Separatistas na Ucrânia

Referendo para independência de Sloviansk será dia 11

Manifestantes pró-Rússia ainda comandam outras cidades do leste do país

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O referendo separatista proposto pelos manifestantes pró-russos no leste da Ucrânia acontecerá como previsto no domingo (11), informaram nesta quinta-feira (8) os próprios separatistas. O referendo “acontecerá em 11 de maio” declarou o chefe da república auto-proclamada de Donetsk, Denis Puchilin. A porta-voz do prefeito proclamado da cidade de Sloviansk (controlada por separatistas pró-Rússia), Stella Korocheva, confirmou que o “referendo acontecerá em Sloviansk em 11 de maio”.

A operação militar no sudoeste da Ucrânia continuará independentemente da decisão dos separatistas pró-russos sobre o possível adiamento do referendo de 11 de maio, informou o secretário do conselho para a segurança nacional para a defesa da Ucrânia, Andri Parubi.

O presidente russo, Vladimir Putin, presidiu na noite de ontem (7) uma reunião urgente do conselho de segurança nacional russo sobre a crise na Ucrânia, depois de seu encontro no Kremlin com o presidente de turno da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce), Dider Burkhalter, e a sua proposta para os separatistas é d que adiem o referendo para promover um dialogo com Kiev, informou hoje o seu porta-voz, Dmitri Peskov. Por sua vez, o presidente interino ucraniano, Oleksandr Turcinov, assim como o primeiro-ministro interino ucraniano Arseni yatseniuk, não aceita a hipótese de negociações com os separatistas pró-russos.

“Estamos prontos para discutir com os representantes das administrações locais, com os ativistas públicos e os empreendedores das regiões de Donetsk e Lugansk, mas os Países civilizados normalmente não falam com criminosos com mãos sujas de sangue”, declarou Turcinov. Eleições As eleições presidenciais ucranianas de 25 de maio podem ser legítimas apenas se Kiev acabar com a operação militar no leste do país e lançar um diálogo nacional, disse hoje o porta-voz de Putin.

“Como disse ontem o presidente Putin, a eleição é um passo na direção certa, mas pode ser legitima apenas se esta ‘operação punitiva’ for impedida e apenas se for promovido um diálogo inter-ucraniano”, declarou Peskov, citado pela agência de notícia russa Interfax. Ansa

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