Danos comuns

UE alerta que tarifaço de Trump trava suprimentos essenciais

Taxação de 30% anunciada por presidente americano prejudicaria empresas, consumidores e pacientes dos dois lados do Atlântico

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Presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, durante evento no Palácio do Planalto. (Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR)

A União Europeia (UE) alertou que a taxação de 30% anunciada pelo presidente Donald Trump sobre produtos europeus vai travar cadeias transatlânticas de suprimentos essenciais, prejudicando empresas, consumidores e pacientes dos dois lados do Oceano Atlântico. O novo tarifaço dos Estados Unidos (EUA) foi definido neste sábado (12) pelo presidente americano, em carta direcionada aos países do bloco comercial da Europa e ao México.

Destinatária da carta de Trump, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen reforçou que continuará trabalhando para chegar a um acordo até 1º de agosto, quando passa a vigorar o tarifaço americano. Mas disse que a União Europeia está pronta para proteger os interesses dos países do bloco econômico, com base em contramedidas proporcionais.

“Impor tarifas de 30% sobre as exportações da UE interromperia cadeias de suprimentos transatlânticas essenciais, em detrimento de empresas, consumidores e pacientes em ambos os lados do Atlântico”, disse a UE em nota que destacou que poucas economias no mundo igualam o nível de abertura e adesão à União Europeia a práticas comerciais justas.

O presidente americano alegou que o déficit comercial com a União Europeia torna o relacionamento com os Estados unidos longe da reciprocidade. E sugeriu que o bloco comercial europeu dê “acesso total e aberto ao mercado dos Estados Unidos sem que nenhuma tarifa seja cobrada”.

E a União Europeia ainda destacou que tem priorizado uma solução negociada de forma consistente com os EUA, com compromisso com o diálogo, a estabilidade e uma parceria transatlântica construtiva.

“Continuamos prontos para continuar trabalhando em direção a um acordo até 1º de agosto. Ao mesmo tempo, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário. Enquanto isso, continuamos a aprofundar nossas parcerias globais, firmemente ancoradas nos princípios do comércio internacional baseado em regras”, diz o trecho final da nota da União Europeia.

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