Trump aponta entraves em negociações com o Irã
Líder americano visitou tropas responsáveis por operação na Venezuela e comentou impasses com o governo iraniano
Nesta sexta-feira (13), o presidente Donald Trump manifestou a militares dos Estados Unidos que o governo do Irã tem apresentado uma postura rígida durante as discussões sobre o setor nuclear. Em pronunciamento realizado na base de Fort Bragg, situada na Carolina do Norte, o líder americano indicou que a imposição de receio sobre Teerã poderia ser uma ferramenta necessária para atingir uma resolução sem conflitos para a crise atual.
Diante de um contingente de soldados na ativa, Trump ressaltou a complexidade de se estabelecer consensos com os representantes iranianos. A declaração ocorreu simultaneamente ao anúncio do Pentágono sobre o deslocamento de um segundo porta-aviões para a região do Oriente Médio. Sobre a movimentação da maior embarcação de guerra do globo, o presidente justificou a medida afirmando que o objetivo é fazer com que “o tenhamos pronto” se o diálogo diplomático não prosperar.
Durante a cerimônia, o mandatário relembrou as ofensivas aéreas americanas efetuadas contra centros nucleares em solo iraniano em junho de 2024. Apesar da retórica de força, houve mediação recente conduzida por Omã na última semana. Segundo porta-vozes da chancelaria de Teerã, esses encontros serviram para testar a disposição de Washington e demonstraram que ainda há base para a continuidade da via diplomática, embora não exista definição sobre o cronograma de futuras reuniões.
A agenda em Fort Bragg também incluiu um encontro com destacamentos de elite que atuaram na missão de captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida em 3 de janeiro. Maduro, que permanece contestando sua legitimidade no poder, é alvo de processos no sistema judiciário dos EUA por crimes ligados ao tráfico de entorpecentes e narcoterrorismo. Após a detenção do líder, Trump iniciou cooperação com a sucessora interina, Delcy Rodríguez, visando obter influência significativa sobre o setor petrolífero venezuelano.
A base militar visitada concentra aproximadamente 50.000 combatentes e está localizada em um estado central para o cenário político dos EUA. A Carolina do Norte é palco de disputas intensas previstas para o Legislativo em novembro deste ano e é considerada um colégio eleitoral decisivo para o pleito presidencial de 2028.