DIPLOMACIA

EUA admite impasse nas conversas de paz entre Rússia e Ucrânia

Vice-presidente J.D. Vance diz que Washington pode se retirar das conversas

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Donald Trump e seu vice-presidente. (Foto: Reprodução/Instagram/Acervo Pessoal).

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, declarou nesta segunda-feira (19) que as negociações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia estão em um “impasse”, e que Washington está “mais do que disposto a se afastar” das conversas caso não haja progresso significativo.

“Sabemos que há um certo impasse aqui. E acho que o presidente vai dizer ao presidente Putin: ‘Olha, você está falando sério?”’, disse Vance a repórteres enquanto se preparava para deixar a Itália após seu encontro com o Papa Leão XIV.

As declarações de Vance ocorrem em meio a uma série de reuniões diplomáticas de alto nível. O presidente Donald Trump está programado para conversar com os líderes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ainda nesta segunda-feira. O objetivo é avaliar a disposição de ambas as partes em avançar nas negociações de paz.

Recentemente, as conversas entre representantes russos e ucranianos em Istambul não resultaram em avanços significativos. Putin recusou-se a se encontrar pessoalmente com Zelensky, que demonstrou disposição para um encontro direto. Enquanto isso, os Estados Unidos e a Ucrânia firmaram  um acordo econômico que estabelece um fundo de investimento conjunto, sinalizando o compromisso americano com a reconstrução e o futuro do país.

A administração Trump tem enfatizado que a responsabilidade por avançar nas negociações recai sobre a Rússia. Apesar de considerar novas sanções econômicas, o governo americano ainda não as implementou, aguardando sinais claros de comprometimento por parte de Moscou.

As próximas conversas entre Trump, Putin e Zelensky serão cruciais para determinar o futuro das negociações e a possibilidade de um cessar-fogo duradouro. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, esperando por um avanço que possa pôr fim ao conflito que já dura três anos.

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