Eleições 2022

Brasil não vai ‘correr o risco’ de ter Lula e Bolsonaro no 2º turno, diz Moro

O ex-juiz afirmou durante entrevista à Jovem Pan que os dois "estão comprometidos com modelos de corrupção"

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Foto: Isaac Amorim

O ex-juiz Sérgio Moro, pré-candidato à presidência da República, afirmou nesta terça-feira, 18, que o Brasil não será submetido a “escolhas trágicas” de ter de decidir entre o ex-presidente Lula e o atual presidente Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais deste ano. Ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Moro disse ainda que os dois governos “estão comprometidos com modelos de corrupção”.

“O Brasil não vai correr esse risco, não vamos ser submetidos a essas escolhas trágicas. […] Nem quero pensar em mais quatro anos de Bolsonaro ou Lula, seria tão trágico. No mínimo, perdemos quatro anos, mas há risco de comprometer o nosso futuro de maneira significativa. São governos que estão comprometidos com modelos de corrupção. Mas temos tempo, vocês não estão fadados a cometer suicídio político“, afirmou o ex-Ministro da Justiça durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News.

Para Moro, a única razão para alguém optar por votar em Lula ou Bolsonaro é evitar um deles.

“As pessoas querem no fundo um governo que melhore a vida delas, que dê oportunidade para o país voltar a crescer, ter emprego e renda. […] Há uma insatisfação, ninguém quer essa polarização entre esses dois extremos, porque as pessoas perceberam que eles pouco têm a oferecer, além de ser alternativa um do outro”.

Apesar de não decolar nas pesquisas, Moro considera que sua participação nas eleições tem a capacidade “de romper essa polarização que não interessa a nenhum brasileiro, não interessa a ninguém”.

Ainda durante sua participação no programa da Joem Pan News, Moro foi questionado se tem medo de ser confrontado sobre decisões à frente da Lava Jato que foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. Ele disse respeitar a Suprema Corte, mas ponderou que a situação é lamentável.

“O que as anulações revelam é que estamos voltando ao cenário de que ricos e poderosos nunca sofrerão as consequências de seus atos. Ainda que cometa crimes, ainda que roube, não vai para cadeia. Temos que resgatar aquilo da Lava Jato que é um país mais justo, que ninguém está acima da lei”, defendeu Moro, que completou: “Essas decisões de anular geram sentimento de indignação no brasileiro, que quer um governo honesto. Se não tivermos gente honesta no governo, não temos como ir para frente. Brasileiro quer um governo honesto, que combata a corrupção.”

Em todas as pesquisas eleitorais, Sérgio Moro não passou ainda de 10% das intenções de voto. O ex-juiz culpa os altos índices de rejeição as “mentiras e fake news” pelo seu trabalho feito na Lava Jato e no Ministério da Justiça.

“Acho natural essa rejeição, mas pesquisas têm apontado que tem caído. Quando saio na rua não tenho visto a rejeição que as pesquisas estão apontando, pelo contrário”.

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