Riscos ao Brasil

Barroso vê Moraes ‘firme e rigoroso’ e descarta interferências externas

Presidente do STF defende ministro alvo de sanção dos EUA por atuar contra suposta 'trama golpista'

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Presidente do do STF, ministro Luís Roberto Barroso. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu, nesta sexta-feira (1º),  o ministro Alexandre de Moraes por atuar de forma “firme e rigorosa” e com “bravura e cursos pessoais elevados”, diante de riscos que a suposta “trama golpista” trouxe ao Brasil. Barroso descartou interferências externas na Justiça do Brasil, diante das sanções dos Estados Unidos contra o Brasil e o ministro Alexandre de Moraes, motivadas pelo que o presidente Donald Trump chama de “perseguição judicial” ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL).

“Com inexcedível empenho, bravura e custos pessoais elevados, conduziu ele as apurações e os processos relacionados aos fatos acima descritos. Nem todos compreendem os riscos que o país correu e a importância de uma atuação firme e rigorosa, mas sempre dentro do devido processo legal”, disse Barroso, ao abrir os trabalhos deste segundo semestre do Judiciário.

O presidente do STF ainda destacou que os autos de ações penais resultantes da reação da oposição contra a eleição do presidente Lula (PT), incluem “confissões, vídeos, áudios, textos e outras provas que visam documentar os fatos”. Os processos incluem a ação penal em que Bolsonaro é réu, denunciado por supostos crimes, a exemplo de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, que culminaram em ataques de 8 de Janeiro de 2023, que destruíram as sedes dos Três Poderes da República.

“A marca do Judiciário brasileiro, do primeiro grau ao Supremo Tribunal Federal, é a independência e a imparcialidade. Todos os réus serão julgados com base nas provas produzidas. Sem qualquer tipo de interferência, venha de onde vier”, assegurou Barroso. 

Moraes tem sido apontado por Trump como responsável por sanções do tarifaço norte-americano a produtos brasileiros e da Lei Magnitsky, aplicada na quarta-feira (30) ao ministro. por ordem do presidente norte-americano, que considera o relator das ações da suposta “trama golpista” como líder de uma perseguição judicial a Bolsonaro. O STF tem sido tratado até como “Tribunal de Moraes”, diante do protagonismo do ministro sancionado com a mais alta sanção dos EUA a um estrangeiro.

Assista a íntegra do discurso de Barroso: