Justiça francesa condena grupo por ataques virtuais contra Brigitte Macron
Decisão judicial responsabiliza autores de publicações ofensivas e falsas divulgadas nas redes sociais contra a primeira-dama
A Justiça francesa condenou nesta segunda-feira (5) dez pessoas por cyberbullying contra a primeira-dama da França, Brigitte Macron.
O tribunal criminal de Paris entendeu que os réus divulgaram nas redes sociais informações falsas e ofensivas sobre sua identidade de gênero e sua vida pessoal, classificando tais atos como assédio virtual sob a legislação francesa.
O grupo, formado por oito homens e duas mulheres com idades entre 41 e 65 anos, foi considerado culpado por publicar e compartilhar repetidamente alegações infundadas de que Brigitte Macron teria nascido homem e por vincular a diferença de idade de quase 25 anos entre ela e o presidente Emmanuel Macron a teorias de abuso ou pedofilia.
As sentenças variaram de oito meses de prisão com suspensão à participação obrigatória em cursos de conscientização sobre cyberbullying, além de proibições temporárias de uso de plataformas como X (antigo Twitter).
Pelo menos um dos condenados também recebeu uma penalidade efetiva de prisão de seis meses.
O tribunal qualificou os comentários e vídeos como “particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos”, afirmando que a repetição das publicações gerou um impacto acumulativo ao longo do tempo.
Brigitte Macron não esteve presente no julgamento realizado em outubro de 2025, mas sustentou publicamente que as ações judiciais visam proteger sua reputação e servir de exemplo no combate ao assédio digital.
A primeira-dama ressaltou que decidiu recorrer à Justiça depois que as acusações se estenderam por anos nas redes e tiveram ampla circulação online.
O caso também se desdobra em outras frentes: nas Estados Unidos, a família Macron move uma ação de difamação contra a influenciadora conservadora Candace Owens, que teria promovido alegações semelhantes em seus canais de mídia.
A decisão em Paris reforça a aplicação das leis francesas contra a disseminação de desinformação e ataques pessoais na internet, especialmente quando dirigidos a figuras públicas.