, o BRS Aqua vai gerar diversos produtos e, entre esses, deixará um importante legado no incremento da infraestrutura para a realização de futuras pesquisas na área da aquicultura. O BRS Aqua reúne ações de pesquisa e de transferência de tecnologia que envolve mais de 20 Unidades da Embrapa, cerca de 270 empregados da empresa e recursos financeiros de diferentes fontes. Conta ainda com dezenas de parceiros públicos e de empresas privadas. São quase R$ 45 milhões do Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 6 milhões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) (que estão sendo executados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o (CNPq), além de outros R$ 6 milhões da Embrapa.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
15/02/2019

Tecnologia desenvolvida no Brasil fará parte da Estação Espacial Internacional

HIGH TECH BRAZUCA

Tecnologia desenvolvida no Brasil fará parte da Estação Espacial Internacional

Novo equipamento será fruto de parceria com o Instituto da Rússia

Uma nova versão do Solar-T, telescópio fotométrico desenvolvido no Brasil, será embarcada na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) para medir as explosões solares. A previsão é que o Sun-THz, como foi nomeado o novo equipamento, seja lançado em 2022 e permaneça fazendo medições de forma constante. O telescópio fotométrico trabalha numa frequência de 0.2 a 15 terahertz (THz), que só pode ser medida do espaço. Paralelamente, um outro telescópio, o HATs, será instalado na Argentina. O instrumento, que ficará pronto em 2020, vai trabalhar na frequência de 15 THz em solo. O HATs está sendo construído como parte de um Projeto Temático que tem como responsável Guillermo Giménez de Castro, professor do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Os equipamentos foram alguns dos temas apresentados durante palestra de Giménez de Castro na FAPESP Week London, realizada em 11 e 12 de fevereiro. O pesquisador explicou que as explosões ou erupções solares são fenômenos que ocorrem na superfície do Sol, podendo causar altos níveis de radiação no espaço sideral. O Sun-THz é uma versão aprimorada do Solar-T, telescópio fotométrico duplo que em 2016 foi lançado pela Nasa na Antártica, em um balão estratosférico que permaneceu 12 dias a 40 mil metros de altitude. O Solar-T captou a energia que emana das explosões solares em duas frequências inéditas, de 3 e 7 THz, que correspondem a uma fração da radiação infravermelha distante (leia mais em: http://agencia.fapesp.br/22605/). O Solar-T foi projetado e construído no Brasil por pesquisadores do CRAAM, em colaboração com colegas do Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O desenvolvimento dele foi possível graças a um Projeto Temático e de um Auxílio à Pesquisa-Regular da FAPESP. Ambos tiveram como pesquisador responsável Pierre Kaufmann, pesquisador do CRAAM e um dos precursores da radioastronomia no Brasil, falecido em 2017. O novo equipamento, que teve Kaufmann como um dos idealizadores, será fruto de uma parceria com o Instituto Lebedev de Física, na Rússia. “A ideia agora é usar um conjunto de detectores para medir um espectro completo, desde 0.2 THz até 15 THz”, disse Giménez de Castro à Agência FAPESP. A maior parte do novo telescópio fotométrico será construída na Rússia, mas contará com peças feitas no Brasil, como um equipamento usado na calibração do instrumento como um todo. “A tecnologia e o conceito do telescópio foram desenvolvidos aqui. Os russos gostaram da ideia e a estão reproduzindo, colocando, porém, mais elementos. Estamos trabalhando na fronteira da tecnologia. Há 40 anos, essa fronteira era de 100 gigahertz, era o que dava para fazer. Com os resultados que vieram ao longo dos anos, buscamos frequências mais altas e temos boas perspectivas para o futuro”, disse o pesquisador. O futuro desses equipamentos está nos sensores de grafeno. Bastante sensível quando se trata de frequências em terahertz, os sensores de grafeno podem detectar polarização e serem eletronicamente ajustados. Experimentos para a criação desses detectores ocorrem atualmente no Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias (MackGraphe) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, centro que tem apoio da FAPESP. O projeto conta ainda com a colaboração da Universidade de Glasgow, como parte do doutorado de Jordi Tuneu Serra, atualmente fazendo estágio de pesquisa no exterior com apoio da FAPESP e que também esteve presente na FAPESP Week London.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.

Poder em Números


13/02/2019

Poder do voto

Poder do voto

Poder do voto

Você em sintonia com a política

Marcando o lançamento do aplicativo Poder do Voto, um binóculo gigante apontado para o Congresso Nacional foi instalado ontem (12) em frente ao Parlamento, na Esplanada dos Ministérios. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente nas plataformas Android e IOs. Através do app  o usuário poderá seguir o político que votou ou aquele de seu interesse, acompanhar as discussões no Congresso dos projetos de lei em pauta e muito mais. Acompanhe:
31/01/2019

Presidência da Câmara dos Deputados

Presidência da Câmara

Presidência da Câmara dos Deputados

Como é eleito o presidente da Câmara? Acompanhe esse processo

Com um mandato de dois anos e sem possibilidade de reeleição no mesmo mandato, quem assume a presidência da Câmara dos Deputados lidera a Mesa Diretora da Câmara e a Reunião de Líderes, e além disso faz parte do Conselho de Defesa Nacional e do Conselho da República. No dia 1º de fevereiro saberemos quem assumirá essa função de Presidente da Câmara. Você sabe como esse processo será? Ficou curioso? Acompanhe que o DP te explica.
30/01/2019

Presidência do Senado

Presidência do Senado

Presidência do Senado

Como é eleito o presidente do Senado? Acompanhe esse processo

As eleições para a presidência do Senado e da Câmara acontecem no mesmo dia, mas quem irá ocupar a Presidência do Senado em 2019 e 2020? Teremos essa resposta no dia 1º de fevereiro, data em que também será a posse dos parlamentares eleitos em outubro de 2018. O presidente do Senado tem diversas funções, dentre elas a função de presidente do Congresso Nacional e porta-voz do parlamento brasileiro junto à sociedade. Mas e ai? Ta curioso pra saber como é esse processo? O Diário do Poder te conta, acompanhe:
23/01/2019

Os países mais e menos perigosos para se viajar, de acordo com o Itamaraty

Viagens internacionais

Os países mais e menos perigosos para se viajar, de acordo com o Itamaraty

O Portal do Itamaraty, classifica todos os países do mundo de acordo com cinco níveis de recomendação

O Portal do Itamaraty, classifica todos os países do mundo de acordo com cinco níveis de recomendação. Para a classificação, são considerados diversos pontos, como a realidade local, casos de violência, ameaças à saúde do turistas, além de diferenças culturais, sociais e políticos que possam ter impactado na vida do estrangeiro e outros critérios objetivos, como a existência de Consulados ou Embaixadas no Brasil. Ameaças bélicas, catástrofes naturais, deficiências de infraestrutura, etc., tudo é avaliado para o nosso conforto dentro do país. Então, se você está pensando em viajar para fora do Brasil mas ainda não decidiu qual país quer conhecer, deveria dar uma olhada no infográfico a seguir, e ver quais são as melhores e piores opções.