Teerã desafia o Ocidente e avisa que está pronta para guerra total contra Israel
Financiador do terrorismo global quebra cessar-fogo com nova chuva de mísseis, ameaça bases americanas e avisa que não recuará diante do cerco econômico de Trump
O regime teocrático do Irã declarou formalmente que possui estrutura e recursos para sustentar uma guerra de longo prazo contra o Estado de Israel.
O posicionamento foi divulgado por meio da agência de notícias estatal Tasnim, controlada pelo aparato militar do país, com base em declarações de oficiais do alto escalão das Forças Armadas iranianas.
De acordo com Teerã, a estratégia militar israelense e o apoio logístico ocidental falham ao supor que o país persa seria contido por táticas de intimidação ou retaliações pontuais.
O governo iraniano estendeu suas ameaças aos Estados Unidos, alertando que os ativos econômicos e as bases militares norte-americanas no Oriente Médio sofrerão consequências diretas devido ao suporte diplomático e bélico fornecido a Jerusalém.
Oficiais de Teerã classificaram como “propaganda enganosa” qualquer tentativa ocidental de separar as ações militares de Washington e de Israel na região, reforçando a retórica de que elevarão o nível de confronto armado até que o governo israelense recue em suas operações de defesa.
A manifestação belicosa do Irã ocorreu em paralelo a um grave rompimento do cessar-fogo que durava dois meses. Na madrugada, as forças iranianas dispararam uma nova onda de mísseis em direção ao território de Israel, acionando o sistema de sirenes em diversas cidades e forçando a população civil a buscar abrigos.
A ofensiva militar da teocracia foi uma resposta direta aos ataques prévios das Forças de Defesa de Israel (FDI), que haviam bombardeio instalações militares e depósitos de armas no oeste e na região central do território iraniano.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã também culpou os Estados Unidos pela quebra do pacto de não agressão assinado em abril.
O porta-voz da pasta, Esmaeil Baghaei, afirmou publicamente que o país opera em um ambiente de extrema desconfiança em relação à diplomacia ocidental.
Ele alegou que Israel realiza ações de contraterrorismo no Líbano, visando desmantelar a estrutura do grupo xiita Hezbollah, com a anuência direta de Washington para, segundo a ótica de Teerã, sabotar os canais de negociação.
Diante do risco iminente de uma escalada descontrolada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para exigir a suspensão imediata dos disparos de ambos os lados.
Em mensagens públicas, o líder norte-americano afirmou que o bloqueio naval e econômico aos portos iranianos continuará rigorosamente em vigor até que um acordo definitivo de desarmamento e paz seja formalizado.
Após a manifestação de Washington e contatos diretos com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, os bombardeios mútuos foram temporariamente suspensos.