Argentina ressuscita no fim e derruba o Egito em tarde de drama e glória
Histórico gol de número 3.000 das Copas selou a classificação argentina após a seleção sair na desvantagem de dois gols e ver Messi falhar
O Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, foi palco de um dos confrontos mais dramáticos e memoráveis da história das Copas do Mundo, onde a Argentina, atual campeã, superou um cenário de eliminação iminente para vencer o Egito por 3 a 2.
Em partida válida pelas oitavas de final da Copa de 2026, a seleção Albiceleste precisou de uma reação histórica nos últimos quinze minutos de jogo para reverter uma desvantagem de dois gols e garantir sua permanência na competição.
O técnico Lionel Scaloni já havia alertado seus jogadores sobre a imprevisibilidade do mata-mata, citando a eliminação do Brasil para a Noruega como um exemplo de que pequenos detalhes decidem esse tipo de confronto.
O embate começou com um domínio territorial argentino, mas foi o Egito quem golpeou primeiro aos 15 minutos, quando Yasser Ibrahim aproveitou um cruzamento de Marwan Ateya para marcar de cabeça, superando a marcação de Lisandro Martínez.
A situação da Argentina poderia ter sido aliviada ainda na primeira etapa, após Nicolás Tagliafico sofrer um pênalti aos 19 minutos.
No entanto, o goleiro egípcio Mostafa Shobeir brilhou ao defender a cobrança de Lionel Messi, ampliando o recorde negativo do craque para quatro pênaltis desperdiçados em Mundiais.
Shobeir tornou-se uma barreira quase imparável no primeiro tempo, realizando defesas espetaculares em tentativas de Alexis Mac Allister e Julián Álvarez.
A tensão aumentou no segundo tempo quando o Egito, apostando em contra-ataques velozes liderados por Mohamed Salah, quase liquidou a partida.
Aos 13 minutos, Mostafa Ziko chegou a balançar as redes, mas o lance foi anulado pelo VAR devido a uma falta de Ateya no início da jogada.
Apesar do susto, os “Faraós” não recuaram e, aos 22 minutos, Ziko marcou o segundo gol legítimo após assistência de Haissem Hassan, colocando o Egito com uma vantagem de 2 a 0 e deixando os atuais campeões à beira do abismo.
A ressurreição argentina começou aos 34 minutos da etapa final, quando o zagueiro Cristian “Cuti” Romero aproveitou um cruzamento para diminuir a diferença de cabeça.
O gol incendiou a equipe e a torcida em Atlanta, permitindo que Lionel Messi se redimisse do erro inicial apenas quatro minutos depois.
O camisa 10, eleito o melhor em campo, finalizou com precisão de dentro da área para empatar o duelo aos 38 minutos, consolidando-se como o maior artilheiro da história das Copas.
A apoteose da virada ocorreu nos acréscimos, aos 47 minutos, após uma perda de bola egípcia no campo de ataque.
Em um contra-ataque veloz, Lautaro Martínez cruzou com precisão para Enzo Fernández, que cabeceou no canto de Shobeir para selar a vitória por 3 a 2.
O gol de Enzo carregou um peso histórico adicional ao ser o 3.000º gol marcado em todas as edições de Copas do Mundo.
Com a classificação heroica, a Argentina agora aguarda o vencedor do confronto entre Suíça e Colômbia para disputar as quartas de final.