BAILE DA FURIA

Espanha atropela a Áustria e avança no Mundial com quebra de recorde

Oyarzabal brilha com dois gols e Unai Simóns se torna o goleiro mais invicto da história das Copas em tarde de dominação total no SoFi Stadium

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(Foto: Reprodução/Instagram/@sefutbol).

A seleção da Espanha deu uma verdadeira aula de futebol no SoFi Stadium, em Inglewood, ao golear a Áustria por 3 a 0 e carimbar sua classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

Diante de um público de 70.242 torcedores, a “Roja” dissipou as dúvidas deixadas por uma fase de grupos irregular e apresentou sua atuação mais sólida e contundente sob o comando de Luis de la Fuente.

O domínio espanhol foi absoluto, refletido em 64% de posse de bola e um volume ofensivo de 23 finalizações, contra uma Áustria que, apesar das tentativas estratégicas de Ralf Rangnick, foi incapaz de acertar um único chute na meta adversária durante os 90 minutos.

O primeiro tempo foi marcado pela paciência espanhola para quebrar o ferrolho austríaco.

Ralf Rangnick apostou em uma marcação dobrada sobre o jovem prodígio Lamine Yamal, mas essa escolha acabou sobrecarregando o meio-campo e liberando o corredor esquerdo para as investidas de Marc Cucurella.

Antes do placar ser aberto, Cucurella chegou a balançar as redes em uma cobrança de escanteio, porém o gol foi invalidado pelo árbitro sueco Glenn Nyberg devido a uma falta de Pau Cubarsí sobre o goleiro Alexander Schlager.

A insistência premiou a Espanha aos 36 minutos, em uma jogada iniciada por Pedri, Cucurella recebeu na ponta e cruzou rasteiro para Mikel Oyarzabal, que finalizou de primeira para abrir o marcador.

A vantagem quase aumentou antes do intervalo, quando Álex Baena carimbou o travessão em uma cobrança de falta magistral.

Na segunda etapa, a Áustria tentou reagir com mudanças táticas drásticas, promovendo as entradas de Florian Grillitsch, Carney Chukwuemeka e, mais tarde, dos centroavantes Sasa Kalajdzic e Marko Arnautovic.

No entanto, a compactação defensiva espanhola, liderada por um impecável Aymeric Laporte, neutralizou qualquer tentativa de contra-ataque efetivo.

Aos 66 minutos, a Espanha selou o destino do confronto quando Álex Baena serviu Pedro Porro na área; o lateral-direito subiu livre e marcou de cabeça seu primeiro gol com a camisa nacional em sua vigésima partida.

Mesmo com a vantagem confortável, a Espanha não abdicou do ataque, forçando o goleiro Schlager a realizar seis defesas importantes para evitar um placar ainda mais elástico.

O golpe final veio aos 89 minutos, em uma jogada que foi quase uma repetição do primeiro tento.

Marc Cucurella, o grande garçom da tarde, avançou pela esquerda e serviu novamente Mikel Oyarzabal, que bateu rasteiro no canto direito para anotar seu segundo gol no jogo e o quarto nesta Copa do Mundo.

Oyarzabal agora soma 29 gols pela Espanha, igualando-se ao lendário Fernando Hierro na sexta posição entre os maiores artilheiros históricos da seleção.

A partida também entrou para os livros de recordes devido a feitos individuais notáveis.

O goleiro Unai Simón estabeleceu um novo recorde mundial de invencibilidade em Copas do Mundo, atingindo 519 minutos sem sofrer gols e superando a marca histórica de 517 minutos do italiano Walter Zenga, que durava desde 1990.

Além disso, ao escalar Lamine Yamal e Pau Cubarsí, a Espanha tornou-se a primeira seleção desde o Brasil de Pelé e Mazzola, em 1958, a iniciar um jogo eliminatório de Mundial com dois adolescentes entre os titulares.

Com a defesa ainda intacta em todo o torneio, a Espanha agora viaja para Dallas para enfrentar o vencedor de Portugal e Croácia nas oitavas de final, na próxima segunda-feira, 6 de julho.