COPA EM CASA

Brasil inicia contagem de um ano para a histórica Copa Feminina de 2027

Com investimento recorde de R$4,2 bilhões e oito sedes consagradas, o país se prepara para o primeiro Mundial na América do Sul

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(Fifa: Reprodução/Instagram/@fifawomensworldcup).

Nesta quarta-feira, (24), o Brasil entra oficialmente na reta final para sediar o maior evento do futebol feminino mundial.

Exatamente daqui a um ano, no dia 24 de junho de 2027, o país dará o pontapé inicial para a 10ª edição do torneio, que será histórica por ser a primeira realizada na América do Sul.

Com 32 seleções na disputa, o evento promete não apenas transformar os gramados, mas deixar um legado sociocultural duradouro para o país.

A FIFA e o Comitê Organizador definiram oito cidades-sede que receberão as partidas, todas utilizando a infraestrutura de arenas que brilharam na Copa do Mundo masculina de 2014.

A seleção priorizou locais com excelência técnica e capacidade de atrair grandes públicos.

  • Belo Horizonte (MG): Estádio Mineirão.
  • Brasília (DF): Estádio Nacional.
  • Fortaleza (CE): Arena Castelão.
  • Porto Alegre (RS): Estádio Beira-Rio.
  • Recife (PE): Arena de Pernambuco.
  • Rio de Janeiro (RJ): Estádio do Maracanã.
  • Salvador (BA): Arena Fonte Nova.
  • São Paulo (SP): Arena Itaquera.

O Maracanã, no Rio de Janeiro, será novamente o palco principal, previsto para receber a grande final em 25 de julho de 2027.

Para garantir o sucesso do evento, a FIFA anunciou um investimento recorde de 800 milhões de dólares (cerca de R$4,2 bilhões), o dobro do que foi investido na edição de 2023.

Paralelamente, o Governo Federal brasileiro estima um reforço orçamentário de R$1,5 bilhão para áreas estratégicas.

A maior parte dos recursos federais será destinada à segurança pública, com previsão de R$676 milhões a R$760 milhões para ações das polícias Federal, Rodoviária e Força Nacional, incluindo tecnologias anti-drone.

Outros R$220 milhões serão investidos pelo Ministério das Comunicações para ampliar a conectividade nos estádios e centros de transmissão.

O Mundial de 2027 busca explorar o que especialistas chamam de “consumo adormecido” das mulheres.

Com as mulheres representando 51% das chefes de família e 42% dos microempreendedores no Brasil, o torneio quer abrir novos canais comerciais em setores como moda e tecnologia voltados ao futebol feminino.

O governo também foca em legados sociais, como a expansão do programa TEAtivo, voltado para crianças com Transtorno do Espectro Autista, e a criação de 12 centros de treinamento específicos para o futebol feminino.

Uma consulta pública na plataforma “Brasil Participativo” foi aberta para que a população sugira prioridades para os legados do evento.

Dentro de campo, o técnico Arthur Elias, que assumiu o comando em 2023, lidera um processo de reestruturação da Seleção Brasileira.

O Brasil, atualmente em 7º lugar no ranking da FIFA, busca o título inédito jogando em casa.

Embora já tenha 41 anos em 2027, a expectativa sobre a participação da Rainha Marta permanece alta devido ao seu talento inquestionável e liderança como maior artilheira da história das Copas (17 gols). 

Jovens talentos, como Tainá Maranhão, de 21 anos, surgem como a nova face da equipe que enfrentará potências como a atual campeã Espanha e a sempre favorita Alemanha.

O torneio seguirá o formato de oito grupos com quatro times cada. Além do Brasil (país-sede), seleções como Colômbia, Argentina, Alemanha, Espanha, França e Japão já garantiram suas vagas.

A fase de grupos ocorrerá de 24 de junho a 8 de julho de 2027, culminando na grande final no mês seguinte.