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Fraudes e pressão por "kit covid"

Alesp deve votar hoje abertura da CPI da Prevent Senior nesta quarta-feira

Operadora de saúde é investigada por fraudar atestados de óbito e usar remédios contra a Covid-19 sem eficácia comprovada, além de coagir médicos

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Operadora de saúde Prevent Senior. Foto: Divulgação

Os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) devem votar nesta quarta-feira, 6, o requerimento para tramitação em regime de urgência do Projeto de Resolução 24/21, que cria a CPI da Prevent Senior. A medida foi acertada nesta segunda-feira, 4, durante reunião do Colégio de Líderes.

Caso a urgência seja aprovada, a tramitação do projeto será acelerada e a análise das comissões poderá ser feita de uma única vez.

Em nota divulgada no site da Alesp, o presidente da Casa, deputado Carlão Pignatari, afirmou que “a CPI é necessária para que os parlamentares ouçam todos os lados e investiguem se a população de São Paulo foi ou não lesada. E vamos nos ater aos fatos, agir de maneira correta e séria, e garantir que os atuais beneficiários da Prevent Senior não sejam prejudicados“, disse.

No pedido da CPI, os parlamentares signatários dizem que pretendem investigar a falta de consentimento de pacientes à prescrição de medicamentos ineficazes do chamado “kit Covid“, a adulteração de atestados de óbito para que o coronavírus não fosse apontado como causa da morte e a fraude praticada em um estudo que buscava propagandear a prescrição de cloroquina.

No entanto, os deputados que integram a bancada governista na Alesp, entre eles a deputada Janaina Paschoal (PSL), o deputado Douglas Garcia (PTB) e a deputada Valéria Bolsonaro (PRTB), tentam impedir a votação que decidirá sobre a instalação da CPI da Prevent Senior.

“São 5 CPIs por vez. Temos 5 instaladas ‘de direito’, mas as contrárias ao governo não estão funcionando de fato (Dersa e isenções fiscais). De repente, querem instalar uma sexta CPI, extraordinária, para investigar o que já está sendo investigado no Senado, no Ministério Público, na Câmara. Não vejo sentido”, afirmou a líder do PSL na Assembleia, Janaína Paschoal.

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