Milei corta impostos para estimular agro argentino
Novo pacote sepulta as velhas amarras estatistas para consolidar a liberdade econômica e fazer o campo decolar sem o peso do Estado
Em um movimento estratégico para impulsionar a liberdade econômica e devolver a competitividade ao setor produtivo, o presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou uma nova redução nos impostos sobre as exportações agrícolas, conhecidos localmente como retenciones.
O anúncio foi realizado durante um discurso na Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
A medida visa desonerar o motor econômico do país e reaquecer o mercado privado.
A partir de junho de 2026, as tarifas de exportação sobre o trigo e a cevada serão reduzidas de 7,5% para 5,5%, garantindo um alívio imediato para os produtores no momento em que definem o plantio da nova safra.
Além disso, o cronograma de desregulamentação prevê uma redução gradual para a soja a partir de janeiro de 2027.
Os cortes para o grão serão mensais, variando entre 0,25 e 0,5 ponto percentual até o ano de 2028, condicionados à contínua evolução positiva da arrecadação e do equilíbrio fiscal.
Outros cultivos, como o milho e o sorgo, também terão as taxas reduzidas de 9,5% para 8,5%.
O plano do governo federal também inclui incentivos para outros setores produtivos da economia real, estendendo a redução de tarifas e impostos para as indústrias automotriz, petroquímica e de maquinários, com o objetivo de ampliar a inserção do país no comércio global.
Durante o pronunciamento, Milei reiterou o compromisso de sua gestão com o enxugamento da máquina pública para possibilitar o corte de impostos, classificando a taxação excessiva como uma violação ao direito dos cidadãos.
O presidente afirmou que o objetivo central é fazer o Estado encolher para que o mercado e a liberdade individual possam expandir.
O mandatário criticou duramente o histórico de políticas intervencionistas de gestões anteriores, apontando que o setor agropecuário enfrentou décadas de um modelo sistemático de espoliação para financiar o funcionalismo público e o clientelismo político, além de sofrer com mercados cambiais distorcidos e inflação.
O pacote econômico é respaldado pelo forte repunte da atividade econômica argentina, que registrou alta de 3,5% em março na comparação desestacionalizada, atingindo um novo máximo histórico após as reformas de austeridade fiscal implementadas pelo Ministério da Economia.