Vasco dobra aposta com salário de R$1 milhão e quer Seabra em São Januário
Gigante da Colina aceita pagar multa de R$4 milhões ao Coritiba para garantir o novo comandante com contrato até o fim de 2027
O Vasco da Gama intensificou nesta quarta-feira (1), as negociações para a contratação de Fernando Seabra, atual técnico do Coritiba, visando preencher a lacuna deixada por Renato Gaúcho.
A movimentação ocorre após o recuo do português Franclim Carvalho, que desistiu de assumir o cargo devido às incertezas administrativas em São Januário.
Liderada pelo CEO Fred Luz e pelo diretor Admar Lopes, a diretoria cruzmaltina demonstra otimismo em fechar o acordo ainda hoje, em uma reunião decisiva marcada para o período da tarde, logo após o treinador ter comandado normalmente o treino matinal no CT da Graciosa.
A proposta financeira apresentada pelo Vasco é considerada agressiva, envolvendo uma valorização salarial que pode chegar a R$1 milhão por mês, o triplo do que Seabra recebe atualmente no clube paranaense.
Além do aumento salarial, o clube carioca sinalizou estar disposto a arcar com a multa rescisória de R$4 milhões, valor que não é visto como um impedimento para a viabilização do negócio.
O vínculo proposto deve se estender até o final de 2027, e a expectativa é que o comandante traga consigo uma comissão técnica formada por quatro profissionais para auxiliar nos trabalhos no Rio de Janeiro.
Fernando Seabra, de 49 anos, vive um momento de alta valorização no mercado após levar o Coritiba à sétima posição do Campeonato Brasileiro antes da pausa para a Copa do Mundo.
Com um histórico sólido em categorias de base de clubes como Corinthians, Athletico-PR e Cruzeiro, o técnico é visto como um perfil capaz de potencializar os jovens talentos do elenco vascaíno.
Seu estilo de jogo, caracterizado como reativo e focado em transições rápidas e segurança defensiva, transformou o Coxa em um dos melhores visitantes da competição, característica que agrada à diretoria carioca em busca de solidez imediata.
Apesar do avanço nas tratativas, o cenário de instabilidade política e jurídica em São Januário permanece como um ponto de cautela para o treinador na hora de tomar sua decisão final.
A recente renúncia da interventora Samantha Longo, que alegou falta de segurança pessoal para deixar o cargo apenas seis dias após assumi-lo, somada ao afastamento judicial de Pedrinho do controle da SAF, gera incertezas sobre a gestão do futebol.
O Vasco corre contra o tempo para definir seu novo comandante e aproveitar as duas semanas restantes de interrupção do calendário para a integração do profissional com o grupo antes do retorno das partidas.