Cansados de tirania, iranianos invadem área ligada ao poder dos aiatolás
Protestos avançam contra a ditaruda em meio a ofensivas dos EUA e Israel
Em um movimento que simboliza a escalada da tensão interna no Irã, multidões tomaram as ruas de Teerã neste sábado (28) e avançaram em direção a áreas associadas ao núcleo do poder clerical do país. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes forçando barreiras, entoando palavras de ordem contra o regime e confrontando forças de segurança.
O que durante décadas foi considerado intocável, o centro político e simbólico do poder dos aiatolás, passou a ser diretamente desafiado por uma população que demonstra crescente exaustão com repressão, crise econômica e restrições às liberdades civis.
As imagens indicam um momento de ruptura. Homens e mulheres, aparecem entre os manifestantes, muitos deles afirmando que não aceitam mais o modelo autoritário. Veja abaixo:
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram
Fotos compartilhadas pela Fox News, mostram iranianos agradecendo Trump, nas ruas. Veja:
Ver essa foto no Instagram
Um suposto soldado recruta no exército iraniano também pediu intervenção aos EUA, em vídeo que circula nas redes sociais:
“Presidente Trump, nós, todo o povo e o exército, estamos prontos e esperando que liberte o Irão deste regime tirânico para que possamos reconstruí-lo. Como você disse, para tornar o Irã grande novamente”. Veja o vídeo:
Ver essa foto no Instagram
No mesmo sábado, o cenário interno foi agravado por um desdobramento externo de grandes proporções: Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra alvos estratégicos iranianos, incluindo instalações militares e estruturas ligadas ao aparato de segurança do regime.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a ação conjunta, descrevendo a ofensiva como uma campanha militar “massiva e contínua”, e alertou que vidas americanas podem ser perdidas em consequência da operação.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também confirmou a investida estadunidense/israelense. Em comunicado postado na rede social X, antigo Twitter o político escreveu:
“Este regime terrorista assassino não deve se armar com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade.Nossa ação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino. Chegou a hora de todos os grupos étnicos do Irã – persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis – se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irã livre e pacífico”, diz trecho da publicação.
Além disso, o Canal 12 israelense (N12) informou que há suspeitas de que o ditador supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, tenha morrido nos ataques a alvos em Teerã.
Altos líderes da repressão do país, incluindo o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, também teriam morrido na ofensiva, segundo fontes à CNN.