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Keiko Fujimori e Sánchez duelam voto a voto para presidir Peru

Às 14h06, apenas 3,7 mil votos davam vantagem à conservadora do Fuerza Popular sobre esquerdista do Juntos por el Peru

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Keiko Fujimori lidera sensivelmente a disputa contra Roberto Sánchez no Peru. (Foto: Reprodução/ONPE)

A conservadora de direita Keiko Fujimori iniciou esta segunda-feira (8) como líder da disputa acirrada pela Presidência do Peru contra o esquerdista Roberto Sánchez. Pela manhã, às 8h42, a política do partido Fuerza Popular registrava tinha distância de 64,8 mil votos à frente do seu rival do partido Juntos por el Peru. Mas a diferença reduziu para apenas 3,7 mil votos, nesta tarde, às 14h06.

Com 93,767% da apuração das urnas, Keiko Fujimori já tinha 8.781.196 votos (50,011%), enquanto Sánchez acumulava 8.777.432  votos (49,989%) ao ao seu favor. Acompanhe a apuração no link ao final da matéria.

Cerca de 27 milhões de eleitores às urnas, neste domingo (7), para o 2º turno da eleição para a 9ª pessoa a ocupar o cargo de presidente, em uma década de intensa crise política. Desde 2016, duas renúncias e seis destituições presidenciais ocorreram no contexto de ascensão e domínio político do Poder Legislativo do Peru.

Não há certeza de que o resultado seja oficializado hoje, porque a apuração eleitoral do 1º turno durou um mês, após acusações de fraude e uma renúncia do chefe do órgão responsável pela eleição. Na etapa anterior, Keiko Fujimori liderou com 17,1% dos votos, seguida por Roberto Sánchez, que obteve 12,0% dos votos.

Líder do partido Força Popular, Keiko é filha do ex-ditador do Peru Alberto Fujimori (1990-2000) e polariza o embate entre eleitores contrários e favoráveis ao legado de seu pai, que chegou a ser condenado por violar direitos humanos, a exemplo da esterilização forçada de mulheres indígenas, e renunciou em 2000, acusado de corrupção.

O deputado federal Roberto Sánchez também tem um ex-presidente como principal base de apoio, Pedro Castillo, que foi eleito derrotando Keiko em 2021. O aliado de Sánchez também foi condenado a mais de 11 anos de prisão, no ano passado, por crimes em tentativa de golpe com destituição do Congresso, quando presidia o Peru, em 2022. O integrante do partido Juntos pelo Peru promete libertar seu aliado e invalidar a Constituição herdada do fujimorismo.

Acompanhe a apuração aqui.

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