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Bolsonaro designa Pazuello para cargo de assessoria ao ministro da Defesa

Ex-ministro será assessor do general Fernando Azevedo e Silva até o presidente definir seu destino

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Depois da tentativa de prender Fábio Wajngarten, ficou claro para o governo que Pazuello será tratado como investigado e não como testemunha. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que é general do quadro ativo do Exército Brasileiro, será designado para trabalhar em uma função, ainda a ser definida, no Ministério da Defesa.

“Ele vai ficar por lá até o presidente definir o seu destino final”, segundo confirmou ao Diário do Poder uma fonte qualificada do Palácio do Planalto, onde o ex-ministro é elogiado pela disposição para o trabalho. Ele e sua equipe chegaram a fazer jornadas de até 20 horas em um dia.

O presidente Jair Bolsonaro avalia o destino final de Pazuello, mas algumas opções iniciais podem ser descartadas, como a coordenação do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) ou a chefia das ações do governo federal de combate ao desmatamento e na proteção da Amazônia.

Assessoria ao ministro

Por enquanto, Pazuello será assessor especial do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que ainda vai decidir suas atribuições específicas.

Em razão de sua experiência, a expectativa é que o ex-ministro da Saúde venha a ser designado para dar suporte à área de logística, sobretudo nas ações das Forças Armadas de combate à pandemia.

Há mais de um ano, militares das três forças têm atuado no transporte de profissionais de saúde e de materiais utilizados enfrentamento à covid, como cilindros e usinas de oxigênio, testes, medicamentos etc.

Pazuello conquistou admiradores no governo, sobretudo depois de ter sido convocado a assumir o Ministério da Saúde, onde havia chegado para ser apenas o nº 2, como secretário-executivo. “Ele teve de trocar pneu com o carro andando”, conta um importante auxiliar de Bolsonaro.