Róger Guedes sela acordo bilionário para defender o Catar na Copa de 2030
Com média de gols recorde o atacante brasileiro renova contrato e vira a peça central da seleção árabe para o próximo mundial
O atacante brasileiro Róger Guedes, atualmente o principal destaque do Al-Rayyan, consolidou seu futuro no futebol do Oriente Médio ao renovar recentemente seu contrato até junho de 2030.
Esta extensão contratual não representa apenas um compromisso esportivo com o clube, mas é a peça central de um plano estratégico que visa a naturalização do jogador para defender a seleção do Catar na Copa do Mundo de 2030.
O projeto é apoiado pela Federação Catari de Futebol, que vê no brasileiro o reforço ideal para elevar o nível técnico da equipe nacional após um desempenho modesto no último ciclo mundial.
Para que essa transição seja possível, Guedes precisa cumprir rigorosos critérios de elegibilidade estabelecidos pela FIFA, que exigem um período de residência física contínua de pelo menos cinco anos no território após os 18 anos de idade.
Tendo chegado ao Catar em agosto de 2023 vindo do Corinthians, o atacante completará o tempo necessário em 2028, tornando-se apto para representar o país asiático antes do início do próximo Mundial.
Um fator determinante que facilita o processo é que Róger Guedes nunca foi convocado para a seleção brasileira principal em competições oficiais, o que o deixa livre para realizar a “mudança de associação” perante a FIFA no futuro.
O desempenho estatístico do jogador justifica o esforço do Catar em “blindá-lo” contra o assédio de outros mercados; em sua passagem pelo Al-Rayyan, ele já acumula impressionantes 78 gols e 13 assistências em apenas 97 partidas oficiais.
Na temporada de 2025, ele manteve uma média superior a um gol por partida, o que atraiu o interesse de clubes brasileiros como o Grêmio, que chegou a formalizar propostas de até 20 milhões de euros.
No entanto, todas as ofertas foram prontamente vetadas pelo sheik do clube, que considera Guedes inegociável e peça fundamental do projeto esportivo comandado pelo técnico português Artur Jorge.
Além das ambições profissionais, o desejo de Guedes de permanecer no país é reforçado pela sua satisfação pessoal e pela adaptação de sua família à vida em Doha.
Em declarações recentes, o atleta afirmou sentir-se em casa e valorizou o fato de seu filho ser feliz no país, o que pesa mais do que qualquer proposta de retorno ao Brasil.
Guedes também demonstrou uma visão realista sobre sua carreira, admitindo que as chances de ser lembrado pela Seleção Brasileira atuando na liga catari são mínimas, o que torna o projeto de representar o Catar uma oportunidade única de realizar o sonho de disputar uma Copa do Mundo.