Sete dias depois

Embaixada identifica brasileiros, sem plano para resgatá-los de Israel

Com espaço aéreo fechado e limitações por causa do conflito, não há planejamento oficial para repatriação em meio à guerra com o Irã

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Ataque do Irã destruiu área residencial e vitimou civis, em Israel.

Mesmo sem um planejamento oficial para repatriar quem deseja deixar Israel em meio à guerra com o Irã, a Embaixada do Brasil em Tel Aviv, iniciou o processo de identificação dos brasileiros que desejam ser resgatados. O alerta consular foi divulgado somente nesta sexta (20), sete dias depois de iniciado o conflito justificado pelo governo israelense como um ataque preventivo contra uma ameaça nuclear.

O comunicado afirma que a representação diplomática monitora os efeitos dos bombardeios da ditadura do aiatolá iraniano Ali Khamenei contra o território israelense. E orienta brasileiros em Israel de qualquer idade a preencher um formulário para permitir a identificação e localização atualizadas de quem tiver a intenção de deixar o país em guerra com destino ao Brasil.

Mas a embaixada brasileira admite: “[Até o momento] não há um plano para eventual operação de repatriação ou evacuação de brasileiros a partir de Israel”.

Espaço aéreo fechado

O alerta consular reafirma não haver previsão para Israel revogar sua decisão de fechar o Aeroporto Ben-Gurion e o espaço aéreo israelense a todos os voos. As exceções são para voos com permissão prévia excepcional, concedida pela Autoridade de Aviação Civil de Israel (ICAA) e pelo centro de operações do respectivo aeroporto internacional.

A embaixada admite ainda que estarão por conta própria brasileiros que quiserem deixar o país através de fronteiras terrestres. Mas aconselha que sejam avaliados os riscos da empreitada e seguidas as regras de segurança e eventuais exigências de visto nos países escolhidos como destino de saída de Israel.

Ao informar que a assistência consular possível nesses casos é limitada, a embaixada informa que os postos de fronteira terrestre encontram-se operacionais, seguindo horários determinados e disponíveis para consulta na página do governo de Israel, com orientações gerais e dados sobre pagamento de taxas.

O Comando da Frente Interna de Israel reduziu, até 20h deste sábado (21) , o nível de alerta na maior parte do país para estado de “Atividade Limitada”. O que pode mudar a qualquer momento, de acordo com a evolução do conflito.

“Recomenda-se, portanto, verificar continuamente as fontes oficiais aqui indicadas antes de qualquer deslocamento”, alerta a Embaixada do Brasil em Tel Aviv, que mantém vigente o Alerta Consular, publicado em outubro de 2023, com a recomendação de evitar viagens não essenciais a Israel. (Com ABr)