Tecnologia da Copa chega ao Brasileirão para acelerar as decisões em campo
Com investimento de R$40 milhões, novo sistema promete reduzir em um terço o tempo das análises de impedimento
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que o impedimento semiautomático (SAOT) estreará oficialmente no Campeonato Brasileiro a partir da 20ª rodada, que se inicia neste sábado, 25 de julho de 2026.
A tecnologia será implementada em todos os dez jogos da rodada, tendo como partidas inaugurais os confrontos entre Athletico-PR x Internacional, na Arena da Baixada, e Santos x Chapecoense, na Vila Belmiro.
O investimento total para viabilizar a ferramenta no futebol nacional foi de aproximadamente 40 milhões de reais, com o objetivo de alinhar o país aos padrões de competições de elite, como a Premier League e a Copa do Mundo.
O sistema, desenvolvido em parceria com a Genius Sports, utiliza uma infraestrutura robusta composta por 28 a 32 câmeras inteligentes instaladas em cada estádio.
Essas câmeras, que utilizam a tecnologia de iPhones 17 Pro, são capazes de captar imagens em 4K a 100 quadros por segundo, permitindo o rastreamento em tempo real dos jogadores e da bola.
Através de inteligência artificial, o software gera uma réplica tridimensional instantânea do lance e identifica o momento exato do toque com uma margem de erro de apenas um centímetro.
A natureza “semiautomática” da ferramenta reside no fato de que o sistema apenas sugere a marcação visualmente através de imagens “gamificadas”, mas a palavra final permanece com a equipe de arbitragem na Central do VAR, no Rio de Janeiro.
Diferente do modelo usado pela FIFA na Copa do Mundo, a versão brasileira não contará com instruções automáticas por voz para os assistentes, exigindo que as marcações sejam validadas manualmente antes da comunicação com o árbitro de campo.
A expectativa da entidade é que essa inovação reduza em até 33% o tempo de análise dos lances de impedimento, garantindo maior fluidez e agilidade às partidas.
Para assegurar a padronização, a CBF determinou a obrigatoriedade da tecnologia em todos os jogos da Série A, vetando a realização de partidas em estádios que não possuam o sistema instalado e calibrado.
Essa decisão afeta diretamente clubes que costumam mandar jogos fora de suas arenas habituais por conta de eventos, como São Paulo e Palmeiras, que agora devem escolher locais que já contam com a infraestrutura da Genius Sports.
Além da precisão nas decisões, o sistema trará o benefício adicional de coletar dados de desempenho dos atletas, que serão disponibilizados para as comissões técnicas dos clubes.
Em caso de falhas técnicas ou panes no sistema durante os jogos, a CBF estabeleceu um protocolo rigoroso para evitar prejuízos à competição.
Se a tecnologia estiver fora do ar, a arbitragem deve comunicar imediatamente os treinadores, capitães e a imprensa, retornando instantaneamente ao método manual de traçado de linhas, conforme praticado até a 19ª rodada.
A implementação definitiva ocorre após cerca de sete meses de preparação, que envolveram visitas técnicas a 20 estádios, calibração de equipamentos e testes em partidas das categorias de base.