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Absoluta desinformação

Collor aconselha Bolsonaro no Nordeste: ‘Não se apoquente com as críticas’

Ex-presidente ainda alfinetou Doria, ao afirmar que não há 'salvador da pátria' no caso das vacinas

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Senador Fernando Collor com o presidente Jair Bolsonaro ao inaugurar ponte da BR-101, entre Alagoas e Sergipe. Foto. Alan Santos/PR

Durante o evento que liberou hoje (28) o tráfego sobre a nova ponte que liga Alagoas a Sergipe, no trecho duplicado da BR-101 sobre o Rio São Francisco, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PROS-AL) aconselhou o presidente Jair Bolsonaro a não se apoquentar, em momento nenhum, com as críticas que seu governo vem recebendo. Em seu discurso, Collor classificou as críticas a Bolsonaro como fruto de desinteligência e de absoluta desinformação.

“Em momento nenhum, se apoquente com as críticas que vêm sendo feitas ao seu governo, aos borbotões. Essas críticas, todas elas, muitas delas, fruto de uma completa desinteligência, de uma absoluta desinformação, por parte daqueles que formulam essas críticas, do fato em si”, defendeu Collor.

O ex-presidente repetiu o conselho, a respeito das críticas sobre a atuação do governo no âmbito da vacinação contra a covid-19. E reagiu às recorrentes críticas a Bolsonaro feitas pelo governador de São Paulo, João Doria Jr. (PSDB), que disputa o protagonismo da vacinação contra o coronavírus e foi comparado por Collor a um pretenso “salvador da pátria”.

“Também não se apoquente, não se inquiete, com essas críticas que vêm fazendo, e com essa disputa que querem fazer em relação à vacina, quando essa questão da vacinação, minha gente, só tem uma pessoa para conduzir esse processo, que é o chefe de Estado Brasileiro, que é o presidente da República. Não adianta quererem fazer um atalho e apresentassem como se fossem salvadores da pátria. Porque não há salvadores da pátria nesse caso, e nenhum outros casos também. Mas há, sim, o comando de um presidente da República, a quem cabe, como chefe de Estado, por intermédio de seu ministro de relações exteriores, ditar os rumos da política externa brasileira”, disse Collor, ao elogiar o chefe do Itamaraty, Ernesto Araújo.

Presidente Bolsonaro cercado por populares ao inaugurar ponte entre Alagoas e Sergipe. Foto: Alan Santos/PR

Capote do povo e do Congresso

O senador afirmou ainda que Bolsonaro vem enfrentando uma tempestade, em função do nada, de algo criado do nada. Mas disse ter certeza de que seria uma chuva passageira, ao reforçar o conselho de que o presidente não fique desestimulado com tais críticas, por ter o “capote” do apoio dos brasileiros e do Congresso Nacional.

“É uma chuva que rapidamente vai passar. Porque o capote de vossa excelência é muito robusto. É um capote que tem o apoio copioso da população brasileira, e o apoio fundamental da classe política brasileira, que no Congresso Nacional lhe dá a sustentação para exercer o papel que lhe foi destinado pela força do voto popular, em favor dos brasileiros”, afirmou Collor.

O senador alagoano ainda elogiou a missão que está sendo cumprida por Jair Bolsonaro, apesar dos dissabores enfrentados. E concluiu seu discurso com um pedido para que o presidente possa iniciar os estudos para construir mais uma ponte sobre o Velho Chico, entre Penedo (AL) e Neópolis (SE).

Sem assunto

Ao se referir aos conselhos de Collor, em seu discurso, Bolsonaro citou a denúncia da compra de R$ 15,6 milhões em leite condensado pelo governo, justificada pelo Ministério da Defesa como fonte de energia necessária para integrantes das Forças Armadas. Para o presidente, a polêmica seria fruto de falta de assunto capaz de o atingir.

“Sabemos, presidente Collor, que a missão é espinhenta. E o político bem sabe que, para enfrentar desafios, ele tem que ter couro grosso. Quando falam em leite condensado… Não tem o que falar de mim, pô?”, brincou o Bolsonaro.

O presidente ainda respondeu ao apelo de Collor para construção de uma nova ponte entre Sergipe e Alagoas, expondo a sinalização positiva do ministro da Infraestrutura. “O Tarcísio [Gomes de Freitas] respondeu que é possível sim, via Ministério do Desenvolvimento Regional, que tem à frente um ministro nordestino também, que é o nosso prezado Rogério Marinho. E essa possibilidade, realmente vai se concretizar se Deus quiser. É o primeiro passo  e não vai levar 26 anos não. Pode ter certeza”, prometeu o presidente, ao dizer que conta com o empenho das bancadas de Alagoas e Sergipe, em torno do projeto.

Veja os conselhos de Collor ao presidente Jair Bolsonaro, registrados pela TV Brasil.

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