CRISE HISTÓRICA

Itália afunda de novo e dá adeus à Copa do Mundo pela terceira vez seguida

Derrota para Bósnia na repescagem expõe sequência histórica de fracassos e amplia jejum iniciado após 2014

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(Foto: Reprodução/Instagram/@azzurri).

A Itália voltou a fracassar no momento mais decisivo e está fora da Copa do Mundo de 2026, repetindo um roteiro que tem se tornado recorrente. 

A eliminação veio na repescagem europeia, após derrota para a Bósnia e Herzegovina, consolidando a terceira ausência consecutiva da tetracampeã mundial no principal torneio do futebol.

No confronto disputado em Zenica, a equipe italiana começou em vantagem e abriu o placar aos 15 minutos, com Moise Kean, aproveitando erro da defesa adversária. 

Mesmo em um ambiente hostil, com forte pressão da torcida local, o cenário parecia controlado. 

No entanto, a partida mudou ainda no primeiro tempo, quando Alessandro Bastoni foi expulso, deixando a Itália com um jogador a menos por mais de 50 minutos. 

Com a inferioridade numérica, a seleção recuou e passou a sofrer pressão constante. 

O empate da Bósnia veio já na reta final, aos 79 minutos, com Haris Tabaković, levando o jogo para a prorrogação. 

Sem reação ofensiva consistente, os italianos pouco produziram no tempo extra, e a decisão foi para os pênaltis. 

Nas cobranças, a diferença de eficiência foi evidente: os bósnios converteram todas as tentativas, enquanto a Itália desperdiçou duas e acabou derrotada por 4 a 1. 

A nova eliminação amplia um retrospecto recente considerado um dos piores da história da seleção. 

Desde a última participação em Copas, em 2014, quando caiu ainda na fase de grupos, a Itália não conseguiu mais retornar ao torneio. 

O ciclo negativo nas repescagens começou em 2018. 

Na ocasião, a equipe enfrentou a Suécia e perdeu o jogo de ida por 1 a 0. 

Na volta, em Milão, não saiu do 0 a 0 e acabou eliminada, ficando fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez em 60 anos. 

Quatro anos depois, o cenário foi ainda mais inesperado. 

Nas eliminatórias para 2022, mesmo após conquistar a Eurocopa de 2021, a Itália caiu na repescagem ao perder em casa para a Macedônia do Norte por 1 a 0, com gol sofrido nos acréscimos, sendo eliminada ainda na semifinal do caminho europeu. 

Já em 2026, a trajetória seguiu o mesmo padrão: campanha irregular na fase de grupos, necessidade de disputar os playoffs e nova queda no momento decisivo. 

A derrota para a Bósnia, desta vez em uma final de repescagem, fechou a sequência negativa e consolidou três fracassos consecutivos nesse tipo de confronto. 

Os números ajudam a dimensionar o tamanho da queda. 

Entre 1962 e 2014, a Itália esteve presente em todas as Copas do Mundo, conquistando títulos e mantendo protagonismo internacional. 

Agora, soma 16 anos sem disputar o torneio e se torna a primeira campeã mundial a ficar fora de três edições seguidas. 

Dentro de campo, os problemas se repetem a cada ciclo: dificuldade para transformar posse de bola em chances claras, falhas defensivas em momentos decisivos e incapacidade de sustentar resultados favoráveis. 

Contra a Bósnia, esses elementos voltaram a aparecer, vantagem inicial desperdiçada, expulsão em momento crítico e queda de rendimento sob pressão.

A sequência de eliminações em repescagens, contra adversários de menor tradição recente, evidencia uma mudança profunda no status da seleção italiana no cenário internacional. 

O histórico recente mostra uma equipe que deixou de ser presença constante em Copas para se tornar dependente de jogos eliminatórios, e incapaz de superá-los.