Trump eleva o tom e cobra aliados da Otan por mais gastos com defesa
Presidente dos EUA afirma que Washington suporta uma parcela desproporcional dos custos da aliança e defende maior compromisso dos países europeus
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas à relação entre Washington e a Organização do Tratado do Atlântico Norte, afirmando que os Estados Unidos assumem um peso desproporcional na aliança militar enquanto diversos países europeus não contribuem na mesma medida para a própria defesa.
As declarações ocorreram às vésperas de uma nova reunião da organização e reforçam uma posição que Trump mantém desde seu primeiro mandato.
Segundo o presidente americano, a parceria entre os Estados Unidos e os demais integrantes da Otan não é recíproca.
Trump argumentou que Washington continua sendo o principal responsável pelos custos da estrutura de defesa da aliança, enquanto vários aliados europeus deveriam ampliar seus investimentos militares e assumir maior responsabilidade pela segurança do continente.
O republicano também voltou a mencionar o recente conflito envolvendo o Irã ao afirmar que os aliados não ofereceram o nível de apoio esperado pelos Estados Unidos durante a crise.
Para Trump, essa situação reforça a necessidade de revisar a forma como os compromissos dentro da Otan são divididos entre os países membros.
As críticas de Trump ocorrem em um momento de preparação para a próxima cúpula da Otan, quando líderes da aliança deverão discutir o fortalecimento da cooperação militar, o aumento dos investimentos em defesa e os desafios relacionados à segurança internacional.
O tema do financiamento da organização deve estar entre os principais assuntos da reunião.
Desde sua campanha presidencial e ao longo de seus mandatos, Trump tem defendido que os países europeus cumpram metas mais ambiciosas de gastos militares, sustentando que os contribuintes americanos não devem arcar com a maior parte dos custos da defesa coletiva.
A cobrança por uma distribuição mais equilibrada das despesas voltou a ganhar destaque nas declarações recentes do presidente.
Apesar das críticas, a expectativa é que os chefes de Estado e de governo da Otan busquem manter a cooperação entre os aliados durante o encontro, ao mesmo tempo em que discutem novas medidas para ampliar a capacidade de defesa da aliança diante dos atuais desafios geopolíticos.