Europa ameaça Copa e politiza Mundial contra Donald Trump
Governos europeus discutem boicote à Copa do Mundo de 2026 como reação a decisões comerciais e estratégicas dos Estados Unidos
Líderes e parlamentares de diversos países europeus estão avaliando medidas de retaliação ao governo dos Estados Unidos, sinalizando que a participação de seleções nacionais na Copa do Mundo de 2026 pode ser comprometida caso a crise diplomática com Washington se intensifique.
O motivo central do atrito é a iniciativa do presidente Donald Trump de impor tarifas sobre produtos de países europeus e ampliar sua pressão política em torno da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca que tem despertado interesse estratégico em Washington.
Os principais governos europeus classificam as ameaças tarifárias como “chantagem” e uma afronta às relações transatlânticas históricas.
No contexto dessas tensões, parlamentares conservadores e outros representantes eleitos no Reino Unido e na Alemanha sugeriram a possibilidade de retirar suas seleções da Copa do Mundo como forma de sinalizar descontentamento com as políticas norte-americanas.
No Parlamento britânico, o deputado conservador Simon Hoare propôs que seleções de Inglaterra e Escócia considerem não disputar o torneio sediado pelos EUA, Canadá e México, argumentando que tal postura reforçaria a posição do Reino Unido diante de Washington sobre questões de soberania no Ártico.
Na Alemanha, onde a seleção nacional já garantiu classificação para o Mundial, o porta-voz de política externa do bloco parlamentar da União Democrata Cristã (CDU), Jürgen Hardt, afirmou que um boicote poderia ser considerado como “último recurso” para pressionar o governo norte-americano a rever sua política sobre a Groenlândia.
Até o momento, as propostas ainda não se traduziram em decisões oficiais por parte das federações esportivas ou dos Executivos nacionais.
A expectativa é que os debates continuem nas próximas semanas, à medida que as negociações entre Estados Unidos e aliados europeus avançam sobre tarifas e soberania.
A Copa do Mundo de 2026 está marcada para ocorrer de 11 de junho a 19 de julho, com jogos distribuídos pelos Estados Unidos, México e Canadá.
Qualquer retirada de seleções europeias representaria um impacto significativo no torneio e nas relações esportivas internacionais.