Ataque cirúrgico

Israel elimina chefe de inteligência do Hezbollah

Forças de Defesa confirmam morte do terrorista Hussein Makled

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Embaixada de Israel em Brasília. (Foto: José Cruz/Agência Brasil).

O Exército de Israel confirmou nesta segunda-feira (2) que sua força militar conduziu um ataque de precisão em Beirute, no Líbano, e matou Hussein Makled, identificado como chefe do quartel-general de inteligência do grupo xiita libanês Hezbollah. 

A informação foi divulgada oficialmente pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). 

Segundo o comunicado das IDF, o ataque aconteceu na capital libanesa e foi direcionado com base em informações de inteligência que apontavam Makled como responsável pela coleta, análise e coordenação de ações hostis planejadas contra alvos israelenses. 

O anúncio ocorre em meio a uma fase de acirramento das hostilidades regionais que envolve não apenas Israel e o Hezbollah, mas também o Irã e seus aliados. 

Nas últimas semanas, confrontos por meio de foguetes, drones e ataques aéreos intensificaram o confronto, com episódios registrados tanto no sul do Líbano quanto ao longo da fronteira norte de Israel. 

Autoridades israelenses disseram que a operação fazia parte de esforços contínuos para desarticular a capacidade de inteligência do Hezbollah, que, segundo Tel Aviv, coordena atividades que representam ameaça direta à segurança de cidadãos israelenses. 

A identidade de Hussein Makled, até então pouco conhecida internacionalmente, foi confirmada pelo IDF como integrante sênior da estrutura de inteligência do grupo libanês. 

Até o momento desta publicação, não houve uma resposta oficial de líderes do Hezbollah reconhecendo o ataque ou confirmando as circunstâncias da morte de Makled. 

Grupos aliados ao movimento e autoridades libanesas ainda não divulgaram declarações públicas sobre o ocorrido. 

A morte deste comandante representa mais um capítulo na escalada militar entre Israel e organizações armadas apoiadas pelo Irã no Oriente Médio, em um contexto em que diversos ataques e represálias têm sido registrados em solo libanês e em áreas fronteiriças com Israel.