Manifestantes organizam evento contra Bolsonaro
Mais de 7 mil pessoas foram convidadas para o evento na próxima quinta-feira
Está sendo organizada pelo Facebook uma manifestação contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) na próxima quinta-feira (13). Isso porque o parlamentar, conhecido por fazer declarações polêmicas sobre gays, manifestou desejo de ser o presidente da Comissão de Direitos Humanos. ?O Congresso debocha da sociedade brasileira novamente?, dizem os organizadores na descrição do evento. ?O deputado folclórico e perigoso Bolsonaro, do Partido Progressista, mesmo do procurado pela Interpol, Paulo Maluf, tem chances reais de assumir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara?, completou.
A manifestação será em São Paulo e começa às 18h, na Praça do Ciclista, próximo das estações de metrô Consolação (linha verde) e Paulista (linha amarela). Os participantes alegam que Bolsonaro já quebrou o decoro parlamentar inúmeras vezes, mas nada acontece. ?Falta autoridade moral a quem deveria puni-lo?, afirmam. ?Em busca por manchetes e sem nenhuma preocupação real com as mazelas do país, o deputado prega ódio contra indígenas, LGBTs, negros, defende a tortura, ‘anti-credenciais’ que deveriam por si só excluí-lo de qualquer possibilidade de participar de um colegiado que tem como missão a defesa dos Direitos Humanos?, completam.
No ano passado, o deputado Marco Feliciano (PSC), da bancada evangélica, criou a mesma polêmica ao ocupar o cargo hoje pleiteado por Bolsonaro. Para os manifestantes, ele e Bolsonaro são as ?piores figuras do Congresso? e não têm ?a menor condição moral de assumir a cadeira de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM)?. ?Por isso dizemos: basta!?, disseram.
Há também uma petição online para ?evitar a destruição da Comissão de Direitos Humanos?. O documento já conta com 1.821 assinaturas e os organizadores esperam atingir a marca de 100 mil apoiadores para enviá-lo a lideranças partidárias do Congresso Nacional. ? Exigimos que coloquem na CDHM alguém com um histórico de luta pelos direitos humanos”, diz o documento.