Trump afirma que “dias de Maduro estão contados” e aumenta pressão sobre regime
Em entrevista, presidente dos EUA endurece discurso, não descarta ação militar e reforça que não dará garantias ao líder venezuelano para deixar o poder
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (9) que os dias de Nicolás Maduro no poder “estão contados”.
A declaração foi dada durante entrevista ao site Politico, e marca mais uma intensificação na retórica de Washington contra o regime venezuelano.
Trump não descartou a possibilidade de enviar tropas americanas à Venezuela como parte de um eventual esforço para remover Maduro do poder.
Questionado sobre o envio de tropas terrestres, o mandatário disse: “Não quero confirmar nem descartar. Não falo sobre isso.”
O tom beligerante se soma a uma ampla mobilização militar norte-americana nos arredores da Venezuela.
Nos últimos meses, as Forças Armadas dos EUA intensificaram operações no Caribe e no Pacífico contra embarcações que acusam de tráfico de drogas, parte de uma ofensiva que Washington aponta como luta contra o narcotráfico internacional.
A escalada diplomática e militar acontece em paralelo a planos internos da administração americana para um eventual processo de “transição pós-Maduro”, segundo fontes ouvidas pela imprensa, a Casa Branca já articula esse cenário em canais reservados.
Apesar da firmeza das declarações, Trump afirmou que não atenderá a pedidos de líderes do regime venezuelano (incluindo exigências de anistia e perdão) caso Maduro aceite sair do poder.
A oferta de saída com a família, que teria sido apresentada em conversas anteriores, foi rejeitada pelo líder venezuelano.
Com essa postura, os Estados Unidos reforçam sua pressão contra o que classificam como regime autoritário e alinhado ao narcotráfico, preparando terreno para uma possível mudança de governo em Caracas.
A tensão entre os dois países segue alta, com atenção internacional voltada à evolução da crise venezuelana.