Tim Cook

CEO da Apple pede desescalada das ações do ICE após mortes em Minnesota

Cook diz estar “com o coração partido”, cobra calma após dois assassinatos em 17 dias e afirma ter tratado do tema com Donald Trump

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O CEO da Apple, Tim Cook. (Foto: Divulgação/Apple)

O CEO da Apple, Tim Cook, pediu a desescalada das ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após a morte de duas pessoas em um intervalo de 17 dias no estado de Minnesota. 

Em um memorando enviado aos funcionários da empresa, o executivo afirmou estar “com o coração partido” com os acontecimentos recentes e defendeu calma diante da escalada de violência.

O caso mais recente ocorreu no sábado (24), quando o enfermeiro de UTI Alex Pretti foi morto por um agente do ICE durante um protesto em Minneapolis. O episódio gerou ampla indignação pública e motivou manifestações de apoio aos moradores locais por parte de políticos, artistas, atletas e autoridades internacionais. O incidente aconteceu pouco mais de duas semanas após outra abordagem do ICE que resultou na morte de Renee Nicole Good, em 7 de janeiro.

Na mensagem, Cook afirmou que os Estados Unidos são mais fortes quando vivem de acordo com seus valores mais elevados, com dignidade e respeito a todas as pessoas, independentemente de origem. O executivo revelou ainda que discutiu o tema com o presidente dos EUA, Donald Trump, no início da semana, e agradeceu a abertura do presidente para dialogar sobre questões consideradas sensíveis.

Trump também usou linguagem semelhante ao falar em “desescalada” em Minnesota e anunciou mudanças na liderança responsável pelos esforços de deportação no estado. O presidente enviou o czar da fronteira, Tom Homan, para substituir Greg Bovino, que havia se tornado um dos símbolos da repressão à imigração na maior cidade do estado.

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