Após 20 anos

Bolívia rejeita esquerda com Rodrigo Paz e ‘Tuto’ Quiroga no 2º turno

Senador de centro-direita Paz lidera eleição com 32% dos votos, contra 26% de ex-presidente conservador de direita

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Rodrigo Paz (à esquerda na foto) e Jorge Tuto Quiroga (à direita), disputam a presidência da Bolívia, no 2º turno. (Fotos: Reprodução/Instagram).

Os eleitores deram fim ao domínio de duas décadas de poder da esquerda, neste domingo (17), ao levar ao 2º turno da disputa presidencial o senador de centro-direita Rodrigo Paz Pereira e o ex-presidente conservador de direta Jorge “Tuto” Quiroga. O resultado expõe a derrocada da esquerda boliviana, cujo maior representante seria o atual presidente Luis Arce, que não disputou reeleição por causa da alta reprovação popular de seu governo.

Quem largou na frente da disputa pelo governo da Bolívia foi Rodrigo Paz, que obteve 32% dos votos válidos, desmentindo pesquisas que davam favoritismo ao ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, que acabou recebendo 26% da preferência dos bolivianos.

“A Bolívia precisa de estabilidade, governabilidade e de gerar uma mudança na economia que não seja uma economia para o Estado, mas uma economia para o povo”, disse Rodrigo Paz, filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, que governou a Bolívia entre 1989 e 1993

“Bolívia vai ser exemplo para o mundo, pela forma como vamos mudar pacífica e democraticamente depois de 20 anos de abusos”, afirmou Quiroga.

O terceiro colocado foi o milionário Samuel Doria Medina, com 20% dos votos, após liderar todas as pesquisas há uma semana. O quarto colocado foi o ex-aliado de esquerda do ex-presidente Evo Morales, Andrónico Rodríguez, com 8%; seguido de Manfred Reyes Villa, de centro-direita, com 6%.

O último colocado foi o candidato governista, apoiado pelo presidente Arce, ex-ministro Eduardo del Castillo, que obteve apenas 3% dos votos.

E o responsável pela ascenção da esquerda ao poder em 2006, o ex-presidente Evo Morales, fez campanha pelo voto nulo, após ser impedido de disputar as eleições e alvo de mandado de prisão.