Terrorista que atacou sinagoga era investigado por estupro
Jihad al-Shamie chegou a ser preso e libertado sob fiança, mas nunca foi formalmente acusado; sem ligação com terrorismo, até então
O terrorista Jihad al-Shamie, de 35 anos, matou duas pessoas e feriu quatro em um ataque a uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra, na quinta-feira (2), durante as celebrações do Yom Kippur, a data mais sagrada do judaísmo.
O agressor, de origem síria e cidadão britânico desde 2006, foi morto por policiais armados.
Segundo o jornal The Guardian, Al-Shamie estava sob investigação por estupro no início deste ano. Ele chegou a ser preso e libertado sob fiança, mas nunca foi formalmente acusado.
Fontes policiais indicam que ele também possuía antecedentes por delitos menores, sem ligação com terrorismo.
O ataque começou quando o homem avançou com um carro contra fiéis reunidos em frente ao templo. Em seguida, desceu do veículo e atacou com uma faca.
Testemunhas relataram pânico e tentativa coletiva de impedir a invasão. A polícia interveio rapidamente, mas investigações apontam que uma das vítimas fatais pode ter sido atingida acidentalmente pelos tiros dos agentes.
Nascido na Síria e residente em Prestwich, região de Manchester, Al-Shamie era descrito como recluso, alternando entre vestimentas ocidentais e tradicionais sírias.
O pai, Faraj al-Shamie, condenou o atentado em nota pública, mas já havia feito postagens elogiando o ataque do Hamas contra Israel em 2023, que deixou mais de mil mortos.
As autoridades britânicas agora investigam possíveis falhas de monitoramento e sinais de radicalização que não foram devidamente tratados antes do atentado.