HISTÓRIA EM DALLAS

Egito elimina Austrália nos pênaltis e alcança oitavas inéditas

Após empate por 1 a 1 com milagre de Patrick Beach e recorde de gols contra, os Faraós garantem classificação histórica na cai

acessibilidade:
(Foto: Reprodução/Instagram/@egyptnt).

O Egito escreveu o capítulo mais importante de sua história no futebol ao garantir, nesta sexta-feira (3), a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

Em uma partida eletrizante no Dallas Stadium (AT&T Stadium), a seleção africana superou a Austrália em uma disputa de pênaltis dramática após 120 minutos de um futebol intenso e físico.

A partida começou com a Austrália tentando impor seu ritmo, mas foi o Egito quem golpeou primeiro.

Aos 13 minutos, após uma falha da defesa australiana em afastar uma bola parada, Emam Ashour aproveitou cruzamento preciso de Karim Hafez e cabeceou para o fundo das redes, abrindo o placar. 

Os “Socceroos” quase empataram pouco depois, quando Cristian Volpato disparou um chute de longa distância que carimbou a trave.

Apesar da maior posse de bola australiana no primeiro tempo, a defesa egípcia, liderada por Rami Rabia, manteve-se sólida até o intervalo.

No segundo tempo, o drama aumentou.

Logo no início, Omar Marmoush perdeu uma chance clara de selar a vitória egípcia, chutando para fora cara a cara com o goleiro.

A resposta da Austrália veio aos 55 minutos com um golpe de sorte: em cobrança de falta de Aiden O’Neill, o lateral egípcio Mohamed Hany tentou o corte, mas marcou contra o próprio patrimônio.

Com isso, Hany registrou um recorde indesejado, tornando-se o primeiro jogador na história das Copas a marcar dois gols contra em uma mesma edição.

A Austrália pressionou pelo gol da vitória, mas foi o goleiro Patrick Beach quem garantiu a sobrevivência da equipe no tempo regulamentar.

Aos 94 minutos, após um cruzamento de Mohamed Salah, Ramy Rabia desferiu uma cabeçada certeira que parecia ter endereço certo.

Beach, com reflexos de tirar o fôlego, operou um milagre ao desviar a bola com uma das mãos sobre o travessão.

Na prorrogação, o cansaço dominou as ações. Mohamed Salah, que atuou apesar de uma lesão no tendão sofrida na fase de grupos, chegou a isolar uma bola em chance clara dentro da área.

Nos minutos finais (119′), o técnico australiano Tony Popovic realizou uma substituição ousada e estratégica, sacando o herói Patrick Beach para a entrada do veterano Mathew Ryan, especialista em pênaltis.

A estratégia australiana, porém, não deu frutos. Logo na primeira cobrança, o zagueiro Harry Souttar isolou a bola por cima do gol. 

O Egito manteve a frieza absoluta, convertendo todas as suas quatro cobranças.

O destaque foi a ousadia de Mohamed Salah, que marcou seu pênalti com uma cavadinha.

A eliminação da Austrália foi selada quando o jovem Lucas Herrington acertou o travessão.

Na sequência, Hossam Abdelmaguid converteu a quarta cobrança egípcia, dando início a uma festa histórica para os torcedores em Dallas.

A partida não escapou de controvérsias.

O árbitro uruguaio Gustavo Tejera foi duramente criticado pela delegação australiana por sua “falta de critério”.

O lance mais polêmico ocorreu no final do primeiro tempo, quando Jordan Bos foi atingido por uma entrada dura que o tirou do jogo por lesão no joelho esquerdo, lance que sequer foi punido com cartão.

Com o triunfo, o Egito aguarda o vencedor do duelo entre Argentina e Cabo Verde para disputar uma vaga nas quartas de final na próxima terça-feira (7), em Atlanta.

Para a Austrália, fica a frustração de uma eliminação dolorosa no que foi um dos jogos mais tensos desta fase eliminatória.