19/01/2019

Centro de Lançamento de Alcântara e o setor espacial são temas de estudo

BRASIL E FOGUETES

Centro de Lançamento de Alcântara e o setor espacial são temas de estudo

Texto traz discussões relevantes referentes à utilização do Centro de Lançamento de Alcântara

O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), entendendo a importância do setor espacial para o Brasil, publicou recentemente um Texto para Discussão. O texto é o “TD nº 2.423 – O Centro de Lançamento de Alcântara (MA): abertura para o mercado internacional de satélites e salvaguardas para a soberania nacional”. Os autores são Israel de Oliveira, coordenador de estudos do IPEA; Rogério Luiz Veríssimo Cruz, da Agência Espacial Brasileira; Giovanni Roriz Lyra Hilldebrand e Matheus Augusto Soares, pesquisadores do IPEA. O texto traz discussões relevantes referentes à utilização do Centro de Lançamento de Alcântara, atualmente tão presente na mídia, e que pode colocar o Brasil entre os poucos países que possuem centros de lançamento comerciais. Além de abordar os aspectos históricos do Programa Espacial Brasileiro (PEB), com suas principais conquistas nos segmentos de satélites e de veículos lançadores, o estudo também discute os condicionantes e as oportunidades que a utilização do Centro de Lançamento de Alcântara pode proporcionar. Como condicionante, o TD discute e explica o que são os acordos de salvaguardas tecnológicas (AST), que vêm sendo discutidos no Brasil desde 2003. O AST com os Estados Unidos é essencial para garantir a operação comercial do Centro, uma vez que esse acordo serve para garantir a proteção das tecnologias estrangeiras que venham a ser utilizadas por satélites ou veículos lançadores em Alcântara (MA). Também são apresentados, oportunamente, os modelos de negócio com relação a centros de lançamentos adotados por outros países, tais como Estados Unidos, Índia, Reino Unido, Rússia, França e China. Esses exemplos são fundamentais para se pensar na estratégia que o Brasil deverá adotar para explorar o seu centro de lançamento. Embora se tenha em mente que o Brasil deverá construir uma solução específica, respeitando seu regramento jurídico, a experiência de outros países pode ajudar na construção de uma solução mais eficaz. A pesquisa também aborda a questão fundiária, ainda a ser resolvida para a plena consolidação da área do Centro. Cabe destacar que já é possível que o Centro realize atividades comerciais de lançamento com a área hoje destinada a ele. A área adicional pleiteada serviria para a criação de novos sítios e para atrair empresas, que ali implantariam estruturas dedicadas a cada veículo lançador de seu interesse. Transversal O setor espacial é um segmento completamente transversal, que gera impactos e spinoffs em praticamente toda a cadeia de valor econômica. Transformar o Centro de Lançamento de Alcântara em um centro operacional comercial trará benefícios na forma de geração de renda, emprego e desenvolvimento regional, não somente para a cidade de Alcântara, mas também para o seu entorno e para o Brasil. Nesse sentido, cabe destacar a iniciativa da Agência Espacial Brasileira de negociar com a Secretaria de Aviação Civil, o zoneamento civil-militar do aeródromo localizado em Alcântara. O zoneamento, cujas obras se iniciam ainda em 2019, permitirá a modernização do aeroporto, item de infraestrutura essencial para garantir acesso eficiente e de baixo custo ao Centro de Lançamento de Alcântara. O Texto para Discussão pode ser acessado na integra pelo link: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2423.pdf Para saber mais sobre o Centro de Lançamento de Alcântara, o mercado de satélites e as perspectivas para o uso comercial do Centro, conheça aqui o Relatório Técnico divulgado pela Agência Espacial.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
19/01/2019

Governos do PT usaram o BNDES para criar o ‘crime perfeito’ de corrupção

Crime perfeito

Governos do PT usaram o BNDES para criar o ‘crime perfeito’ de corrupção

Financiamentos eram reservados a ditaduras sem órgãos de controle

A “exportação de serviços” custeada pelo Tesouro Nacional via BNDES foi criada pelo governo FHC, em 1998, para driblar a exigência constitucional de submeter ao Senado financiamentos no exterior com dinheiro público. Mas a invenção da tecnocracia tucana foi sofisticada nos governos do PT, com o “crime perfeito” de financiar ditaduras sem órgãos de controle, tipo TCU, que resultou na chocante ‘lista BNDES’, divulgada nesta sexta (18), de obras no exterior com dinheiro público. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O Tesouro Nacional passou a financiar obras bilionárias lá fora, a juros irrisórios e carência de mais de vinte anos, em contratos secretos. A única condição imposta às ditaduras financiadas era a obra ser feita por empreiteira brasileira, e sem licitação. Quase sempre, a Odebrecht. O valor saía do Tesouro, fazia “pit-stop” no BNDES e acabava na conta da empreiteira no Brasil, em reais. Sem passar pelo crivo do Senado. A lista do “crime perfeito”, com dinheiro do BNDES, saiu nesta sexta (18). Só a Odebrecht, empreiteira favorita de Lula, levou R$18 bilhões.
19/01/2019

Sindicatos tentam obter dinheiro com chantagem contra quem não lhes paga

Que tipo de gente...

Sindicatos tentam obter dinheiro com chantagem contra quem não lhes paga

Pelegada quer excluir dos acordos coletivos quem não paga 'contribuição'

É criminosa a manobra de sindicalistas para “compensar” a perda de receita após a reforma trabalhista. Ameaçam excluir dos benefícios obtidos em negociações, inclusive reajustes, os trabalhadores que não pagam imposto ou “contribuição” sindical. A medida imaginada pelos pelegos é inconstitucional e não resistiria à Justiça, mas a tentativa de extorsão revela o tipo de gente que controla o movimento sindical. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. A lei que instituiu a reforma trabalhista determina que a cobrança só pode ser feita com a prévia autorização de cada trabalhador. Os pelegos, que construíram fortunas pessoais com os R$3,5 bilhões anuais do imposto obrigatório, alegam que perderam 90% da receita. Muitos sindicatos viraram forma de achacar incautos e tornar vigaristas milionários. O Brasil tem hoje 93% de todos os sindicatos do mundo.
18/01/2019

Francisco Maia eleito para exercer em definitivo a presidência da Fecomércio-DF

Sucessão na Fecomércio-DF

Francisco Maia eleito para exercer em definitivo a presidência da Fecomércio-DF

Decisão foi do conselho de representantes por 16 votos a 10

Em reunião extraordinária realizada nesta sexta-feira (18), às 18h30, o Conselho de Representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal decidiu, por 16 votos a 10, manter o empresário Francisco Maia no cargo de presidente da Fecomércio-DF durante toda a gestão atual, que vai até julho de 2022. Com a renúncia de Adelmir Santana, foi necessário convocar os conselheiros para cumprir os procedimentos de substituição previstos pela entidade. Seguindo o que determina o Estatuto, a maioria do Conselho entendeu que a Diretoria em exercício já havia sido eleita, em maio do ano passado, para cumprir um mandato de quatro anos, não sendo necessária nova eleição. Dessa forma, os cargos vagos serão ocupados conforme a escala hierárquica de sucessão. “Darei aos conselheiros, diretores e colaboradores do Sistema Fecomércio-DF todo o meu empenho e dedicação. Todos terão espaço nesse mandato, prioritariamente os sindicatos”, afirmou o presidente Francisco Maia. “Trabalharei fortemente em defesa dos setores de comércio, serviços e turismo. Vamos renovar, equilibrar e fortalecer a Fecomércio-DF, sempre lutando por Brasília e pelo seu desenvolvimento”, completou. Como presidente do Sistema Fecomércio no Distrito Federal, automaticamente Francisco Maia também passa a ser presidente dos conselhos regionais do Sesc e do Senac, além de presidente do Instituto Fecomércio. Com a decisão do Conselho de Representantes, a primeira, segunda e terceira vice-presidências terão como titulares, respectivamente, os empresários Edson de Castro, Antônio Tadeu Peron e Alexandre Augusto Bitencourt. O empresário Álvaro Silveira Júnior passa a ocupar a lista dos dez vice-presidentes gerais e Cristiane Carvalho Mendes se torna uma das diretoras adjuntas. A Fecomércio-DF é considerada a principal entidade representativa dos setores de comércio, serviços e turismo em Brasília. Possui 26 sindicatos filiados e dois associados, que, juntos, representam mais de 90 mil empresas responsáveis por 93% do PIB privado do DF. Maranhense que optou por Brasília Nascido em Teresina (PI), Francisco Maia Farias foi criado em São Luís (MA) até os 13 anos, quando se mudou para Brasília em 1963 e adotou a cidade para viver. Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), trabalhou nos principais veículos de comunicação da cidade durante a década de 70, tendo passado por Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e Diário de Brasília, até virar empresário e montar seu próprio negócio na área de comunicação social. Foi pioneiro no segmento de produtoras de vídeo e, posteriormente, virou empreendedor no setor de eventos e hotelaria. Casado há 44 anos com sua esposa Solange Pinheiro Farias, tem três filhos e seis netos. Há 21 anos, Francisco Maia também faz parte da Diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), tendo se tornado o atual presidente da entidade, e há oitos anos é o presidente do Sindicato das Empresas de Promoção de Eventos do DF (Sindeventos), também foi vice-presidente no Sindicato das Empresas de Turismo do Distrito Federal (Sindetur-DF) por quatro anos e é o atual presidente da Câmara de Turismo e Hospitalidade da Federação. Seu mandato como presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio) vai até julho de 2022.
18/01/2019

Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato implicar Lula, diz Palocci em delação

Fura-olho

Dilma ‘deu corda’ para Lava Jato implicar Lula, diz Palocci em delação

Segundo Palocci, havia 'ruptura' e havia dois grupos distintos dentro do PT

O ex-ministro Antonio Palocci, delator da Operação Lava Jato, relatou que a ex-presidente Dilma Rousseff “deu corda para o aprofundamento das investigações” da operação Lava Jato para implicar o ex-presidente Lula. Segundo Palocci, havia uma “ruptura” entre Lula e Dilma e dois grupos distintos tinham sido formados dentro do PT. Ele diz que a “briga” entre os dois começou com a indicação de Graça Foster para a presidência da Petrobras. A nomeação de Graça, segue Palocci, representava “meios de Dilma inviabilizar o financiamento eleitoral dos projetos de Lula retornar à Presidência”. O ex-ministro relatou que, naquele momento, Dilma tentava se afastar do controle de Lula. ​”Deve ser relembrado que [o ex-presidente da estatal Sérgio] Gabrielli era íntimo de Lula, ao passo que Graça era íntima de Dilma. Não havia qualquer intimidade entre Lula a Graça e a relação entre Dilma e Gabrielli comportava permanentes atritos.” Palocci afirma que, com o avanço da Lava Jato, a única preocupação de Lula era preservar a própria imagem. Lula “relembrava que Dilma era a presidente do conselho de administração da estatal na época de grande parte dos fatos apurados”. O ex-ministro diz que chegou a perguntar ao ex-presidente: “Por que você não pega o dinheiro de uma palestra e paga o seu tríplex?”. E que Lula teria respondido que um apartamento na praia não caberia em sua biografia. As informações estão em um dos termos de colaboração da delação fechada por Palocci com a Polícia Federal de Curitiba. O depoimento foi anexado ao inquérito da PF sobre a Usina de Belo Monte.(Folhapress)
18/01/2019

Bolsa fecha semana em alta e índice de desempenho bate recorde

Cotações

Bolsa fecha semana em alta e índice de desempenho bate recorde

Dólar encerra período com valorização de 0,23%

O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou a semana com novo recorde nominal, alcançando 96.096 pontos, o que representa alta de 0,78% em relação ao pregão anterior. Ontem (17), o índice chegou a 95.351 – maior pontuação registrada até então. O Ibovespa acumula alta de 5,58%, considerando o fechamento do índice entre 2 de janeiro, primeiro dia de funcionamento da B3 em 2019, e esta sexta-feira (18).(ABr)
18/01/2019

Bairro de Maceió que ameaça desmoronar terá evacuação simulada em fevereiro

Plano de contingência

Bairro de Maceió que ameaça desmoronar terá evacuação simulada em fevereiro

Fissuras já provocaram a saída de 150 das famílias do Pinheiro, em Maceió

Um Plano de Contingência foi apresentado nesta sexta-feira (18) para ações emergenciais no bairro atingido por tremores de terra e fissuras em Maceió (AL) e marcou para 15h do dia 23 de fevereiro uma simulação de evacuação da área de risco. O socorro emergencial simulado para moradores do bairro do Pinheiro terá a participação de 600 profissionais no evento preventivo, com ponto de concentração no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa). Em nota conjunta dos órgãos de Defesa Civil do Município, do Estado e do Governo Federal, o engenheiro da Defesa Civil Nacional, Rafael Machado, destacou que o Plano é um documento padrão exigido legalmente. “É muito importante a população ficar ciente de que o Plano de Contingência é um instrumento gerencial, administrativo e padrão de convivência com os riscos. É normal para toda e qualquer situação emergencial, previsto em lei. Não é excepcional ao caso do Pinheiro”, reforça o técnico da Defesa Civil Nacional. A Sala de Comando será instalada no 59º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército, na Avenida Fernandes Lima, e haverá seis pontos de encontro estão no entorno das 26 áreas consideradas de risco, segundo avaliação de pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil(CPRM). No caso de ativação do Plano de Contingência, os pontos de encontro são o estacionamento da Casa Vieira do Farol, a rua entre as concessionárias Wolksvagem e Hyundai (Avenida Fernandes Lima), a Cepa (Avenida Fernandes Lima), a sede do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas (Mutange), a Praça Lucena Maranhão (Bebedouro) e o Terminal do Sanatório. A programação de encontros agendados para alinhar a logística e de ações operacionais para o evento preventivo prevê reuniões do grupo de trabalho nos dias 05 de fevereiro e 21 de fevereiro, às 9h, na Sala de Comando do Exército. Joelinton Barbosa, morador do Pinheiro, falou sobre o acompanhamento das ações. “Fomos convidados para todas as reuniões e estamos acompanhando tudo. Existe todo um cuidado dos órgãos que estão à frente desse processo. É de fundamental importância o Plano de Contingência para que cada um entenda sua responsabilidade e para que ele seja bem aplicado para não gerar riscos e pânico”, avaliou o morador. A fala do morador reflete o fenômeno repentino que se deu nestas primeiras semanas de 2019, quando, de repente, da falta de informação, surgiu informação de várias fontes oficiais em grande volume. Não há nada conclusivo para explicar e resolver o avanço das rachaduras ampliadas desde as chuvas de fevereiro e março do ano passado. Mas os dados estão sendo importantes para conter a onda de boatos e incitação de pânico ainda difundida pelas redes sociais e aplicativos de mensagem. Ações institucionais O Plano de Contingência é um instrumento legal determinado pelo Governo Federal para qualquer situação de risco à população e é uma das ações articuladas pela Prefeitura de Maceió dentro do trabalho para identificar as causas do surgimento de fissuras no bairro Pinheiro. O documento vem sendo elaborado desde o ano passado, quando o Município iniciou as tratativas com a União a fim de esclarecer o fenômeno. E foi apresentado nesta sexta-feira (18), no Palácio República dos Palmares, sede do governo estadual. Multidisciplinar e interinstitucional, o plano conta com contribuições de órgãos federais, estaduais e municipais. “O documento organiza as ações caso seja necessário a adoção de medidas emergenciais. Desde o momento que se decreta estado de emergência, a região está sendo monitorada e tem que ter um Plano, que reúne todas as instituições para dar atenção à população”, afirmou o secretário de Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos. Outras duas etapas ainda devem ser realizadas para que o Plano seja oficializado com a assinatura dos titulares de todas as instituições envolvidas. Em linhas gerais, conforme alinhamento entre as equipes do Governo Federal, do Governo do Estado e da Prefeitura de Maceió, o Plano ficará subdividido em duas partes. A assistência e atendimento à população ficarão sob a responsabilidade da Defesa Civil Municipal, por meio das secretarias municipais. Já nas repostas em situações de emergência, em necessidade de atendimento imediato, a atuação será coordenada pela Defesa Civil Estadual, por meio de forças policiais. “O Plano se faz necessário. É um somatório de todos os entes federativos. O trabalho do Município no Plano de Contingência já começou com cadastramento, retirando as pessoas das áreas de risco, buscando recursos com o Governo Federal e o apoio do Governo Estadual para que caso haja necessidade, estejamos prontos para dar a resposta e salvar todos. Vamos realizar um simulado com a população do Pinheiro para que, em caso de evacuação, todos saibam como agir”, explicou o Tenente Coronel Moisés Melo, coordenador estadual de Defesa Civil de Alagoas. Números A região do bairro Pinheiro foi subdividida em quatro áreas levando em consideração o risco de subsidência, que representa a possibilidade de acomodação do solo. Ao todo, o Serviço Geológico do Brasil listou 26 áreas, divididas em muito alto risco (493 imóveis), alto risco (1.158 imóveis), médico risco (325 imóveis) e baixo risco (3.456 imóveis), totalizando 5.432 imóveis na região afetada pelas fissuras. Nesta região, a população é de 20.099 habitantes. Em relação à evacuação preventiva dos imóveis, a recomendação foi emitida a 178 proprietários de imóveis, sendo sete casas e 172 apartamentos nos Conjuntos Divaldo Suruagy, Jardim Acácia e Potengy. A Defesa Civil recomendou a retirada das famílias e, aos poucos, os moradores estão deixando seus imóveis como medida de segurança. Para garantir o auxílio moradia, as famílias foram cadastradas pela Defesa Civil de Maceió e toda a documentação está sendo encaminhada para o Governo Federal. Parte dos recursos foi  liberada pela União nesta sexta-feira (18) e outros moradores também serão contemplados em lotes futuros, conforme divulgou o Ministério de Desenvolvimento Regional. Clique no mapa abaixo e veja a situação de risco na região: A Defesa Civil esclarece ainda que qualquer alteração do mapa de instabilidade do Pinheiro será amplamente informada à população por meio dos canais oficiais de comunicação da Prefeitura de Maceió, do Governo de Alagoas e do Governo Federal, não havendo, portanto, razão para pânico ou evacuação sem orientação dos órgãos de Defesa Civil. Para mais informações sobre a ação emergencial no bairro do Pinheiro, acesse: http://www.mi.gov.br/defesacivil http://www.defesacivil.al.gov.br/defesa_civil www.maceio.al.gov.br/defesacivil (Com informações da Secom Maceió)
18/01/2019

Presidente Bolsonaro assina Medida Provisória contra fraudes no INSS

Resgatar a eficiência

Presidente Bolsonaro assina Medida Provisória contra fraudes no INSS

Objetivo do governo com a medida é dar mais eficiência ao serviço prestado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social

O primeiro passo para a concretização da Reforma da Previdência, se deu na tarde desta sexta-feira (18) com assinatura do presidente Jair Bolsonaro na Medida Provisória (MP) antifraudes previdenciárias. Objetivo do governo com a medida é dar mais eficiência ao serviço prestado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), combatendo as fraudes, por meio de uma reavaliação nos benefícios. Vão passar por um pente-fino, os benefícios que estão há mais de seis meses sem perícia, aqueles sem prazo para o fim da concessão e os de natureza assistencial, trabalhista e tributária. Os peritos do INSS vão receber um pagamento bônus de R$ 57,50 por cada perícia. A expectativa do governo é economizar R$ 9 bilhões, conforme afirmou o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. “O foco dessa MP é a melhoria da gestão e eficiência. Serão direcionados cerca de R$ 300 milhões para esse combate e a expectativa é fazer economia para os cofres públicos de R$ 9 bilhões”. O texto será publicado em edição extra do Diário Oficial da União, entra em vigor de forma imediata, com validade de três meses, prorrogáveis por igual período, entretanto, falta a aprovação do Congresso Nacional. O governo trabalha com o prazo de dois anos, até 2020 para que o mutirão deve ser finalizado.
18/01/2019

Bolsonaro assina MP para combater fraudes na Previdência

Economia de R$ 9,8 bilhões

Bolsonaro assina MP para combater fraudes na Previdência

O texto também altera regras de concessão de benefícios, como auxílio-reclusão, pensão por morte e aposentadoria rural

O presidente Jair Bolsonaro assinou na tarde de hoje (18) uma medida provisória (MP) para combater fraudes previdenciárias. O texto altera regras de concessão de benefícios, como auxílio-reclusão, pensão por morte e aposentadoria rural. Além disso, prevê a revisão de uma série de benefícios e “processos com suspeitas de irregularidades” concedidos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Segundo o governo federal, a nova MP vai gerar uma economia de R$ 9,8 bilhões nos primeiros 12 meses de vigência. De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o governo deve investir um total de R$ 300 milhões para colocar em prática o trabalho de revisão. O texto será publicado em edição extra do Diário Oficial da União e entra em vigor de forma imediata, com validade de 90 dias, prorrogáveis por igual período, mas precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional. Bolsonaro assinou a MP às vésperas da viagem que fará a Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial, a partir do próximo domingo (20). Ele deve aproveitar a ocasião para analisar alternativas para a proposta de reforma da Previdência, que o governo pretende apresentar ao Congresso Nacional em fevereiro. (ABr)
18/01/2019

Palocci diz que entregou a Lula maços de dinheiro vivo da Odebrecht

Em caixa de uísque

Palocci diz que entregou a Lula maços de dinheiro vivo da Odebrecht

Ex-ministro e homem de confiança de Lula fez acordo de delação premiada

O ex-ministro Antonio Palocci declarou, em colaboração premiada firmada com a Polícia Federal, que o ex-presidente Lula recebeu propina da Odebrecht, em espécie, no ano de 2010, por diversas vezes. Os valores variavam de R$ 30 mil a R$ 80 mil, segundo o delator. Palocci afirmou também que ele próprio chegou a entregar a Lula o dinheiro da propina da Odebrecht em caixas de uísque e de celular. O ex-ministro disse ainda que o ex-presidente pedia a ele para não comentar nada com ninguém sobre os pagamentos da empreiteira e que a verba seria para custear despesas do ex-presidente. A colaboração premiada diz respeito a um inquérito da PF que investiga irregularidades na construção da Usina de Belo Monte e foi a primeira a ser fechada por Palocci. O depoimento foi prestado em 13 de abril de 2018, e a delação foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em junho do ano passado. Nesta quinta-feira, 17, o depoimento foi anexado ao inquérito da PF, que tramita em sigilo. O episódio da caixa de celular aconteceu no Terminal da Aeronáutica em Brasília (DF), durante a campanha de 2010.Segundo Palocci, foram entregues R$ 50 mil ao ex-presidente. Um ex-motorista de Palocci chamado Claudio Souza Gouveia, ouvido pela PF em agosto do ano passado no inquérito sobre a Usina de Belo Monte, diz ter testemunhado o encontro. Também foram R$ 50 mil em propina dentro da caixa de uísque. “Em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a Lula dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega”, diz trecho do inquérito. De acordo com Palocci, essa cobrança do ex-presidente a caminho do aeroporto foi presenciada por outro motorista, chamado Carlos Pocente, que inclusive brincou perguntando se toda aquela cobrança de Lula era apenas pela garrafa de uísque. Pocente também foi ouvido pela PF no inquérito. Palocci também declarou que levou pacotes de dinheiro vivo correspondentes a R$ 30 mil, R$ 40 mil e R$ 80 mil recebidos da Odebrecht e retirados por Branislav Kontic, assessor do ex-ministro. A defesa de Lula ainda não se manifestou sobre as denúncias. Em outras ocasiões, os advogados afirmaram que Palocci mentiu para sair da prisão.
18/01/2019

Ministro envia ajuda a 80 famílias de bairro com 20 mil ameaçados por fissuras, em Maceió

Riscos de desabamento

Ministro envia ajuda a 80 famílias de bairro com 20 mil ameaçados por fissuras, em Maceió

R$ 480 mil enviados pagarão aluguel de R$ 1 mil por seis meses

Enquanto especialistas do Brasil inteiro buscam respostas para a origem de tremores e fissuras que levaram apreensão a mais de 20 mil pessoas no bairro do Pinheiro, em Maceió (AL), o Governo Federal autorizou, nesta sexta-feira (18), o início do repasse financeiro para a ajuda humanitária às famílias de imóveis com maior risco de desabamento e recomendação para desocupar suas residências. A liberação de R$ 480 mil em verbas federais para 80 famílias foi oficializada em portaria assinada pelo ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto, publicada no Diário Oficial da União. Este primeiro lote do repasse contempla 80 famílias que tiveram os imóveis mais danificados e classificadas como de maior risco. O valor para cada proprietário será de R$ 1 mil mensal por seis meses, segundo o Ministério do do Desenvolvimento Regional (MDR). O repasse inicial foi autorizado uma semana depois de o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) atender ao apelo do prefeito de Maceió (AL) Rui Palmeira (PSDB) e determinar atenção especial do Governo Federal para socorrer os maceioenses e obter respostas para o fenômeno que pode estar ligado à exploração de sal-gema pela Braskem na região que possui uma falha tectônica. E a multinacional tenta provar as causas das rachaduras e tremores de terra. A Prefeitura de Maceió informou que outros moradores devem receber o benefício, nos próximos dias, com nova liberação de recursos para atender a população, conforme a evolução dos danos e nível de risco. “A liberação dos recursos da ajuda humanitária garante o auxílio moradia às famílias que tiveram de deixar seus imóveis por recomendação da Defesa Civil como uma medida preventiva. Seguimos com as tratativas com a União, tivemos a garantia de total apoio em recursos financeiros, técnicos e operacional para resolver a situação, como anunciou o presidente Jair Bolsonaro. Sabemos da complexidade do caso, mas temos certeza de que todos os especialistas estão bastante engajados para os devidos esclarecimentos. Seguiremos com o nosso trabalho para garantir, junto ao Governo Federal, a assistência necessária à população”, disse o prefeito Rui Palmeira. A Defesa Civil Estadual e Municipal divulgaram hoje que, dentro da área vermelha, com risco muito alto de acomodação do solo, estão 1.824 pessoas em 493 residências. Na área laranja, de risco alto, estão 4.285 pessoas em 1.158 residências. Na amarela, de risco médio, estão 1.203 pessoas em 325 residências. Na área apontada como de baixo risco, foram registradas 12.787 pessoas em 3.456 residências. No total, o problema atinge direta e indiretamente 20.099 pessoas em 5.432 residências. Cadastramento Os recursos para ajuda humanitária são decorrentes da situação de emergência do bairro Pinheiro, cujo decreto foi publicado pela Prefeitura de Maceió e reconhecido pelo Governo Federal, em dezembro do ano passado. Para que as famílias tenham acesso ao benefício, foi necessário um cadastro com a apresentação de documentação pessoal e de comprovação de posse do imóvel que teve a recomendação de evacuação devido ao risco pelas fissuras na infraestrutura. Titular da Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos ressalta que este lote contemplou as primeiras famílias que deixaram seus imóveis após a receberem a orientação de técnicos do órgão. O gestor atualizou os números de evacuações e explicou que todos moradores que estiverem nesta situação também serão incluídos nas próximas etapas do cadastro do Governo Federal. “Nossas equipes estão diariamente nas ruas para fazer avaliações conforme a Defesa Civil é acionada pela população. Fizemos os primeiros cadastros e, à medida que for necessário, vamos encaminhar toda a documentação das famílias com a solicitação dos recursos para a ajuda humanitária. Ao todo recomendamos a evacuação de 178 imóveis, sendo sete casas e 172 apartamentos nos conjuntos Divaldo Suruagy, Jardim Acácia e Potengy”, disse Dinário Lemos. A Defesa Civil orienta que qualquer alteração em relação à infraestrutura nos imóveis da região a população deve acionar o órgão por meio do número 0800 030 6205. (Com informações da Ascom Semds)
19/01/2019

O sem-audiência

O sem-audiência

Depois de meses sem conseguir ser recebido pelo então ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), o deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL) não contou conversa: saiu da recepção do ministro, foi a uma loja, comprou dez metros quadrados de lona preta e voltou. Sem dizer nada, começou a estender a lona no hall do ministério. Indagado por funcionários, esclareceu: iria acampar ali mesmo, até ser recebido pelo ministro. Patrus apareceu em sua frente no tempo recorde de 60 segundos.
19/01/2019

O sem-audiência

O sem-audiência

Depois de meses sem conseguir ser recebido pelo então ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), o deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL) não contou conversa: saiu da recepção do ministro, foi a uma loja, comprou dez metros quadrados de lona preta e voltou. Sem dizer nada, começou a estender a lona no hall do ministério. Indagado por funcionários, esclareceu: iria acampar ali mesmo, até ser recebido pelo ministro. Patrus apareceu em sua frente no tempo recorde de 60 segundos.
27/12/2018

Cláudio Humberto comenta os destaques da política desta quinta-feira (27/12/18)

Bastidores do Poder (AO VIVO)

Cláudio Humberto comenta os destaques da política desta quinta-feira (27/12/18)

O programa Bastidores do Poder é apresentado por Fábio Pannunzio, Thays Freitas, Pedro Campos e por Cláudio Humberto, que fala direto de Brasília. Os colunistas Luís Paulo Rosenberg e Gesner Oliveira fazem a análise dos fatos econômicos que mais influencia a vida do brasileiro. De segunda a sexta, às 17h.
26/12/2018

Cláudio Humberto comenta os destaques da política desta quarta-feira (26/12/18)

Bastidores do Poder (AO VIVO)

Cláudio Humberto comenta os destaques da política desta quarta-feira (26/12/18)

O programa Bastidores do Poder é apresentado por Fábio Pannunzio, Thays Freitas, Pedro Campos e por Cláudio Humberto, que fala direto de Brasília. Os colunistas Luís Paulo Rosenberg e Gesner Oliveira fazem a análise dos fatos econômicos que mais influencia a vida do brasileiro. De segunda a sexta, às 17h.
18/01/2019

Senador Rodrigo Cunha elogia mobilização de moradores de bairro com fissuras

Tremores em Maceió

Senador Rodrigo Cunha elogia mobilização de moradores de bairro com fissuras

Parlamentar diz que monitora situação do Pinheiro há quase um ano

O deputado estadual e senador eleito mais votado de Alagoas, Rodrigo Cunha (PSDB-AL), recebeu hoje moradores do bairro do Pinheiro e prometeu buscar através de seu novo mandato uma solução célere para os problemas de fissuras no solo e em imóveis que ameaçam desmoronar em Maceió (AL). Em seu gabinete na Assembleia Legislativa, o parlamentar elogiou representantes do Movimento SOS Pinheiro pela mobiliação social no momento de aflição e incertezas que atraiu a atenção especial do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que determinou esforço dos órgãos federais para dar respostas e soluções para o fenômeno registrado há cerca de dez anos e agravado por tremores de terra ocorridos em fevereiro e março de 2018. “Acompanho e monitoro, há quase um ano, a situação enfrentada pelos moradores do bairro do Pinheiro. Realizei, na manhã de hoje, reunião com representantes do Movimento SOS Pinheiro, que vem dando um verdadeiro exemplo de mobilização social”, escreveu Rodrigo Cunha, nas redes sociais. O senador que toma posse em fevereiro lembrou que o bairro vem, nos últimos meses, enfrentando uma verdadeira alteração da sua rotina pacífica e os moradores vem buscando conviver com a aflição de não saber qual será o futuro de seus lares. “Ciente da situação de emergência do bairro, coloquei meu mandato à disposição para buscar uma solução célere à questão, firmando o compromisso de garantir a melhor solução possível aos moradores do Pinheiro”, comprometeu-se Cunha. Além do senador tucano, o senador Fernando Collor (PROS-AL) também se manifestou ontem (17), dizendo que adota gestões para apressar o diagnóstico a ser feito pelos especialistas e também colocando seu mandato à disposição dos moradores.
18/01/2019

Bairro de Maceió que ameaça desmoronar terá evacuação simulada em fevereiro

Plano de contingência

Bairro de Maceió que ameaça desmoronar terá evacuação simulada em fevereiro

Fissuras já provocaram a saída de 150 das famílias do Pinheiro, em Maceió

Um Plano de Contingência foi apresentado nesta sexta-feira (18) para ações emergenciais no bairro atingido por tremores de terra e fissuras em Maceió (AL) e marcou para 15h do dia 23 de fevereiro uma simulação de evacuação da área de risco. O socorro emergencial simulado para moradores do bairro do Pinheiro terá a participação de 600 profissionais no evento preventivo, com ponto de concentração no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa). Em nota conjunta dos órgãos de Defesa Civil do Município, do Estado e do Governo Federal, o engenheiro da Defesa Civil Nacional, Rafael Machado, destacou que o Plano é um documento padrão exigido legalmente. “É muito importante a população ficar ciente de que o Plano de Contingência é um instrumento gerencial, administrativo e padrão de convivência com os riscos. É normal para toda e qualquer situação emergencial, previsto em lei. Não é excepcional ao caso do Pinheiro”, reforça o técnico da Defesa Civil Nacional. A Sala de Comando será instalada no 59º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército, na Avenida Fernandes Lima, e haverá seis pontos de encontro estão no entorno das 26 áreas consideradas de risco, segundo avaliação de pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil(CPRM). No caso de ativação do Plano de Contingência, os pontos de encontro são o estacionamento da Casa Vieira do Farol, a rua entre as concessionárias Wolksvagem e Hyundai (Avenida Fernandes Lima), a Cepa (Avenida Fernandes Lima), a sede do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas (Mutange), a Praça Lucena Maranhão (Bebedouro) e o Terminal do Sanatório. A programação de encontros agendados para alinhar a logística e de ações operacionais para o evento preventivo prevê reuniões do grupo de trabalho nos dias 05 de fevereiro e 21 de fevereiro, às 9h, na Sala de Comando do Exército. Joelinton Barbosa, morador do Pinheiro, falou sobre o acompanhamento das ações. “Fomos convidados para todas as reuniões e estamos acompanhando tudo. Existe todo um cuidado dos órgãos que estão à frente desse processo. É de fundamental importância o Plano de Contingência para que cada um entenda sua responsabilidade e para que ele seja bem aplicado para não gerar riscos e pânico”, avaliou o morador. A fala do morador reflete o fenômeno repentino que se deu nestas primeiras semanas de 2019, quando, de repente, da falta de informação, surgiu informação de várias fontes oficiais em grande volume. Não há nada conclusivo para explicar e resolver o avanço das rachaduras ampliadas desde as chuvas de fevereiro e março do ano passado. Mas os dados estão sendo importantes para conter a onda de boatos e incitação de pânico ainda difundida pelas redes sociais e aplicativos de mensagem. Ações institucionais O Plano de Contingência é um instrumento legal determinado pelo Governo Federal para qualquer situação de risco à população e é uma das ações articuladas pela Prefeitura de Maceió dentro do trabalho para identificar as causas do surgimento de fissuras no bairro Pinheiro. O documento vem sendo elaborado desde o ano passado, quando o Município iniciou as tratativas com a União a fim de esclarecer o fenômeno. E foi apresentado nesta sexta-feira (18), no Palácio República dos Palmares, sede do governo estadual. Multidisciplinar e interinstitucional, o plano conta com contribuições de órgãos federais, estaduais e municipais. “O documento organiza as ações caso seja necessário a adoção de medidas emergenciais. Desde o momento que se decreta estado de emergência, a região está sendo monitorada e tem que ter um Plano, que reúne todas as instituições para dar atenção à população”, afirmou o secretário de Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos. Outras duas etapas ainda devem ser realizadas para que o Plano seja oficializado com a assinatura dos titulares de todas as instituições envolvidas. Em linhas gerais, conforme alinhamento entre as equipes do Governo Federal, do Governo do Estado e da Prefeitura de Maceió, o Plano ficará subdividido em duas partes. A assistência e atendimento à população ficarão sob a responsabilidade da Defesa Civil Municipal, por meio das secretarias municipais. Já nas repostas em situações de emergência, em necessidade de atendimento imediato, a atuação será coordenada pela Defesa Civil Estadual, por meio de forças policiais. “O Plano se faz necessário. É um somatório de todos os entes federativos. O trabalho do Município no Plano de Contingência já começou com cadastramento, retirando as pessoas das áreas de risco, buscando recursos com o Governo Federal e o apoio do Governo Estadual para que caso haja necessidade, estejamos prontos para dar a resposta e salvar todos. Vamos realizar um simulado com a população do Pinheiro para que, em caso de evacuação, todos saibam como agir”, explicou o Tenente Coronel Moisés Melo, coordenador estadual de Defesa Civil de Alagoas. Números A região do bairro Pinheiro foi subdividida em quatro áreas levando em consideração o risco de subsidência, que representa a possibilidade de acomodação do solo. Ao todo, o Serviço Geológico do Brasil listou 26 áreas, divididas em muito alto risco (493 imóveis), alto risco (1.158 imóveis), médico risco (325 imóveis) e baixo risco (3.456 imóveis), totalizando 5.432 imóveis na região afetada pelas fissuras. Nesta região, a população é de 20.099 habitantes. Em relação à evacuação preventiva dos imóveis, a recomendação foi emitida a 178 proprietários de imóveis, sendo sete casas e 172 apartamentos nos Conjuntos Divaldo Suruagy, Jardim Acácia e Potengy. A Defesa Civil recomendou a retirada das famílias e, aos poucos, os moradores estão deixando seus imóveis como medida de segurança. Para garantir o auxílio moradia, as famílias foram cadastradas pela Defesa Civil de Maceió e toda a documentação está sendo encaminhada para o Governo Federal. Parte dos recursos foi  liberada pela União nesta sexta-feira (18) e outros moradores também serão contemplados em lotes futuros, conforme divulgou o Ministério de Desenvolvimento Regional. Clique no mapa abaixo e veja a situação de risco na região: A Defesa Civil esclarece ainda que qualquer alteração do mapa de instabilidade do Pinheiro será amplamente informada à população por meio dos canais oficiais de comunicação da Prefeitura de Maceió, do Governo de Alagoas e do Governo Federal, não havendo, portanto, razão para pânico ou evacuação sem orientação dos órgãos de Defesa Civil. Para mais informações sobre a ação emergencial no bairro do Pinheiro, acesse: http://www.mi.gov.br/defesacivil http://www.defesacivil.al.gov.br/defesa_civil www.maceio.al.gov.br/defesacivil (Com informações da Secom Maceió)
18/01/2019

Ministro envia ajuda a 80 famílias de bairro com 20 mil ameaçados por fissuras, em Maceió

Riscos de desabamento

Ministro envia ajuda a 80 famílias de bairro com 20 mil ameaçados por fissuras, em Maceió

R$ 480 mil enviados pagarão aluguel de R$ 1 mil por seis meses

Enquanto especialistas do Brasil inteiro buscam respostas para a origem de tremores e fissuras que levaram apreensão a mais de 20 mil pessoas no bairro do Pinheiro, em Maceió (AL), o Governo Federal autorizou, nesta sexta-feira (18), o início do repasse financeiro para a ajuda humanitária às famílias de imóveis com maior risco de desabamento e recomendação para desocupar suas residências. A liberação de R$ 480 mil em verbas federais para 80 famílias foi oficializada em portaria assinada pelo ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto, publicada no Diário Oficial da União. Este primeiro lote do repasse contempla 80 famílias que tiveram os imóveis mais danificados e classificadas como de maior risco. O valor para cada proprietário será de R$ 1 mil mensal por seis meses, segundo o Ministério do do Desenvolvimento Regional (MDR). O repasse inicial foi autorizado uma semana depois de o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) atender ao apelo do prefeito de Maceió (AL) Rui Palmeira (PSDB) e determinar atenção especial do Governo Federal para socorrer os maceioenses e obter respostas para o fenômeno que pode estar ligado à exploração de sal-gema pela Braskem na região que possui uma falha tectônica. E a multinacional tenta provar as causas das rachaduras e tremores de terra. A Prefeitura de Maceió informou que outros moradores devem receber o benefício, nos próximos dias, com nova liberação de recursos para atender a população, conforme a evolução dos danos e nível de risco. “A liberação dos recursos da ajuda humanitária garante o auxílio moradia às famílias que tiveram de deixar seus imóveis por recomendação da Defesa Civil como uma medida preventiva. Seguimos com as tratativas com a União, tivemos a garantia de total apoio em recursos financeiros, técnicos e operacional para resolver a situação, como anunciou o presidente Jair Bolsonaro. Sabemos da complexidade do caso, mas temos certeza de que todos os especialistas estão bastante engajados para os devidos esclarecimentos. Seguiremos com o nosso trabalho para garantir, junto ao Governo Federal, a assistência necessária à população”, disse o prefeito Rui Palmeira. A Defesa Civil Estadual e Municipal divulgaram hoje que, dentro da área vermelha, com risco muito alto de acomodação do solo, estão 1.824 pessoas em 493 residências. Na área laranja, de risco alto, estão 4.285 pessoas em 1.158 residências. Na amarela, de risco médio, estão 1.203 pessoas em 325 residências. Na área apontada como de baixo risco, foram registradas 12.787 pessoas em 3.456 residências. No total, o problema atinge direta e indiretamente 20.099 pessoas em 5.432 residências. Cadastramento Os recursos para ajuda humanitária são decorrentes da situação de emergência do bairro Pinheiro, cujo decreto foi publicado pela Prefeitura de Maceió e reconhecido pelo Governo Federal, em dezembro do ano passado. Para que as famílias tenham acesso ao benefício, foi necessário um cadastro com a apresentação de documentação pessoal e de comprovação de posse do imóvel que teve a recomendação de evacuação devido ao risco pelas fissuras na infraestrutura. Titular da Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos ressalta que este lote contemplou as primeiras famílias que deixaram seus imóveis após a receberem a orientação de técnicos do órgão. O gestor atualizou os números de evacuações e explicou que todos moradores que estiverem nesta situação também serão incluídos nas próximas etapas do cadastro do Governo Federal. “Nossas equipes estão diariamente nas ruas para fazer avaliações conforme a Defesa Civil é acionada pela população. Fizemos os primeiros cadastros e, à medida que for necessário, vamos encaminhar toda a documentação das famílias com a solicitação dos recursos para a ajuda humanitária. Ao todo recomendamos a evacuação de 178 imóveis, sendo sete casas e 172 apartamentos nos conjuntos Divaldo Suruagy, Jardim Acácia e Potengy”, disse Dinário Lemos. A Defesa Civil orienta que qualquer alteração em relação à infraestrutura nos imóveis da região a população deve acionar o órgão por meio do número 0800 030 6205. (Com informações da Ascom Semds)
18/01/2019

Alvo da PF, deputada empregou marido e irmã na saída do mandato na ALE

Boquinhas da família

Alvo da PF, deputada empregou marido e irmã na saída do mandato na ALE

Deputada Thaíse Guedes foi indiciada na Sururugate por 25 crimes de peculato

A deputada estadual Thaíse Guedes (PTB-AL) mantém seu talento para fabricar escândalos até a reta final de seu mandato e, talvez, de sua carreira política. Não reeleita para o que seria seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a deputada empregou no Legislativo Estadual o seu marido, sua irmã e até uma pessoa identificada como a babá que trabalha em sua casa. As nomeações foram formalizadas no dia 2 de janeiro, mas somente foram publicadas ontem (17) no Diário Oficial, a duas semanas do fim do mandato da parlamentar indiciada pela Polícia Federal acusada de 25 crimes de peculato, no âmbito da Operação Sururugate. A partir das nomeações revogadas hoje (18) após repercussão na imprensa, os parentes da deputada receberiam salários brutos de R$ 10.702,98, com as famigeradas “gratificações por dedicação excepcional (GDEs)”que poderiam fazer os salários atingirem R$ 21 mil por cargo. Os beneficiados pelas nomeações foram o marido da deputada, Rodrigo Manuci do Carmo; e a irmã Thayane de Souza Guedes. A nomeada no mesmo dia, Rosimeire do Nascimento Azevedo foi citada como tia da deputada. E Edna Maria dos Santos Silva foi apontada como babá na casa de Thaíse Guedes. Os atos do diretor de Administração de Pessoal da ALE, Darlan Cavalcante das Neves não citam a madrinha política dos nomeados. E, com a exceção da nomeação de Rosimeire do Nascimento Azevedo, todos os atos foram revogados hoje. Em nota, a Mesa Diretora do Legislativo de Alagoas comunicou que, para efeito de nomeação, é de inteira responsabilidade dos parlamentares a indicação de seus auxiliares de gabinete. E considerou positivo o controle social dos atos praticados pela administração pública. Escândalos recorrentes Em outubro de 2017, a deputada  Thaise Guedes foi a primeira parlamentar alagoana indiciada pela PF no âmbito da Operação Sururugate, deflagrada em março daquele ano para investigar o rombo de R$ 150 milhões dos cofres do Legislativo de Alagoas. E quando deixava a Superintendência da PF em Maceió (AL), seus assessores agrediram uma equipe de reportagem da TV Gazeta, afiliada à Rede Globo. De acordo com o então superintendente da PF em Alagoas, delegado Bernardo Gonçalves, a deputada foi indiciada pela prática de 25 vezes o crime de peculato, envolvendo o desvio de mais de R$ 220 mil de recursos públicos. As investigações constataram a participação da deputada Thaise Guedes no esquema de desvio de recursos públicos por meio do pagamento de salários a funcionários fantasmas da Assembleia. A parlamentar ganhou fama nacional em reportagem do Fantástico, em 2015, flagrada pelo Ministério Público Estadual usando documentos de duas lavadeiras para desviar recursos da ALE. “Identificou-se uma servidora, por exemplo, que recebia Bolsa Família, porque realmente era pobre, e nunca recebeu esses salários. Foram aproximadamente R$ 140 mil em 13 meses. Ela sequer tinha conhecimento de que era servidora da Assembleia Legislativa. Essa testemunha contou que forneceu cópia de seus documentos pessoais para deputada, com o objetivo de conseguir um emprego no comércio local. Mas seus documentos foram utilizados sem o conhecimento dela, para a prática dessa fraude”, disse o ex-superintendente da PF, em entrevista ao vivo à TV Gazeta. Além do desvio de recursos usando documentos de pessoas que tentavam conseguir emprego, a PF disse ter provas de que a deputada tinha dois servidores vinculados ao seu gabinete, recebendo salários superiores aos valores efetivamente pagos. Nesse caso, a diferença foi de R$ 80 mil. A deputada estadual Thaise Guedes comoveu Alagoas e o Brasil durante a adolescência, após ter tido pernas e braços amputados quando foi vítima de um erro médico no diagnóstico da meningite meningocócica tipo C. A tragédia familiar que a obrigou a viver em uma cadeira de rodas, desde os 13 anos de idade, foi a mesma que deu origem a uma denúncia recebida pela Gazeta de Alagoas, em 2012. Naquele ano, a Previdência Social bloqueou um benefício social pago ilegalmente à deputada durante pelo menos quatro anos, quando ela passou a receber, como vereadora de Maceió, salário acima do limite previsto pela legislação. O valor estimado à época como recebido ilegalmente da Previdência pela era deputada era de R$ 15 mil, que seria cobrado à deputada pela União. O Diário do Poder não obteve respostas para as tentativas de contato com a deputada.
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18/01/2019

Francisco Maia eleito para exercer em definitivo a presidência da Fecomércio-DF

Sucessão na Fecomércio-DF

Francisco Maia eleito para exercer em definitivo a presidência da Fecomércio-DF

Decisão foi do conselho de representantes por 16 votos a 10

Em reunião extraordinária realizada nesta sexta-feira (18), às 18h30, o Conselho de Representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal decidiu, por 16 votos a 10, manter o empresário Francisco Maia no cargo de presidente da Fecomércio-DF durante toda a gestão atual, que vai até julho de 2022. Com a renúncia de Adelmir Santana, foi necessário convocar os conselheiros para cumprir os procedimentos de substituição previstos pela entidade. Seguindo o que determina o Estatuto, a maioria do Conselho entendeu que a Diretoria em exercício já havia sido eleita, em maio do ano passado, para cumprir um mandato de quatro anos, não sendo necessária nova eleição. Dessa forma, os cargos vagos serão ocupados conforme a escala hierárquica de sucessão. “Darei aos conselheiros, diretores e colaboradores do Sistema Fecomércio-DF todo o meu empenho e dedicação. Todos terão espaço nesse mandato, prioritariamente os sindicatos”, afirmou o presidente Francisco Maia. “Trabalharei fortemente em defesa dos setores de comércio, serviços e turismo. Vamos renovar, equilibrar e fortalecer a Fecomércio-DF, sempre lutando por Brasília e pelo seu desenvolvimento”, completou. Como presidente do Sistema Fecomércio no Distrito Federal, automaticamente Francisco Maia também passa a ser presidente dos conselhos regionais do Sesc e do Senac, além de presidente do Instituto Fecomércio. Com a decisão do Conselho de Representantes, a primeira, segunda e terceira vice-presidências terão como titulares, respectivamente, os empresários Edson de Castro, Antônio Tadeu Peron e Alexandre Augusto Bitencourt. O empresário Álvaro Silveira Júnior passa a ocupar a lista dos dez vice-presidentes gerais e Cristiane Carvalho Mendes se torna uma das diretoras adjuntas. A Fecomércio-DF é considerada a principal entidade representativa dos setores de comércio, serviços e turismo em Brasília. Possui 26 sindicatos filiados e dois associados, que, juntos, representam mais de 90 mil empresas responsáveis por 93% do PIB privado do DF. Maranhense que optou por Brasília Nascido em Teresina (PI), Francisco Maia Farias foi criado em São Luís (MA) até os 13 anos, quando se mudou para Brasília em 1963 e adotou a cidade para viver. Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), trabalhou nos principais veículos de comunicação da cidade durante a década de 70, tendo passado por Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e Diário de Brasília, até virar empresário e montar seu próprio negócio na área de comunicação social. Foi pioneiro no segmento de produtoras de vídeo e, posteriormente, virou empreendedor no setor de eventos e hotelaria. Casado há 44 anos com sua esposa Solange Pinheiro Farias, tem três filhos e seis netos. Há 21 anos, Francisco Maia também faz parte da Diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), tendo se tornado o atual presidente da entidade, e há oitos anos é o presidente do Sindicato das Empresas de Promoção de Eventos do DF (Sindeventos), também foi vice-presidente no Sindicato das Empresas de Turismo do Distrito Federal (Sindetur-DF) por quatro anos e é o atual presidente da Câmara de Turismo e Hospitalidade da Federação. Seu mandato como presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio) vai até julho de 2022.
18/01/2019

Conselho de Representantes decide manter Francisco Maia como presidente da Fecomércio-DF

Conselho de Representantes decide manter Francisco Maia como presidente da Fecomércio-DF

Seu mandato como presidente do Sistema Fecomércio-DF vai até julho de 2022

Em reunião extraordinária nesta sexta-feira (18), o Conselho de Representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal decidiu, por 16 votos a 10, manter o empresário Francisco Maia no cargo de presidente da Fecomércio-DF durante toda a gestão atual, que vai até julho de 2022. Após a renúncia de Adelmir Santana, foi necessário convocar os conselheiros para cumprir os procedimentos de substituição previstos pela entidade. Seguindo o que determina o Estatuto, a maioria do Conselho entendeu que a Diretoria em exercício já havia sido eleita, em maio do ano passado, para cumprir um mandato de quatro anos, não sendo necessária nova eleição. Dessa forma, os cargos vagos serão ocupados conforme a escala hierárquica de sucessão. “Darei aos conselheiros, diretores e colaboradores do Sistema Fecomércio-DF todo o meu empenho e dedicação. Todos terão espaço nesse mandato, prioritariamente os sindicatos”, afirmou o presidente Francisco Maia. “Trabalharei fortemente em defesa dos setores de comércio, serviços e turismo. Vamos renovar, equilibrar e fortalecer a Fecomércio-DF, sempre lutando por Brasília e pelo seu desenvolvimento”, completou. Como presidente do Sistema Fecomércio no Distrito Federal, automaticamente Francisco Maia também passa a ser presidente dos conselhos regionais do Sesc e do Senac, além de presidente do Instituto Fecomércio. Com a decisão do Conselho de Representantes, a primeira, segunda e terceira vice-presidências terão como titulares, respectivamente, os empresários Edson de Castro, Antônio Tadeu Peron e Alexandre Augusto Bitencourt. O empresário Álvaro Silveira Júnior passa a ocupar a lista dos dez vice-presidentes gerais e Cristiane Carvalho Mendes se torna uma das diretoras adjuntas. A Fecomércio-DF é considerada a principal entidade representativa dos setores de comércio, serviços e turismo em Brasília. Possui 26 sindicatos filiados e dois associados, que, juntos, representam mais de 90 mil empresas responsáveis por 93% do PIB privado do DF. Biografia Francisco Maia Nascido em Teresina (PI), Francisco Maia Farias foi criado em São Luís (MA) até os 13 anos, quando se mudou para Brasília em 1963 e adotou a cidade para viver. Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), trabalhou nos principais veículos de comunicação da cidade durante a década de 70, tendo passado por Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e Diário de Brasília, até virar empresário e montar seu próprio negócio na área de comunicação social. Foi pioneiro no segmento de produtoras de vídeo e, posteriormente, virou empreendedor no setor de eventos e hotelaria. Casado há 44 anos com sua esposa Solange Pinheiro Farias, tem três filhos e seis netos. Há 21 anos, Francisco Maia também faz parte da Diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), tendo se tornado o atual presidente da entidade, e há oitos anos é o presidente do Sindicato das Empresas de Promoção de Eventos do DF (Sindeventos), também foi vice-presidente no Sindicato das Empresas de Turismo do Distrito Federal (Sindetur-DF) por quatro anos e é o atual presidente da Câmara de Turismo e Hospitalidade da Federação.
18/01/2019

Ibaneis garante que vai ‘entrar com ação’ contra cada distrital, por mortes na saúde pública

Governo do DF

Ibaneis garante que vai ‘entrar com ação’ contra cada distrital, por mortes na saúde pública

O governador deseja que o projeto de lei emergencial da área da saúde seja votado na próxima semana

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha,  foi muito claro, nesta sexta-feira (18), ao avisar que vai responsabilizar os distritais, caso não ocorra a sessão extraordinária na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), na próxima semana. “Em meses, várias pessoas vão morrer. Eles escolhem o que eles querem. A partir daí, eu vou entrar com uma ação contra cada um (deputado) pela morte de cada cidadão.” Em sua conta no Twitter, Ibaneis comentou que não aguenta mais o “caos na saúde”. “Há críticas de que um projeto desse porte precisaria de meses para ser discutido. Mas em meses várias pessoas vão morrer. Eu estou cansado de ver as pessoas contando historias de morte por falta de atendimento”. Ibaneis falou sobre “enfrentamento” com o Poder Legislativo caso não seja analisado  e votado o projeto de lei emergencial sobre a saúde pública, na próxima terça-feira (22) ou quarta-feira (23), dez dias antes do fim do recesso. “Ou dão os instrumentos para que o governo consiga fazer ou então vamos ter um enfrentamento grave”. O texto que busca melhoras na saúde pública, prevê que as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), o Samu e os hospitais regionais passem a ser geridos pelo Instituto Hospital de Base, que começaria a se chamar Organização Hospitalar do DF. A ideia é que a Secretaria de Saúde fique com a responsabilidade da gerência das menores unidades de saúde, como os postos de saúde e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). Ibaneis também falou que vai “suspender nomeações” para cargos comissionados até que todos os projetos sejam analisados pela Casa. A liberação para as convocações de pessoal para as administrações será assinada hoje, “dos técnicos que precisam para funcionar”. “A partir de agora, está suspensa qualquer nomeação, salvo com justificativa fundamentada do dirigente da pasta”. Na quinta (17), Ibaneis enviou à CLDF um pacote com projetos emergenciais para serem analisado,  antes do fim do recesso, no dia 1º de fevereiro.  No mesmo dia, convocou a base aliada para tratar da mobilização dos deputados distritais para a convocação de emergência.
18/01/2019

Governador do DF faz reunião para “alinhar e unir” secretários e administradores

Foco na sociedade

Governador do DF faz reunião para “alinhar e unir” secretários e administradores

Ibaneis pretende a cada dois meses fazer essas reuniões, para analisar metas e definir projetos

Com “objetivo de colocar um pensamento único de governo” Ibaneis Rocha fechou a semana reunindo seus secretários e administradores, para ressaltar que é preciso “estar sempre de portas abertas para a sociedade”, e trabalhar para atender suas demandas, afirmou o governador do Distrito Federal, nesta sexta-feira (18). Ibaneis afirmou que na política antiga, cada secretaria e cada administração do DF tinham um dono, e destacou que elas não se comunicavam. “o Estado agora é um Estado único, não existem feudos”. Durante a reunião, Ibaneis procurou expressar seus objetivos para os próximos meses de governo. “Eu passei por todas as áreas, dizendo como eu quero o governo, a questão do combate à corrupção, a organização dos métodos de gestão, e sobre a prestação de serviços a sociedade”. O governador ressaltou que os servidores públicos, “aqueles que estão na ponta” são o “rosto do GDF” e por isso é necessário trabalhar sempre colocando a sociedade em primeiro lugar. Mais uma vez, Ibaneis lembrou  a necessidade de atender e respeitar a sociedade, e salientou o desejo que os ambientes nas administrações e secretarias sejam sempre acolhedores. “Eu passei uma mensagem muito clara”. Ficou estipulado que a cada dois meses, ocorrerão reuniões como essa, para analisar, e alinhar as próximas medidas e ações do Governo do Distrito Federal.
Mais Distrito Federal
01/01/2019

Romeu Zema toma posse em Minas como primeiro governador do partido Novo

'Povo quer mudança'

Romeu Zema toma posse em Minas como primeiro governador do partido Novo

Em discurso, o novo governador disse que o povo mineiro quer uma "mudança de cultura"

A cerimônia de posse de Romeu Zema como governador de Minas Gerais começou por volta das 09h e pela primeira vez ocorrre na Assembleia Legislativa. Primeiro governador eleito pelo partido Novo, Zema fez juramento de cumprir a Constituição Federal e do Estado de Minas Gerais, depois assinou o termo de posse e fez um pequeno discurso dizendo que o povo “não manda recado” nas eleições, mas “decide”. “O povo mineiro demonstrou um desejo de mudança de cultura”, disse. Após a cerimônia na ALMG, Zema, e o vice-governador, Paulo Brant, seguem para o Palácio Tiradentes. Lá, está previsto um discurso do novo governador ao público em evento aberto. A estimativa é que cerca de quatro mil pessoas acompanhem a primeira aparição pública de Zema como governador. Zema tem 54 anos, nasceu em Araxá e tem dois filhos. Empresário formado em Administração de Empresas, o governador começou a trabalhar cedo e já foi cobrador, frentista, balconista, estoquista, caixa, comprador, vendedor, analista de marketing, analista comercial e gerente.
29/12/2018

Assembleias estaduais torram R$ 12,4 milhões por ano com auxílio-moradia de deputados

Dinheiro público

Assembleias estaduais torram R$ 12,4 milhões por ano com auxílio-moradia de deputados

Tal como juízes, a grana também vai para o bolso dos deputados com casa na cidade de trabalho

Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia entre 2007 e 2016, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) é dono de cinco apartamentos em Salvador e mora no Horto Florestal, um dos metros quadrados mais caros da cidade. Seu sucessor no comando do Legislativo, o deputado estadual Angelo Coronel(PSD), é dono de uma casa avaliada em R$ 4 milhões em Stella Maris, uma das praias mais badaladas da capital baiana. Adversários na política, os dois deputados estão afinados em relação a benefícios pagos pela Assembleia: ambos, assim como os outros 61 deputados estaduais da Bahia, recebem R$ 4.028 por mês de auxílio-moradia. A situação se replica em outros estados. Ao todo, 9 das 26 Assembleias estaduais pagam benefícios para bancar a moradia de deputados, num custo anual de R$ 12,4 milhões. O auxílio-moradia deve ser mantido na próxima legislatura a despeito de as Assembleias serem beneficiadas pelo efeito-cascata do reajuste concedido ao Poder Judiciário, cujo teto chegou a R$ 39 mil. O mesmo deve acontecer na Câmara dos Deputados, que prevê auxílio-moradia de R$ 4.253 para os deputados que não ocupam apartamentos funcionais, no Senado, que prevê a restituição de até R$5.500 mensais para gastos com moradia em Brasília. Além da Bahia, os estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Rondônia e Tocantins preveem o pagamento de auxílio-moradia para todos os deputados,independente de eles serem donos de imóveis. Já Rio de Janeiro, Amazonas e São Paulo concedem o benefício, mas com restrições. A Bahia é o estado que mais gasta com o auxílio-moradia de deputados estaduais, com despesa anual de R$ 3 milhões. O benefício deve ser mantido na próxima legislatura mesmo diante do agravamento da situação financeira. As dificuldades serviram como justificativa para aprovação, sob forte protesto dos servidores baianos, de um pacote de austeridade que incluiu extinção e privatização de estatais, além do aumento da alíquota da Previdência paga pelos funcionários. Na contramão do corte de gastos, a própria Assembleia Legislativa pediu uma suplementação de R$ 80 milhões no orçamento este ano. Presidente da Assembleia da Bahia, Coronel,que se elegeu senador em outubro, afirma que o benefício foi instituído no estado há mais de duas décadas e é importante para os deputados que vivem no interior. “É claro que enfrentamos um momento difícil da economia. Acredito que, se os deputados assim quiserem, a Assembleia pode seguir a tendência nacional e extinguir o benefício na próxima gestão”, afirma Coronel. Em Minas, um dos estados em pior situação fiscal do país,o benefício de R$ 4.337 gera custo anual de R$ 2,1 milhões para a Assembleia. Até 2015, o estado pagava o benefício apenas para os deputados que não moravam na região metropolitana de Belo Horizonte. Mas uma lei aprovada no início da atual legislatura estendeu o benefício para todos os deputados que o pleiteassem. Em Santa Catarina,o gasto anual também chega a R$ 2,1 milhões. Dos 40 deputados estaduais, apenas Padre Pedro Baldisserqa (PT) abriu mão do auxílio-moradia mensal de R$ 4.377. Já a Assembleia Legislativa de Rondônia é a que paga maior benefício mensal: são R$ 5.000 por mês para cada um dos 24 deputados estaduais, num custo anual de R$ 1,44 milhão. Dois deles -Aélcio da TV (PP) e Léo Moraes (Podemos)- destinam o montante para entidades beneficentes. Em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro, recebem benefícios apenas os deputados estaduais que vivem no interior e que não possuem imóvel próprio nas respectivas capitais de seus estados. No Rio, apenas 11 dos 70 deputados recebem o benefício mensal de R$ 3.189. Já no Amazonas, nenhum dos 24 deputados da atual legislatura teve direito ao auxílio moradia -todos os deputados com base eleitoral no interior têm imóveis próprios em Manaus. Em São Paulo, o auxílio-moradia foi substituído em 2013 pelo auxílio-hospedagem de R$ 2.850, que também só é concedido para deputados com base fora da região metropolitana e que não tenham imóveis na capital. Ao contrário do auxílio-moradia, o auxílio-hospedagem demanda que o deputado estadual apresente notas fiscais de gastos com aluguel de imóveis ou diárias de hotéis. Outros estados extinguiram o benefício nos últimos anos, na esteira de medidas de enfrentamento da atual crise fiscal dos estados. É o caso do Maranhão, que acabou com o auxílio-moradia para deputados em fevereiro deste ano, gerando uma economia de R$ 1,5 milhão por ano. (Folhapress)
20/12/2018

Defesa se diz surpresa e indignada com busca na casa da mãe de Aécio

Operação Ross

Defesa se diz surpresa e indignada com busca na casa da mãe de Aécio

O advogado Alberto Toron disse que a busca teria sido motivada por uma “denúncia anônima” por ocultação de provas

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta quinta-feira (20) que recebeu com “surpresa e indignação” a notícia de busca na residência da mãe do senador, Inês Maria Neves Cunha, “seja pela completa desnecessidade e descabimento da medida, seja pela total desvinculação de sua mãe com os fatos apurados”. Em nota à imprensa, o advogado Alberto Toron disse que a busca teria sido motivada por uma “denúncia anônima” de que o imóvel teria recebido caixas com documentos no dia da Operação Ross e que esse relato é mentiroso. “É lamentável que a intimidade de uma senhora seja afrontada dessa forma, sem que haja nada que justifique”, protestou Toron. Toron ressaltou que Aécio Neves sempre esteve à disposição de todas as autoridades e que o senador é o maior interessado na elucidação dos fatos. Disse ainda que o político aguarda a finalização célere das investigações para que fiquem provadas que as acusações são falsas. Operação Ross Hoje (20), a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família do senador tucano. Além das casas da mãe de Aécio, e de seu primo Frederico Pacheco, também foram feitas buscas em uma empresa de comunicação, que seria de Pacheco em sociedade com a jornalista Andrea Neves, irmã de Aécio. Esta é segunda fase da Operação Ross, que investiga suposta propina do Grupo J&F a Aécio entre 2007 e 2014. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da Polícia Federal. A primeira fase da operação, deflagrada no dia 11 de dezembro, fez buscas em endereços ligados ao senador, à Andréa Neves e ao deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). (ABr)
25/11/2018

Enade: exame começa no país; candidatos têm 4 horas para fazer a prova

Qualidade da educação

Enade: exame começa no país; candidatos têm 4 horas para fazer a prova

Ao todo 550 mil estudantes de 27 áreas farão a prova que avalia a qualidade dos cursos

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) começou às 13h30 (horário de Brasília) deste domingo (25). Os portões dos 1.585 locais de aplicação da prova foram fechados às 13h em todas as unidades da Federação. No país, 550 mil estudantes de cursos de 27 áreas do conhecimento farão o Enade. A prova é voltada para alunos que estão concluindo cursos de graduação. O exame é obrigatório e a situação de regularidade do estudante no exame deve constar em seu histórico escolar. O Enade é o principal componente para o cálculo dos indicadores de qualidade dos cursos e das instituições de ensino superior. A cada ano, o exame avalia um grupo diferente de cursos superiores. A avaliação se repete a cada três anos. Os candidatos terão quatro horas para resolver 40 questões. A prova do Enade é composta por itens de Formação Geral, comum aos cursos de todas as áreas, e de Componente Específico. Em Formação Geral são 10 questões, sendo duas discursivas e oito de múltipla escolha, envolvendo situações-problema e estudos de casos. A de Componente Específico tem 30 questões, sendo três discursivas e 2 de múltipla escolha, com situações-problema e estudo de casos. Brasília Em Brasília, os 14.745 inscritos enfrentam um dia chuvoso para a realização da prova. Para o aluno de Bacharelado em Teologia Reginaldo Azevedo, de 65 anos, o Enade contribui para o aperfeiçoamento do ensino superior no país. Ele disse que o exame é a “coroação” final do seu esforço no curso que durou quatro anos. “Teologia foi um chamado na minha vida. Foi um presente que eu me dei e Deus me permitiu”, disse Azevedo, que tem formação em engenharia agrícola. A estudante de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de Brasília (UnB) Mayara Leporace Haddad, de 25 anos, disse estar tranquila para a prova. “Sempre tive um bom suporte da universidade. Acho importante ter uma avaliação porque é assim que a gente pode ter melhorias no ensino superior. Tem que avaliar os cursos para ver o que pode ser mudado, melhorado”. Áreas avaliadas Grau de Bacharel: Administração; Administração Pública; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Comunicação Social – Jornalismo; Comunicação Social – Publicidade e Propaganda; Design; Direito; Psicologia; Relações Internacionais; Secretariado Executivo; Serviço Social; Teologia; Turismo. Grau de Tecnólogo: Tecnologia em Comércio Exterior; Tecnologia em Design de Interiores; Tecnologia em Design de Moda; Tecnologia em Design Gráfico; Tecnologia em Gastronomia; Tecnologia em Gestão Comercial; Tecnologia em Gestão da Qualidade; Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos; Tecnologia em Gestão Financeira; Tecnologia em Gestão Pública; Tecnologia em Logística; Tecnologia em Marketing; Tecnologia em Processos Gerenciais. (ABr)
Mais Minas Gerais
18/01/2019

Bretas aceita denúncia e Pezão vira réu em processo da Lava Jato do Rio

Corrupção

Bretas aceita denúncia e Pezão vira réu em processo da Lava Jato do Rio

Ele foi denunciado ao STJ, mas caso 'desceu' para a 1ª instância

O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Criminal Federal, aceitou denúncia contra o ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão, que passa agora a ser réu em processo referente a desdobramento da Operação Lava Jato no estado. Ele foi preso em dezembro, na Operação Boca de Lobo, da Polícia Federal, que investiga o pagamento de mesada de R$ 150 mil para o ex-governador na época em que ele era vice do então governador Sérgio Cabral. Também houve, segundo a delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Cabral, pagamento de 13º de propina e ainda dois bônus de R$ 1 milhão como prêmio. Depois que Pezão perdeu o foro privilegiado, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi para a 1ª instância da Justiça Federal no Rio e foi ratificada pelo Ministério Público Federal no Rio e aceita por Bretas. Outras 14 pessoas foram indiciadas, dentre elas, o ex-secretário de Governo Affonso Henrique Monnerat.
15/01/2019

Sérgio Cabral e Jorge Picciani são denunciados por lavagem de dinheiro

Compra e venda de gado

Sérgio Cabral e Jorge Picciani são denunciados por lavagem de dinheiro

Ex-governador e presidente afastado da Assembleia do Rio teria comprado e vendido cabeça de gado para lavar dinheiro de propina

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e o presidente afastado da Assembleia Legislativa do estado (Alerj) Jorge Picciani (MDB) foram denunciados por lavagem de dinheiro pelo Ministério Público. Segundo a denúncia do MP, Cabral recebeu R$ 1 milhão em propina da Carioca Engenharia, entre 2007 e 2014. O dinheiro teria sido usado para comprar e vender 160 cabeças de gado criados pela família de Picciani, por meio de operações superfaturadas. Em troca, Cabral teria beneficiado a empresa em licitações e contratações dentro do governo do Rio — em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a construção da linha 4 do metrô. O MP pediu a condenação e o bloqueio de bens no valor de R$ 13 milhões de cada um dos denunciados. Cabral está presos desde 2016 e já foi condenado diversas vezes, com penas que somam 198 anos e seis meses de prisão. Picciani foi preso no âmbito da operação Cadeia Velha, que investiga o pagamento de propina a deputados estaduais do Rio de Janeiro por empresários do setor de transporte.
14/01/2019

Corregedor nega que tuíte do juiz Bretas tenha violado norma do CNJ

Mera opinião

Corregedor nega que tuíte do juiz Bretas tenha violado norma do CNJ

Para Humberto Martins, manifestação não constituiu apoio partidário

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, disse não identificar nenhuma violação ao Provimento 71 da Corregedoria Nacional de Justiça em tuíte postado no Twitter pelo juiz federal Marcelo Bretas, que julga processos da Operaçao Lava Jato no Rio de Janeiro. Na publicação, postada no último dia 9 de janeiro, o magistrado escreveu que “alguns países estão democraticamente mudando a orientação de seus governos, de esquerda (viés mais populista) para centro-direita (viés mais técnico). Respeitemos a vontade da maioria e aguardemos o cumprimento das propostas. Críticas prematuras são claramente oportunistas”. A manifestação foi vista por alguns jornalistas como apoio político-partidário dado pelo juiz ao novo governo. Questionado pela imprensa, Humberto Martins, no entanto, disse não verificar nenhuma irregularidade na publicação que justificasse a intervenção da corregedoria. “A corregedoria atua com imparcialidade e independência sobre fatos concretos”, disse o ministro. “Ao analisar o pronunciamento do magistrado no Twitter, constatei que não há menção a nome de político ou de partido. Trata-se de uma mera opinião, em tese, inclusive no contexto do cenário mundial, não se verificando afronta ao Provimento 71 da Corregedoria”, acrescentou. Publicado em junho de 2018, o Provimento 71 da Corregedoria Nacional de Justiça dispõe, entre outros pontos, que o magistrado deve agir com reserva, cautela e discrição ao publicar seus pontos de vista nas redes sociais. Também orienta que é vedado aos membros da magistratura a participação em situações que evidenciem apoio público a candidato ou a partido político.
14/01/2019

Helicóptero da Polícia Militar do Rio de Janeiro cai na Baía de Guanabara

Acidente

Helicóptero da Polícia Militar do Rio de Janeiro cai na Baía de Guanabara

Quatro pessoas estavam dentro da aeronave: uma está em estado grave, duas estão fora de risco e não há informações sobre o quarto tripulante

Um helicóptero do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar do Rio de Janeiro caiu na manhã desta segunda (14) nas águas da Baía de Guanabara, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, havia quatro tripulantes a bordo da aeronave durante o acidente. Os bombeiros informaram que o helicóptero caiu nas proximidades da Cidade Universitária. Homens do quartel da Ilha do Fundão estão trabalhando no resgate das vítimas. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma vítima foi resgatada em estado grave e teve que passar por procedimento de reanimação. Não há informações sobre se ele sobreviveu ou não. Dois tripulantes passaram por avaliação médica no local, mas estão fora de risco. Uma quarta vítima foi resgatada por pessoas que passavam pelo local e não há informação sobre o estado de saúde dela. A aeronave Fênix 08 do Grupamento Aeromóvel (GAM) reforçava o patrulhamento da Linha Vermelha, principal via de ligação entre a Baixada Fluminense e o centro da capital. Ainda não se sabe o motivo da queda. A aeronave, de acordo com a corporação, estava com manutenção regularizada. (ABr)
Mais Rio de Janeiro
18/01/2019

Doria vai privatizar novos presídios do estado de SP e linhas da CPTM

PPP

Doria vai privatizar novos presídios do estado de SP e linhas da CPTM

Modelo de PPP será adotado em quatro novas penitenciárias que já estão em fase de obras

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta-feira, 18, que vai lançar uma Parceria Público-Privada (PPP) para a operação de quatro dos 12 presídios em construção no Estado. Os editais devem ser lançados este ano. Outros três complexos penitenciários que estão previstos também devem entrar no modelo. As unidades que serão privatizadas não foram informadas. Os outros oito em construção já têm servidores contratados para cuidar dos presos. A proposta não precisa passar pela Assembleia Legislativa e teria como foco a oferta de serviços de ressocialização, como cursos profissionalizantes, educacionais e ofertas de trabalho em fábricas no interior das cadeias. Segundo Doria, o modelo PPP a ser adotado tem como referências o presídio da cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, e também o sistema norte-americano. Estão previstas viagens de secretários tanto para Minas quanto para os EUA para reuniões de avaliações de formatos. “Nós basearemos a gestão em critérios de qualidade, melhorando as condições do apenado, oferecendo parque fabril interno capaz de ressocializar o apenado com trabalho”, afirmou o secretário de Administração Penitenciária, coronel Nivaldo Restivo. O secretário de Governo, Rodrigo Garcia, explicou que os presos que devem ocupar esses novos presídios serão de baixa periculosidade, para evitar que as cadeiras privadas também sejam dominadas por facções criminosas, como ocorre no restante do sistema. “Se a gente está falando de presídios onde o preso vai trabalhar, estamos falando de presos de baixa periculosidade, de presos caminhando para o regime semi-aberto, então, o presídio tem que estar preparado para oferecer a reinserção social desse preso que logo, logo volta para a sociedade”, afirmou. CPTM Segundo Garcia, além da privatização dos presídios, o Estado iniciou estudos da mesma natureza para as linhas de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O governo Doria está fazendo uma avaliação da rede elétrica da zona leste da cidade, nas Linhas 11-Coral e 12-Safira. A ideia é que, nos próximos meses, seja extinta a necessidade de baldeação na Estação Guaianases. Após isso, serão feitos estudos para que a operação de linhas da empresa sejam alvo de PPP. (ABr)
18/01/2019

Incêndio atinge Instituto do Coração em São Paulo

Fogo controlado

Incêndio atinge Instituto do Coração em São Paulo

Segundo hospital, fogo atingiu dutos de refrigeração em área externa e não houve feridos

Um incêndio atingiu o Instituto do Coração (Incor) na manhã desta sexta-feira, 18. Ligado ao Hospital das Clínicas, o Incor fica próximo à Avenida Paulista. De acordo com a assessoria do hospital, o fogo começou em uma torre de resfriamento externa ao prédio. As chamas duraram apenas 10 minutos, sendo controladas pela própria brigada de incêndio da instituição. Entretanto, devido a fumaça, parte dos pacientes teve que ser remanejada. Inicialmente, quatro viaturas foram enviadas para o local. Momentos depois da abertura do chamado, feito às 10h47, foram enviados ao menos outros 14 carros.
15/01/2019

Justiça aceita denúncia contra acusados de fraudar aposentadoria em SP

Operação Barbour

Justiça aceita denúncia contra acusados de fraudar aposentadoria em SP

Vereadora de Santo André foi apontada como chefe de esquema

A Justiça Federal aceitou a denúncia contra quatro acusados de fazer parte de um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Grande São Paulo. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) a partir de investigações da Operação Barbour, que prendeu quatro pessoas em novembro último. Entre os presos na ocasião, estava a vereadora Elian Santana (SD), de Santo André (SP). O MPF afirma que as negociações para conceder os benefícios irregulares eram feitos dentro do gabinete da parlamentar. Segundo a promotoria, a Justiça aguarda a manifestação de Santana e de outro acusado em relação ao processo, por isso, eles ainda não foram incluídos como réus. Em nota divulgada pelas redes sociais, a vereadora afirma ser inocente. “Não sou líder de nenhuma quadrilha, não me atrelei a pessoas fraudulentas e não desviei nenhum centavo do erário público”, disse. Aposentadorias antecipadas As investigações apontam que, em pouco mais de um ano, entre 2017 e 2018, foram liberadas centenas de aposentadorias fraudulentas. Até agora, o MPF diz ter identificado 26 desses benefícios que geraram pagamentos de R$ 715,5 mil. As fraudes eram feitas a partir de uma agência do INSS em Diadema, também na região metropolitana. O grupo aliciava pessoas interessadas em serviços de assessoria previdenciária com a promessa de acelerar a aposentadoria. A maioria dos que se beneficiaram do esquema era composta por bancários. Os interessados pagavam entre R$ 8 mil e R$ 15 mil. Um servidor do INSS que também integrava a quadrilha inseria informações falsas de periculosidade ou insalubridade nos cadastros, reduzindo o tempo de contribuição necessário. Entre os que se tornaram réus no processo estão dois clientes do esquema, bancários que conseguiram aposentadorias antecipadas de R$ 3 mil e R$ 3,5 mil. O MPF pretende denunciar outros beneficiários. (ABr)
11/01/2019

Presos pintarão 5.500 escolas públicas em SP, afirma Doria

Programa de capacitação

Presos pintarão 5.500 escolas públicas em SP, afirma Doria

Eles vão trabalhar em períodos de férias e nos finais de semana

Presos de São Paulo vão pintar cerca de 5.500 escolas estaduais. O trabalho foi anunciado pelo governador João Doria (PSDB), nesta sexta-feira, 8 e faz parte da ampliação de um programa que capacita presos do regime semiaberto para trabalhar na pintura de prédios públicos no estado. De acordo com a equipe de Doria, o serviço será feito nos períodos de férias escolares e nos finais de semana — dessa maneira, os detentos não terão contato com os estudantes.  ​ Só participarão do projeto os presos interessados e serão abertas 8.000 vagas. Quem participar, terá redução de pena ao incluir esses dias de trabalho. São Paulo tem 225.874 presos, dos quais 39.347 estão em regime semiaberto. “Vamos cadastrar os municípios interessados”, diz o secretário da Administração Penitenciária, Nivaldo Restivo, que é coronel e ex-comandante da Polícia Militar. O transporte dos presos ficará por conta das cidades interessadas, mas a fiscalização do trabalho deles será feito pelo estado.
Mais São Paulo
19/01/2019

Governos do PT usaram o BNDES para criar o ‘crime perfeito’ de corrupção

Crime perfeito

Governos do PT usaram o BNDES para criar o ‘crime perfeito’ de corrupção

Financiamentos eram reservados a ditaduras sem órgãos de controle

A “exportação de serviços” custeada pelo Tesouro Nacional via BNDES foi criada pelo governo FHC, em 1998, para driblar a exigência constitucional de submeter ao Senado financiamentos no exterior com dinheiro público. Mas a invenção da tecnocracia tucana foi sofisticada nos governos do PT, com o “crime perfeito” de financiar ditaduras sem órgãos de controle, tipo TCU, que resultou na chocante ‘lista BNDES’, divulgada nesta sexta (18), de obras no exterior com dinheiro público. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O Tesouro Nacional passou a financiar obras bilionárias lá fora, a juros irrisórios e carência de mais de vinte anos, em contratos secretos. A única condição imposta às ditaduras financiadas era a obra ser feita por empreiteira brasileira, e sem licitação. Quase sempre, a Odebrecht. O valor saía do Tesouro, fazia “pit-stop” no BNDES e acabava na conta da empreiteira no Brasil, em reais. Sem passar pelo crivo do Senado. A lista do “crime perfeito”, com dinheiro do BNDES, saiu nesta sexta (18). Só a Odebrecht, empreiteira favorita de Lula, levou R$18 bilhões.
19/01/2019

Sindicatos tentam obter dinheiro com chantagem contra quem não lhes paga

Que tipo de gente...

Sindicatos tentam obter dinheiro com chantagem contra quem não lhes paga

Pelegada quer excluir dos acordos coletivos quem não paga 'contribuição'

É criminosa a manobra de sindicalistas para “compensar” a perda de receita após a reforma trabalhista. Ameaçam excluir dos benefícios obtidos em negociações, inclusive reajustes, os trabalhadores que não pagam imposto ou “contribuição” sindical. A medida imaginada pelos pelegos é inconstitucional e não resistiria à Justiça, mas a tentativa de extorsão revela o tipo de gente que controla o movimento sindical. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. A lei que instituiu a reforma trabalhista determina que a cobrança só pode ser feita com a prévia autorização de cada trabalhador. Os pelegos, que construíram fortunas pessoais com os R$3,5 bilhões anuais do imposto obrigatório, alegam que perderam 90% da receita. Muitos sindicatos viraram forma de achacar incautos e tornar vigaristas milionários. O Brasil tem hoje 93% de todos os sindicatos do mundo.
18/01/2019

Seguro-desemprego é reajustado em 3,43%, correspondente à inflação do INPC

Economia

Seguro-desemprego é reajustado em 3,43%, correspondente à inflação do INPC

A parcela máxima passará de R$ 1.677,74 para R$ 1.735,29. A mínima, de R$ 954 para R$ 998

O empregado demitido sem justa causa terá o seguro-desemprego corrigido em 3,43%, correspondente à inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no ano passado, informou hoje (18) o Ministério da Economia. A parcela máxima passará de R$ 1.677,74 para R$ 1.735,29. A mínima, que acompanha o valor do salário mínimo, foi reajustada de R$ 954 para R$ 998. Os novos valores serão pagos para as parcelas emitidas a partir de 11 de janeiro e para os novos benefícios. Atualmente, o trabalhador dispensado sem justa causa pode receber de três a cinco parcelas do seguro-desemprego conforme o tempo trabalhado e o número de pedidos do benefício. A parcela é calculada com base na média das três últimas remunerações do trabalhador antes da demissão. Caso o trabalhador tenha ficado menos que três meses no emprego, o cálculo segue a média do salário em dois meses ou em apenas um mês, dependendo do caso. Quem ganhava mais que R$ 2.551,96 recebe o valor máximo de R$ 1.735,29. Quem ganha até R$ 1.531,02 tem direito a 80% do salário médio ou ao salário mínimo, prevalecendo o maior valor. Para remunerações de R$ 1.531,03 a R$ 2.551,96, o seguro-desemprego corresponde a R$ 1.224,82 mais 50% do que exceder R$ 1.531,02. O beneficiário não pode exercer atividade remunerada, informal ou formal, enquanto recebe o seguro. O trabalhador é obrigado a devolver as parcelas recebidas indevidamente, caso saque o benefício e tenha alguma ocupação. O trabalhador demitido pode pedir o seguro-desemprego pela internet, no portal Emprega Brasil. É necessário ter em mãos as guias entregues pelo ex-empregador ao homologar a demissão, o termo de rescisão, a carteira de trabalho, o extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a identificação do Programa de Integração Social (PIS) ou do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e documento de identificação com foto. (

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19/01/2019

Centro de Lançamento de Alcântara e o setor espacial são temas de estudo

BRASIL E FOGUETES

Centro de Lançamento de Alcântara e o setor espacial são temas de estudo

Texto traz discussões relevantes referentes à utilização do Centro de Lançamento de Alcântara

O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), entendendo a importância do setor espacial para o Brasil, publicou recentemente um Texto para Discussão. O texto é o “TD nº 2.423 – O Centro de Lançamento de Alcântara (MA): abertura para o mercado internacional de satélites e salvaguardas para a soberania nacional”. Os autores são Israel de Oliveira, coordenador de estudos do IPEA; Rogério Luiz Veríssimo Cruz, da Agência Espacial Brasileira; Giovanni Roriz Lyra Hilldebrand e Matheus Augusto Soares, pesquisadores do IPEA. O texto traz discussões relevantes referentes à utilização do Centro de Lançamento de Alcântara, atualmente tão presente na mídia, e que pode colocar o Brasil entre os poucos países que possuem centros de lançamento comerciais. Além de abordar os aspectos históricos do Programa Espacial Brasileiro (PEB), com suas principais conquistas nos segmentos de satélites e de veículos lançadores, o estudo também discute os condicionantes e as oportunidades que a utilização do Centro de Lançamento de Alcântara pode proporcionar. Como condicionante, o TD discute e explica o que são os acordos de salvaguardas tecnológicas (AST), que vêm sendo discutidos no Brasil desde 2003. O AST com os Estados Unidos é essencial para garantir a operação comercial do Centro, uma vez que esse acordo serve para garantir a proteção das tecnologias estrangeiras que venham a ser utilizadas por satélites ou veículos lançadores em Alcântara (MA). Também são apresentados, oportunamente, os modelos de negócio com relação a centros de lançamentos adotados por outros países, tais como Estados Unidos, Índia, Reino Unido, Rússia, França e China. Esses exemplos são fundamentais para se pensar na estratégia que o Brasil deverá adotar para explorar o seu centro de lançamento. Embora se tenha em mente que o Brasil deverá construir uma solução específica, respeitando seu regramento jurídico, a experiência de outros países pode ajudar na construção de uma solução mais eficaz. A pesquisa também aborda a questão fundiária, ainda a ser resolvida para a plena consolidação da área do Centro. Cabe destacar que já é possível que o Centro realize atividades comerciais de lançamento com a área hoje destinada a ele. A área adicional pleiteada serviria para a criação de novos sítios e para atrair empresas, que ali implantariam estruturas dedicadas a cada veículo lançador de seu interesse. Transversal O setor espacial é um segmento completamente transversal, que gera impactos e spinoffs em praticamente toda a cadeia de valor econômica. Transformar o Centro de Lançamento de Alcântara em um centro operacional comercial trará benefícios na forma de geração de renda, emprego e desenvolvimento regional, não somente para a cidade de Alcântara, mas também para o seu entorno e para o Brasil. Nesse sentido, cabe destacar a iniciativa da Agência Espacial Brasileira de negociar com a Secretaria de Aviação Civil, o zoneamento civil-militar do aeródromo localizado em Alcântara. O zoneamento, cujas obras se iniciam ainda em 2019, permitirá a modernização do aeroporto, item de infraestrutura essencial para garantir acesso eficiente e de baixo custo ao Centro de Lançamento de Alcântara. O Texto para Discussão pode ser acessado na integra pelo link: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2423.pdf Para saber mais sobre o Centro de Lançamento de Alcântara, o mercado de satélites e as perspectivas para o uso comercial do Centro, conheça aqui o Relatório Técnico divulgado pela Agência Espacial.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
18/01/2019

Pesquisadora da UFG produz corante natural a partir de fungos

SEGURO E SAUDÁVEL

Pesquisadora da UFG produz corante natural a partir de fungos

Pigmento pode substituir opções artificiais e ainda traz benefícios para melhorar a saúde das artérias e diminuir o colesterol

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás (UFG) produziu um pigmento vermelho natural a partir de um fungo chamado Monascus ruber. O trabalho analisou a fermentação do fungo durante o processo de fabricação de pães, trazendo uma nova alternativa para a área alimentícia. Uma das propostas da pesquisa é fornecer alternativas aos corantes artificiais, comumente utilizados na indústria de alimentos, tanto pelo seu baixo custo como pela facilidade de obtenção. O mercado consumidor, entretanto, requer produtos mais saudáveis e uma alternativa viável seria a utilização de pigmentos naturais. Além de plantas, flores, frutos e animais, micro-organismos podem ser fonte deste tipo de pigmento, como fungos, bactérias e microalgas. Já utilizado em países da Ásia, o Monascus ruber é capaz de gerar pigmentos de diferentes tonalidades (amarela, laranja e vermelha), além de possuir uma alta taxa de produtividade e promover benefícios à saúde. “Como estudado e comprovado por outros pesquisadores, os corantes naturais ou pigmentos extraídos do Monascus podem melhorar a saúde das artérias e também diminuir o colesterol no sangue”, explica Aline Bessa Parmigiani, responsável pela pesquisa. Processo Com a extração, o pigmento do fungo Monascus foi diretamente aplicado ao trigo na produção de pães. A pesquisadora explica que, como o pigmento foi usado de maneira imediata, o processo de extração ocorreu apenas para quantificá-lo. Mas, caso haja interesse na separação do mesmo, a extração pode ser feita mediante o uso de algum solvente, como por exemplo, o etanol. O Brasil não permite o uso de pigmento extraído do Monascus como aditivo alimentar, o que impossibilitou que os experimentos contemplassem uma análise sensorial do produto. Entretanto, outros métodos de avaliação foram utilizados pela pesquisadora, como a análise do perfil de textura e análise alveolar. Os resultados foram satisfatórios: os pães de forma produzidos com a farinha de trigo pigmentada possuem características adequadas comparadas às amostras que continham farinha não pigmentada. Comportamentos inesperados Apesar do êxito na pesquisa, dificuldades foram enfrentadas pela pesquisadora. Quando se trata de micro-organismos, ou seja, um tipo de ser vivo, neste caso o fungo Monascus ruber, comportamentos inesperados acabam sendo apresentados durante o estudo. “Às vezes, pequenas oscilações de quaisquer das condições de produção podem provocar intensas alterações nos produtos finais. Esse é um grande complicador”, conclui.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
18/01/2019

Uso indevido de anti-inflamatórios pode retardar reparação de tecidos

PREJUDICIAL À SAÚDE

Uso indevido de anti-inflamatórios pode retardar reparação de tecidos

Artigo de pesquisadores da UFMG com colaboração internacional mostra papel paradoxal da resposta inflamatória

Experimentos com camundongos demonstram que o uso de anti-inflamatórios deve ser controlado, considerando não apenas a quantidade e o tipo de droga, mas, sobretudo, o estágio em que se encontra a doença. “O mesmo medicamento que pode evitar dores, mal-estar e perda de função de órgão, se usado continuamente ou no auge do processo inflamatório, pode atrasar a reparação tecidual”, alerta o professor Gustavo Menezes, do Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Em artigo recém-publicado na revista Cells, o pesquisador alerta para a necessidade de entender a resposta inflamatória do organismo, que tem papel paradoxal – com momentos de destruição e outros de reparação de tecidos. O trabalho revela que há atraso na recuperação do órgão afetado quando a intervenção medicamentosa é feita em momento indevido.   Gustavo Menezes: modelos de lesão hepáticaFoca Lisboa / UFMG Segundo Menezes, anti-inflamatórios são, na maioria das vezes, medicamentos sintomáticos: “Se os sintomas cessaram, não faz qualquer sentido manter o uso. Muitos pacientes continuam a tomar o medicamente prescrito mesmo sem dor ou inchaço, só porque já estão tomando ou por precaução, mas isso pode acarretar malefícios”, explica o pesquisador, lembrando que o estudo, que foi realizado utilizando modelos de lesão hepática, pode ser válido para outros órgãos, pois as células do sistema imunológico são muito parecidas nos diversos tecidos e órgãos do corpo. Dupla face Tida muitas vezes como mal a ser combatido a qualquer custo, a resposta inflamatória pode ter uma parte lesiva e desconfortável inicialmente, mas é necessária ao organismo para que ocorra o reparo tecidual. “É como uma cidade atingida por um míssil: para reconstruir, é preciso demolir as construções danificadas e limpar o terreno. Os neutrófilos, células de defesa que chegam rapidamente ao tecido inflamado, precisam acabar de digerir os tecidos mortos, para que o órgão possa se reconstituir. Assim, bloquear sua ação completamente e por longos períodos impede que o tecido se repare corretamente”, compara Menezes. Ele explica que, quando um médico receita um anti-inflamatório a ser ingerido durante determinado número de dias e enquanto sentir dor, a recomendação “caso haja dor” é mais importante do que o número de dias. “Se houver dor por muito tempo, é necessário voltar ao médico, já que o processo não foi resolvido. Além disso, tomar por vários dias, sem dor, não traz benefícios e tem potencial malefício. É isso que o nosso trabalho mostra experimentalmente”, diz o professor. Nos testes com animais, foi utilizado modelo de lesão hepática por paracetamol, em uma disfunção momentânea na qual ocorreria autorremissão. “Menos sintomas surgem quando a resposta é bloqueada antes. Mas, se não bloquearmos por longos períodos, a disfunção se resolve muito mais rápido, em pelo menos duas vezes menos tempo”, descreve. Ele explica que é necessário saber em que casos o anti-inflamatório deve ou não ser usado. E enfatiza que, exceto em doenças nas quais a causa principal do problema é o próprio processo inflamatório – como artrite e fibrose pulmonar –, os anti-inflamatórios são medicamentos que inerentemente tratam sintomas. Além de investigar como o processo de resposta inflamatória pode ser multifacetado, o artigo mostra que a intervenção farmacológica não pode ser feita a qualquer momento. “Deve-se achar o ponto exato. Às vezes, em pacientes que já estão inflamados, bloquear sintomas pode não ser tão benéfico”, diz. Assim, em termos biológicos, o trabalho esclarece que a resposta inflamatória não tem apenas a face ruim e mostra que as intervenções que bloqueiam a inflamação são momento-dependentes. Há casos, contudo, em que ocorre resposta exacerbada do organismo. “Temos vários trabalhos publicados nessa linha e uma patente de dois medicamentos que podem reduzir a resposta inflamatória, mas isso não significa que a inflamação em si seja ruim, o que não faria sentido do ponto de vista evolutivo”, alerta. “É provavelmente por saber inflamar que os seres humanos ainda estão na Terra. É uma resposta à agressão que foi mantida por quase todos os seres vivos, desde plantas, até mamíferos superiores”, enfatiza. Gustavo Menezes comenta que a inflamação está presente em processos normais do organismo, como a ovulação e a filtração da urina. Por isso, o uso abusivo de anti-inflamatórios afeta a fertilidade, a formação da urina, o sistema nervoso central e o calibre dos vasos do coração. “Medicamentos são substâncias capazes de mudar comportamentos no organismo. A decisão de usá-los deve ser sempre resultado de uma equação entre o quanto de malefício e de benefício vão trazer”, pondera. A pesquisa que gerou o artigo foi realizada pela equipe do Center for Gastrointestinal Biology, coordenado por Gustavo Menezes, e contou com a colaboração do professor Mauro Martins Teixeira, também da UFMG, e de pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Universidade de Calgary (Canadá) e do Harvard Medical School (EUA). Artigo: Paradoxical Role of Matrix Metalloproteinases in Liver Injury and Regeneration after Sterile Acute Hepatic Failure Publicação: Revista Cells Autores: Débora Moreira Alvarenga, Matheus Silvério Mattos, Mateus Eustáquio Lopes, Sarah Cozzer Marchesi, Alan Moreira Araújo, Brenda Naemi Nakagaki, Mônica Morais Santos, Bruna Araújo David, Viviane Aparecida De Souza, Érika Carvalho, Rafaela Vaz Sousa Pereira, Pedro Elias Marques, Kassiana Mafra, Hortência Maciel de Castro Oliveira, Camila Dutra Moreira de Miranda, Ariane Barros Diniz, Thiago Henrique Caldeira de Oliveira, Mauro Martins Teixeira, Rafael Machado Rezende, Maísa Mota Antunes e Gustavo Batista Menezes. Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
18/01/2019

Moedas e santuários contam histórias do culto a Zeus na Grécia Antiga

PASSADO E DINHEIRO

Moedas e santuários contam histórias do culto a Zeus na Grécia Antiga

Os séculos 5⁰ e 4⁰ a.C. são o grande período de vinculação do culto desse deus nas pólis – as cidades-Estado gregas

Os gregos antigos foram um povo politeísta, que habitou o sul da Península balcânica e várias áreas do Mediterrâneo e mar Negro. Para eles, como outros povos antigos, as esferas religiosa, política e econômica se misturavam. A divindade mais importante era Zeus. Seu culto estava ligado, inicialmente, ao agrário e ao pastoril, e era realizado em picos de montanhas ou em cavernas. Posteriormente, foi associado às leis, à justiça e ao poder, e passou a ser cultuado, entre outros lugares da cidade grega, na ágora, espaço onde ficavam os prédios públicos e era o centro da vida social nas pólis (as cidades-Estado gregas). Estudo da arqueóloga Lilian de Angelo Laky no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP mostra que a época clássica (séculos 5⁰ a 4⁰ a.C.) foi o grande período de vinculação do culto de Zeus à pólis grega. A pesquisa, pioneira ao unir a análise de santuários dedicados a Zeus e de moedas gregas antigas com imagens dessa divindade, recebeu o Prêmio Tese Destaque 2018 na categoria Ciências Humanas.   Estater de Olímpia: moeda de prata cunhada em Olímpia, século V a. C. anverso, águia voando e carregando lebre; reverso, raio alado – Foto: Heritage World Coin Auctions Segundo a pesquisadora, esses dois materiais históricos, santuários e moedas, trazem um contexto único. Ambos eram produzidos por uma mesma entidade política: as pólis. E revelam muito sobre o mundo grego, ajudando a entender as mudanças do culto a Zeus na Grécia Antiga, além da apropriação e a consolidação da função dessa divindade nas cidades-Estado. O foco principal do estudo foram as épocas arcaica (séculos 7⁰ a 6⁰ a.C.), quando as pólis começaram a ser formadas; e clássica (séculos 5⁰ a 4⁰ a.C.), quando houve a consolidação dessas cidades-Estado. Foram estudados 60 santuários dedicados a Zeus localizados, entre outras regiões do mundo grego, no Peloponeso, na Ilha de Creta, na Sicília e no sul da Itália, além de 375 moedas do mundo grego com imagens de Zeus, águias e raios. “Os gregos antigos eram muito ligados aos fenômenos da natureza e associavam algumas dessas manifestações com as divindades. Se um raio caía num lugar, poderia ser entendido como uma manifestação de Zeus. Já a águia era considerada a ave mais forte, dominadora, e acabou por ser associada a essa divindade”, explica Lilian. Ela lembra que o culto a Zeus, assim como a algumas outras divindades veneradas na Grécia Antiga, é anterior ao mundo grego e existem indícios de que esse deus já era cultuado muito antes, na Idade do Ferro (entre os séculos 12⁰ a 9⁰ a.C.), quando as cidades gregas ainda não existiam.   Participação na escavação no santuário de Zeus, em Olímpia, Grécia, 2013 – Foto: Lilian de Angelo Laky/MAE-USP   Do alto das montanhas e dentro de cavernas para as pólis A pesquisa revelou ainda que, na Idade do Ferro, apesar dos poucos santuários, o culto a Zeus influenciou as comunidades, principalmente na esfera militar, traço que se conservou nas épocas arcaica (séculos 7⁰ a 6⁰ a.C.) e clássica (séculos 5⁰ a 4⁰ a.C.). A partir da época arcaica, Zeus passou a desempenhar papéis reguladores no funcionamento das cidades gregas, principalmente nas funções políticas e jurídicas. A época clássica foi o grande período de vinculação do culto de Zeus à pólis grega, como mostram as evidências referentes à monumentalização (a edificação de templos, por exemplo, já que nem todos tinham esse tipo de construção) de santuários dessa divindade e o aumento significativo de áreas sagradas urbanas. Outra evidência são os diversos epítetos (palavra ou expressão que se associa a um nome para qualificá-lo), relacionados à esfera política da cidade grega no período, como Zeus Agoraios(da ágora) entre outros. “A apropriação do culto dessa divindade pelas comunidades políticas (as cidades-Estado gregas) iniciada no século 6⁰ a.C., se intensificou no século 5⁰ a.C., atingindo o ápice no século 4⁰ a.C. Uma prova da ocorrência desse fenômeno é o início do uso e a proliferação das imagens de Zeus e de raios em moedas das cidades gregas nos séculos 5⁰ e 4⁰ a.C.”, revela a arqueóloga.   Ovelhas sobre os restos do santuário de Zeus, em Megalópolis, Arcádia – Foto: Lilian de Angelo Laky/MAE-USP   Como uma peregrina A pesquisadora viajou, entre 2011 e 2014, até essas regiões para estudar os santuários de Zeus identificados por relatórios de escavação de sítios arqueológicos catalogados por diversos institutos de pesquisa internacionais. Somente em 2014, ela percorreu, de ônibus, e apenas na Grécia, cerca de 3 mil quilômetros atrás de santuários dedicados ao culto de Zeus.   Trabalho no Museu de Olímpia com as moedas das escavações em Olímpia, Grécia, 2013 – Foto: Lilian de Angelo Laky/MAE-USP Os restos materiais desses santuários, relata Lilian, variavam muito. Alguns estavam em ruínas, outros nem tanto, estivessem eles próximo a cidades, “no meio do mato”, em cavernas ou nas montanhas mais altas. Ela conta que há publicações que mostram as plantas baixas desses sítios históricos. De posse dessas plantas, e de material bibliográfico, Lilian ia até os santuários e observava vários aspectos, entre eles, os restos materiais de onde ficava o altar e outras características do templo, além da paisagem ao redor: alto de uma montanha, em uma caverna, qual a dificuldade para chegar lá, etc.   Santuário de Zeus na caverna do Monte Ida, Creta – Foto: Lilian de Angelo Laky/MAE-USP Já as moedas da Grécia Antiga foram obtidas em catálogos de museus ou associações de numismáticas que publicam coleções. “Há também muito material na internet. Em Olímpia, estudei uma coleção numismática e pude manusear muita coisa”, conta. Durante o período em que passou na Grécia, Lilian também fez um curso de numismática grega e pôde conhecer pessoalmente algumas coleções de moedas. A pesquisa A apropriação e consolidação do culto de Zeus pela cidade grega: moedas e santuários, política e identidade em época arcaica e clássica teve orientação da professora Maria Beatriz Borba Florenzano, do MAE, e coorientação da professora Aliki Moustaka, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Thessaloniki, na Grécia. A pesquisa fez parte do Projeto Temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) – A organização da khóra: a cidade grega diante da sua hinterlândia – sediado no Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca/MAE). A tese contou com uma etapa de pesquisa no exterior, com bolsa da Fapesp, na Universidade de Thessaloniki e na Escola Britânica de Atenas. A tese será publicada ainda neste ano pela Editora Odysseus com o título Zeus e a Cidade na Grécia Antiga. Mais informações: e-mail lililaky@gmail.com, com Lilian de Angelo Laky   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
18/01/2019

Estudo destaca relação entre câncer de pênis e mutações no genoma das mitocôndrias

TUMOR MASCULINO

Estudo destaca relação entre câncer de pênis e mutações no genoma das mitocôndrias

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pênis corresponde a 2% de todos os casos de câncer que atingem os homens no Brasil

Um estudo publicado por pesquisadores brasileiros na revista Molecular Biology Reports sugere a existência de mutações no genoma mitocondrial que podem favorecer a progressão do tumor peniano. O câncer de pênis é um tumor raro nos países desenvolvidos, representando cerca de 0,4% das neoplasias malignas em homens, na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil a incidência é bem maior. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo de tumor corresponde a 2% de todos os casos de câncer que atingem o homem. “É a primeira vez que se estuda o genoma mitocondrial para verificar alterações que possam estar relacionadas ao tumor peniano”, disse Wilson Araújo da Silva Junior, professor na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e um dos autores principais do trabalho, que foi conduzido no âmbito do Centro de Terapia Celular (CTC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O tipo mais frequente do câncer de pênis é o carcinoma epidermoide, também denominado espinocelular ou escamoso, que representa 95% dos tumores malignos do pênis. Apesar de o câncer peniano ser uma doença com alto potencial de cura se identificada em estágios mais precoces, a demora no diagnóstico e na procura por tratamento específico é observada em mais de 50% dos casos. O câncer peniano apresenta maior incidência em homens que vivem em regiões rurais e com idades a partir dos 50 anos, embora possa atingir os mais jovens. Está relacionado a baixas condições socioeconômicas e de instrução. A doença é causada principalmente pela falta de higiene íntima e tem forte prevalência em homens com fimose. “Quem se submete à cirurgia de fimose tem menores chances de desenvolver a doença”, disse Rodolfo Borges dos Reis, professor na FMRP-USP e o autor principal do estudo. O câncer de pênis inicialmente não apresenta sintomas, mas tem como causa principal o acúmulo de secreções na glande. Essa “sujeira” pode evoluir para uma lesão tumoral com possibilidade de progredir localmente ou a distância. Em muitos casos, os doentes procuram ajuda quando o pênis já está muito acometido, muitas vezes com a lesão já infectada e invadindo as estruturas penianas. Infelizmente, nesse estágio, a terapia sistêmica é pouca efetiva. Desse modo, a cirurgia, amputação parcial ou total do órgão, ainda é o principal método terapêutico. Segundo o Datasus, são realizadas cerca de mil amputações penianas ao ano no Brasil. DNA mitocondrial   Mitocôndrias são organelas que existem nas células eucarióticas, que têm como função realizar as reações de conversão de energia para as células. Estima-se que as mitocôndrias se originaram há mais de 2 bilhões de anos, quando alguns microrganismos desenvolveram uma simbiose com bactérias invasoras. Em troca do fornecimento constante de alimento, aquelas antigas bactérias teriam passado a viver no interior das primeiras células eucarióticas, fornecendo energia. Com o passar das gerações, os descendentes daquelas bactérias invasoras se tornaram organelas celulares, ou seja, as mitocôndrias. Por descenderem de uma bactéria ancestral, as mitocôndrias possuem uma particularidade: elas preservam em seu interior vestígios da bactéria independente que foram um dia. O principal vestígio é o DNA mitocondrial, um tipo de genoma com cerca de 16,5 mil pares de bases que é particular às mitocôndrias – e que não se confunde com o genoma nuclear, que é constituído de 23 pares de cromossomos herdados dos parentais e, no caso dos humanos, possui cerca de 3 bilhões de bases. A principal função da mitocôndria é fornecer a maior parte da energia útil das células, por meio do processo chamado de respiração celular. Em uma única célula humana, por exemplo, há cerca de 10 mil mitocôndrias, cada uma delas contendo milhares de cópias do DNA mitocondrial. “A característica principal que define as células tumorais é o seu crescimento e multiplicação descontrolados, formando tumores. Para crescer, os tumores precisam de muita energia, e a fonte desta energia são as mitocôndrias. Logo, faz sentido pensar que a célula tumoral utilize mecanismos que possam preservá-las. Nesse contexto a mitocôndria e seu genoma tem um papel crucial”, disse Reis. Segundo ele, alterações do genoma mitocondrial são comuns em muitos tipos de tumores e são descritas como reguladoras do metabolismo oxidativo com impacto direto na progressão tumoral. “Foi demonstrado que a mitocôndria tem um papel importante na progressão de diversos tipos de tumores. No caso do tumor peniano, as alterações do genoma mitocondrial não haviam ainda sido descritas”, disse Reis. Silva Junior destaca que os resultados do estudo demostraram um aumento da instabilidade do genoma mitocondrial no tecido tumoral. “Analisamos pela primeira vez o genoma mitocondrial no carcinoma peniano, com o objetivo de avaliar a heteroplasmia, a sua carga mutacional e o conteúdo de DNA mitocondrial em tumores penianos”, disse. Heteroplasmia é a presença de mais de um tipo de genoma mitocondrial em uma mesma célula. Utilizando sequenciamento de nova geração, os pesquisadores analisaram o genoma mitocondrial de 13 tumores penianos (de 13 pacientes) e 12 amostras de tecido peniano saudável, o que permitiu identificar variantes de DNA mitocondrial e o grau de heteroplasmia. O sequenciamento do genoma mitocondrial revelou a redução do número de cópias, juntamente com um aumento do número de variantes de DNA mitocondrial no tecido tumoral, confirmando o aumento da instabilidade do genoma mitocondrial nos tumores penianos. “Descrevemos uma lista de variantes mitocondriais encontradas no tumor do pênis, incluindo cinco novas variantes encontradas especificamente no tecido tumoral. Avaliamos ainda a patogenicidade das variantes, ou seja, a capacidade das variantes em contribuir para a evolução da doença”, disse Reis. “Também sugerimos que a redução do número de cópias e o aumento da instabilidade do genoma mitocondrial podem atuar em conjunto contribuindo para o desequilíbrio do metabolismo celular dos tumores penianos”, disse Silva Junior. É a primeira vez que se estabelece um vínculo entre o câncer peniano e o genoma mitocondrial. O trabalho dos pesquisadores indica que a melhor compreensão da biologia mitocondrial pode, eventualmente, abrir um novo campo para a terapia no carcinoma peniano. O artigo Mitochondrial genome analysis in penile carcinoma (doi: https://doi.org/10.1007/s11033-018-4197-5), de L.F. Araújo, A.T. Terra Jr., C.T.G. Sares, C.F.R. Sobreira, E.F.Faria, R.D. Machado, A.A. Rodrigues Jr., V.F. Muglia, W.A. Silva Jr. e R.B. Reis, pode ser lido em https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs11033-018-4197-5.   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.
18/01/2019

Revista Radis aborda queda da cobertura vacinal no Brasil

IMUNIZAÇÃO EM BAIXA

Revista Radis aborda queda da cobertura vacinal no Brasil

As baixas coberturas alcançadas para as principais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação representam uma ameaça real de retorno de doenças comuns no passado

Pela primeira vez, o Zé Gotinha não sorri. A personagem — conhecida pelo sorriso simpático que a torna cativante para as crianças, desde que foi criada, em 1986 — aparece com a expressão triste e preocupada nas peças publicitárias da campanha divulgada pelo Ministério da Saúde em outubro de 2018. O motivo: as baixas coberturas alcançadas para as principais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação representam uma ameaça real de retorno de doenças comuns no passado, como o sarampo e a poliomielite (paralisia infantil). As feições descontentes da personagem traduzem uma inquietação que também incomoda profissionais e estudiosos da saúde: por que o Brasil — que tem um Programa Nacional de Imunizações (PNI) reconhecido internacionalmente — vive um contexto em que aumenta a parcela da população sem vacinação adequada? O retorno do sarampo em 2018 — com o registro de 10.163 casos no país, até o fim de novembro — coloca em risco o título recebido pelas Américas, em 2016, de área livre da doença, por um Comitê Internacional de Especialistas da Organização Pan-americana da Saúde (Opas). A vacina que previne a doença encontra-se disponível gratuitamente nas unidades básicas do SUS, em duas doses — é a tríplice viral, que também combate a caxumba e a rubéola, ofertada no calendário desde 1995. Porém, em 2017, a cobertura da primeira dose ficou abaixo da meta de 95% (90,1%, de acordo com o último levantamento), enquanto a da segunda ficou em 74,9%, segundo dados do PNI encaminhados à Radis. “Se nós mantivermos baixas coberturas vacinais, basta uma pessoa doente entrar no nosso país para ocorrer a transmissão. Por isso temos que voltar a ter elevadas coberturas, porque somente dessa forma estaremos com nossa população protegida”, explica a coordenadora do PNI, Carla Domingues. Temida no passado pelas sequelas permanentes causadas em crianças, como a paralisia, a poliomielite foi eliminada do país depois do último caso, em 1989, graças às ações de vacinação nos postos de saúde e nas campanhas nacionais. O combate à pólio rendeu a tradicional imagem da gotinha aplicada na boca das crianças (atualmente utilizada nas doses de reforço, a partir de 1 ano) — assim como a pergunta dos filhos aos pais nas filas da vacinação: “É gotinha ou injeção?”. Mas, tanto em 2016 quanto em 2017, a cobertura da vacina contra a pólio ficou, pela primeira vez, mais de 10 pontos percentuais abaixo da meta, que também é de 95%: 84,4%, em 2016; e 83,4%, em 2017. Para a primeira dose de reforço, dada a partir dos 15 meses de vida, a cobertura foi de pouco mais de 77% em 2017 — isso significa que cerca de 23% das crianças que completaram um ano de idade naquele ano não fizeram o esquema vacinal adequado e não estão corretamente imunizadas contra a doença. Queda nos números Outras vacinas seguem o mesmo caminho: a pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae B, alcançou apenas 82,2% da população indicada; a do rotavírus ficou em 83,3%; e a da hepatite B em crianças com menos de 1 mês, 84,1%. A curva de queda nas principais vacinas ofertadas gratuitamente à população começou em 2016 e repetiu-se nos dois anos seguintes, em descompasso com os anos anteriores. Tal cenário faz com que o PNI tenha tido, em 2017, as piores coberturas desde 2000 para as principais vacinas do calendário. Os dados são ainda mais alarmantes se levarmos em conta a distribuição desigual pelo país: segundo o Ministério da Saúde, mais da metade das cidades brasileiras não têm cobertura adequada para a maioria das vacinas do calendário nacional. Apenas 44,6% dos municípios alcançaram a meta estipulada para a pólio, algo semelhante ocorrendo com hepatite A, BCG (que previne contra formas graves da tuberculose), rotavírus, meningocócica C e pentavalente. Em junho de 2018, o órgão fez um alerta de que 312 municípios haviam vacinado menos de 50% das crianças na faixa etária recomendada contra a pólio. A queda na cobertura também é percebida nos estados: o Rio Grande do Norte, por exemplo, vacinou apenas cerca de 68% da população pretendida contra a doença, em 2017 — enquanto antes de 2015, o estado sempre havia alcançado cobertura acima de 90%. O que explica essa diminuição na parcela da população que se vacinou corretamente — se o país oferece 19 vacinas gratuitamente no calendário nacional, com imunizantes para crianças, adolescentes, adultos, idosos e povos indígenas? Diante da circulação crescente de notícias falsas sobre vacinas, nas redes sociais, este fator teria algum peso para que as pessoas deixem de procurar os postos de saúde para se prevenir contra doenças que podem matar? Mesmo com as evidências científicas de que as vacinas são seguras, por que alguns pais e responsáveis não vacinam seus filhos? Radis buscou respostas para essas perguntas, em conversa com profissionais e estudiosos da epidemiologia e da saúde pública, e encontrou razões que vão desde a falsa sensação de segurança contra doenças que diminuíram sua incidência até as falhas de comunicação dos órgãos de saúde com a população. A crise do Sistema Único de Saúde (SUS) também pode pesar nessa conta. Leia a matéria completa, disponínel gratuitamente no site da revista Radis. Matéria publicada na revista Radis em dezembro de 2018, com o título original: ‘E agora, Zé?’   Leia mais sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em BRASIL CTI.

Poder em Números


10/12/2018

Saiba quem são os 22 ministros do governo Bolsonaro

7 a menos que do governo Temer

Saiba quem são os 22 ministros do governo Bolsonaro

7 a mais do que havia proposto durante a campanha eleitoral

28/11/2018

Resumo anual da cota parlamentar na Câmara dos Deputados

Cota parlamentar

Resumo anual da cota parlamentar na Câmara dos Deputados

Acompanhe a cota parlamentar na Câmara dos Deputados nos últimos 10 anos

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar – CEAP (antiga verba indenizatória) é uma cota única mensal destinada a custear os gastos dos deputados exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar. O valor máximo mensal da cota depende da unidade da federação que o deputado representa. Essa variação ocorre por causa das passagens aéreas e está relacionada ao valor do trecho entre Brasília e o Estado que o deputado representa. Acompanhe agora o resumo anual dos últimos 10 anos da cota parlamentar na Câmara dos Deputados.  
28/11/2018

Resumo anual da cota parlamentar no Senado Federal

Cota Parlamentar

Resumo anual da cota parlamentar no Senado Federal

Acompanhe a cota parlamentar no Senado Federal nos últimos 11 anos

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores – CEAPS, é um recurso financeiro público disponibilizado aos senadores para o custeio de seus mandatos, a CEAPS é constituída pela verba de transporte aéreo e pela verba indenizatória. A despesa realizada pela Senadora ou pelo Senador é ressarcida pelo Senado Federal, mediante comprovação e até o valor limite mensal estabelecido. Acompanhe agora o resumo anual dos últimos 11 anos da cota parlamentar no Senado Federal.
28/11/2018

Os campeões de gastos da cota parlamentar

Cota parlamentar

Os campeões de gastos da cota parlamentar

Fique atento e saiba quem são principais parlamentares que mais gastaram dinheiro público na atual legislatura

A cota parlamentar, também conhecida como verba indenizatória é um recurso financeiro público disponibilizado a todos os deputados federais e senadores para o custeio de seus mandatos. Por mês cada um tem direito a restituir até R$ 45.612,53 com sua alimentação, passagens aéreas, combustível, consultoria, entre outros. Acompanhe quem são os principais parlamentares que mais gastaram dinheiro público da verba indenizatória da atual legislatura.