Conselhos Populares

Entidades e artistas criticam 'decreto bolivariano' de Dilma

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O decreto bolivariano da presidenta Dilma Rousseff (PT), determinando que movimentos sociais participem da administração e auxiliem o Executivo, enfrenta forte resistência não só entre os parlamentares. Artistas e entidades de classe dispararam contra a canetada da petista.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira, comparou a medida de Dilma à atuação do Executivo em outros países da América Latina. ?É uma medida que aproxima o Brasil de regimes semelhantes na América Latina que estão tendo uma posição muito à esquerda e, consequentemente, solapando as bases da democracia?.

Artistas, celebridades e pensadores, engajados em causas políticas e sociais, se mobilizaram e também pressionam para derrubar a proposta de Dilma.

O apresentador Danilo Gentili, que aparece na lista negra de jornalistas do PT, retuitou a seguinte mensagem: ?E SEM DITADURA BOLIVARIANA! RT @PrisciIlIa: 294 votam CONTRA o decreto bolivariano d BANDO. Vão se lascar seus bandidos. O  Brasil é NOSSO.?

O filósofo Luiz Felipe Pondé foi outro que disparou contra a criação dos conselhos populares. Ele classificou a criação de conselhos populares como um ?golpe totalitário indireto?. Em entrevista à TV Cultura, na semana passada, Pondé explicou que ?esse tipo de prática que é bem ao gosto da sensibilidade bolivariana, que destruiu a Venezuela e Cuba, entre outros países?.

O deputado federal Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara, endossou o coro. ?A casa de representação popular é o Parlamento, é o Congresso. Evidente que a gente tem outras maneiras de ouvir a sociedade e estamos abertos a esses outros métodos. Mas todos eles devem estar baseados em projetos de lei discutidos de forma democrática aqui no Parlamento brasileiro?, disparou o parlamentar.