Ditadura cubana compra centenas de drones e mira ataques contra Guantánamo
Inteligência dos EUA detecta cooperação com o Irã e envia aviões de espionagem ao Caribe enquanto prepara o cerco jurídico definitivo contra Raúl Castro
O fornecimento de armamentos e as movimentações estratégicas da ditadura cubana acenderam o alerta máximo em Washington.
Informações de inteligência das agências de segurança dos Estados Unidos revelam que o regime de Havana adquiriu um arsenal com mais de 300 drones.
As investigações apontam que a cúpula do governo comunista iniciou discussões internas envolvendo planos para alvejar estruturas estratégicas americanas, incluindo a base naval na Baía de Guantánamo, embarcações militares dos EUA e a cidade de Key West, localizada no extremo sul da Flórida.
A descoberta desse arsenal tecnológico e dos debates operacionais em Havana intensificou a vigilância na região.
Além do potencial ofensivo dos novos equipamentos da ditadura, o monitoramento americano identificou e manifestou séria preocupação com a presença de conselheiros e pessoal militar iraniano em território cubano.
A cooperação de Teerã com o regime castrista é vista como um agravante direto para a estabilidade do hemisfério ocidental.
Diante do risco iminente, as Forças Armadas e os órgãos de inteligência dos Estados Unidos responderam com um forte incremento nas missões de reconhecimento e patrulhamento aéreo ao redor da ilha.
Desde fevereiro, aeronaves especializadas em guerra eletrônica e interceptação de sinais, como o modelo RC-135 Rivet Joint, além de drones de vigilância de alta altitude MQ-4, têm realizado incursões frequentes no espaço aéreo internacional próximo a Cuba, enviando uma demonstração clara de dissuasão e capacidade de resposta rápida.
Paralelamente à vigilância técnica, a pressão política sobre a ditadura foi elevada a patamares históricos.
O governo norte-americano estuda apresentar uma denúncia criminal formal contra Raúl Castro.
A investigação federal foca no episódio ocorrido em 1996, quando caças militares de Cuba derrubaram dois aviões civis desarmados da organização anticastrista “Irmãos ao Resgate”, resultando na morte de quatro ativistas.
Impulsionada por lideranças republicanas na Flórida, a abertura do processo criminal representa um endurecimento jurídico contra a impunidade histórica do comando revolucionário.
A escalada ocorre em um momento de colapso interno da infraestrutura cubana.
Após a imposição de restrições severas ao fornecimento de petróleo que abastece o regime, a ilha enfrenta apagões sistemáticos que chegam a ultrapassar 19 horas diárias.
O desabastecimento completo de combustível paralisou os serviços básicos e gerou sucessivos protestos populares nas ruas de Havana, expondo a insolvência econômica e a fragilidade do modelo estatal adotado pela ditadura de Miguel Díaz-Canel.
A gravidade do cenário motivou uma rara e tensa missão diplomática de segurança.
O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, desembarcou em Havana para se reunir diretamente com integrantes do alto escalão do Ministério do Interior cubano.
Durante o encontro, a delegação americana colocou de forma direta as exigências de Washington a respeito das ameaças à segurança regional, da presença de bases de monitoramento estrangeiras e da necessidade de reformas estruturais profundas na condução política da ilha.