carta a Trump

Carvajal acusa Maduro de liderar narcoestado e diz que regime venezuelano manipula eleições

Ex-chefe de Inteligência Militar afirma que governo atua como organização criminosa e oferece novas informações às autoridades dos EUA

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Presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o ditador Nicolás Maduro (Fotos: Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump / Reprodução/Instagram/ Acervo Pessoal)

O ex-diretor de Inteligência Militar da Venezuela, Hugo Carvajal Barrios, enviou uma carta ao ex-presidente Donald Trump na qual acusa o governo de Nicolás Maduro de transformar o Estado venezuelano em um “narcoestado” voltado a prejudicar os Estados Unidos. 

O documento, obtido pelo Dallas Express, reúne denúncias que incluem colaboração com grupos terroristas, infiltração de agentes em território norte-americano e manipulação de sistemas eleitorais.

Preso nos EUA após admitir participação em conspiração de narcoterrorismo, Carvajal afirma que decidiu escrever para “contar toda a verdade” e colaborar com autoridades norte-americanas. Segundo ele, o regime comandado por Maduro e Diosdado Cabello atua como uma organização criminosa conhecida como Cartel dos Sóis, usando drogas como “arma” contra cidades norte-americanas com apoio de Farc, ELN, Hezbollah e inteligência cubana.

Na carta, Carvajal também relata que o grupo criminoso Tren de Aragua teria sido criado e fortalecido pelo chavismo para defender o regime dentro e fora da Venezuela. Ele alega que, após 2021, milhares de integrantes foram enviados ao exterior, inclusive aos Estados Unidos, para executar crimes sob orientação de Caracas.

O ex-oficial afirma ainda que agentes venezuelanos e cubanos infiltraram-se nos EUA ao longo das últimas duas décadas, incluindo bases militares e ambientes políticos, e menciona propostas russas de instalar estruturas de espionagem na Venezuela. Ele também acusa a Smartmatic de ter sido concebida como ferramenta de controle eleitoral e sustenta que seu sistema “pode ser manipulado”, embora não alegue fraude generalizada nos EUA.

Carvajal encerra o documento declarando apoio às políticas de Trump e se oferecendo para prestar depoimentos sigilosos às autoridades americanas. Segundo ele, o regime venezuelano representa uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos e age para desestabilizar o país por meio de drogas, espionagem, facções criminosas e interferência eleitoral.

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