LIBERDADE RELIGIOSA

Cristãos sob ataque no mundo e perseguição atinge mais de 388 milhões

Relatório internacional aponta avanço da violência prisões e restrições à fé cristã em dezenas de países

acessibilidade:
Igreja Universal (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Um novo levantamento internacional divulgado em janeiro de 2026 aponta que mais de 388 milhões de cristãos em todo o mundo vivenciaram algum nível de perseguição ou discriminação entre 1.º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025 devido à sua fé religiosa, segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026, compilada pela organização Portas Abertas. 

O relatório anual, que monitora a situação em 50 países, mostra um aumento em relação ao ano anterior. 

A pesquisa documentou pelo menos 4.849 cristãos mortos em nome de sua fé, além de 4.712 detidos e 3.632 igrejas atacadas durante o mesmo período. 

A África Subsaariana aparece como o principal foco da violência, a Nigéria registrou a maior parte das mortes motivadas por fé cristã no mundo, com aproximadamente 3.490 cristãos mortos, o que representa cerca de 72% do total global. 

O relatório também aponta que casos de abusos físicos ou mentais contra cristãos aumentaram significativamente, passando de 54,7 mil para cerca de 67,8 mil, e os registros de estupros, assédios e casamentos forçados cresceram no mesmo período. 

Países com os níveis mais extremos de perseguição incluem Coreia do Norte, Somália, Iêmen e outros onde a prática da fé cristã é fortemente restrita ou reprimida por Estados ou grupos armados. 

Além das mortes e prisões, o levantamento documentou que 22.702 cristãos foram forçados a deixar seus países, fugindo da violência ou da discriminação, e que ainda ocorreram milhares de sequestros relacionados à fé. 

Embora a perseguição tenha aumentado em muitos países, o relatório registrou alguns recuos em indicadores específicos em determinadas regiões. 

Atos de violência contra igrejas e propriedades recuaram em relação ao levantamento anterior, mas a intensidade da pressão religiosa e discriminação seguiu alta em várias partes da África e da Ásia.

Organizações que acompanham a liberdade religiosa estimam ainda que a cifra possa ser maior quando considerados todos os países onde a proteção à prática religiosa não é garantida plenamente.