DEFESA INTERNACIONAL

Cristina Kirchner chama advogado brasileiro para tentar derrubar condenação

Ex-presidente argentina reforça equipe jurídica com Rafael Valim e prepara recurso em organismos internacionais após sentença por corrupção

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Ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. (Foto: Reprodução/Facebook).

A ex-presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, contratou o advogado brasileiro Rafael Valim para integrar sua equipe de defesa na tentativa de reverter a condenação que recebeu da Justiça argentina.

Cristina foi condenada a seis anos de prisão e à inelegibilidade perpétua em um processo que investigou irregularidades na concessão de contratos de obras públicas durante seus mandatos como presidente, entre 2007 e 2015.

Segundo o Ministério Público argentino, o esquema envolveu contratos milionários para obras rodoviárias consideradas superfaturadas, inacabadas ou desnecessárias, causando prejuízos aos cofres públicos.

Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, Rafael Valim atuará ao lado do jurista espanhol Javier Borrego, ex-juiz do Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

A estratégia da defesa é recorrer a organismos internacionais, alegando que houve violações ao devido processo legal e a direitos fundamentais durante a tramitação do caso.

A ex-presidente nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política e judicial.

Sua defesa pretende esgotar todos os recursos disponíveis e levar o caso a instâncias internacionais na tentativa de reverter a condenação.

Rafael Valim possui experiência em atuação perante organismos internacionais de proteção aos direitos humanos, incluindo mecanismos das Nações Unidas, do Sistema Interamericano e do Sistema Europeu de Direitos Humanos.

A contratação amplia a estratégia jurídica de Cristina Kirchner, que busca contestar a decisão da Justiça argentina também fora do país.

A condenação da ex-presidente é um dos casos de maior repercussão política da história recente da Argentina.

Enquanto a defesa tenta reverter a sentença, a decisão judicial segue em vigor e mantém Cristina Kirchner inelegível, além da pena de seis anos de prisão, cujo cumprimento depende das regras processuais aplicáveis ao caso.