Espriella denuncia golpe de Petro e suspende transição
Presidente eleito afirma que atual mandatário tenta permanecer no poder à força
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, acusou Gustavo Petro de tentar aplicar um golpe para se manter no poder após o fim do mandato.
A declaração foi feita durante o processo de preparação para a troca de governo e provocou uma nova escalada de tensão política no país.
Segundo Espriella, haveria uma articulação dentro do atual governo para dificultar a transição e criar obstáculos para a posse da nova administração.
Diante das acusações, o presidente eleito decidiu suspender temporariamente o processo de entrega de informações entre as equipes dos dois governos.
Como mostrou o Diário do Poder, mais cedo, Espriella informou que suspendeu imediatamente o processo de transição de governo.
O presidente eleito afirmou que sua equipe encontrou indícios de corrupção e supostos contratos direcionados na administração de Petro.
Ele também pediu que as Forças Armadas colombianas permaneçam alinhadas às normas democráticas e não aceitem eventuais determinações que, em sua avaliação, possam contrariar a ordem constitucional.
A decisão de interromper a transição ocorreu em meio ao aumento dos embates entre integrantes do governo Petro e representantes da nova gestão.
A equipe de Espriella passou a cobrar garantias de que a mudança de comando ocorrerá sem interferências políticas.
Petro, por sua vez, afirmou que pretende deixar o cargo dentro do prazo estabelecido pela Constituição e declarou que entregará o governo ao sucessor no período previsto.
O atual presidente também rejeitou acusações de que estaria tentando impedir a posse do novo chefe do Executivo.
O conflito entre os dois grupos políticos marca o período de preparação para a posse de Espriella, prevista para agosto.
A nova administração deverá assumir após uma campanha eleitoral marcada por forte disputa entre setores de direita e o campo político ligado ao atual governo colombiano.