Brasil atropela rivais e ocupa o top 4 do ranking mundial de Surfe
Liderada por Italo Ferreira, a ‘Brazilian Storm’ faz história ao fechar o topo da WSL com Miguel Pupo, Medina e Yago Dora, enquanto Luana Silva garante liderança inédita no feminino
O surfe brasileiro atingiu um patamar inédito e histórico na temporada de 2026 após a conclusão da etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a chamada “Brazilian Storm” (Tempestade Brasileira) consolidou um domínio absoluto, ocupando, pela primeira vez, as quatro primeiras posições do ranking masculino da World Surf League (WSL).
A liderança agora pertence ao potiguar Italo Ferreira, que assumiu a “lycra amarela” após uma vitória explosiva no Corona Cero New Zealand Pro.
O desempenho dos brasileiros no topo da tabela reflete uma consistência impressionante:
- Italo Ferreira: Com 22.725 pontos, o campeão mundial e olímpico retomou o posto de número 1 com performances marcadas por aéreos agressivos.
- Miguel Pupo: Com 21.385 pontos, Pupo vive uma das melhores fases da carreira, tendo vencido o Rip Curl Pro Bells Beach 2026 em uma final brasileira contra Yago Dora.
- Gabriel Medina: Somando 20.525 pontos, o tricampeão mundial retornou forte após uma lesão no ombro em 2025, mantendo-se como uma ameaça constante ao título.
- Yago Dora: Com 19.630 pontos, o catarinense, que é o atual campeão mundial de 202, fecha o quarteto de elite, mantendo uma regularidade notável.
O domínio não se restringe aos homens, pela primeira vez na história, o Brasil também lidera o ranking feminino com Luana Silva.
Aos 21 anos, Luana alcançou o topo após dois vice-campeonatos consecutivos na Austrália (Margaret River e Gold Coast), um feito inédito para as surfistas brasileiras.
A temporada de 2026 é especial por celebrar os 50 anos do surfe profissional e introduzir mudanças drásticas no regulamento.
O formato de “Finals” (decisão em um único dia entre os cinco melhores) foi abolido.
Agora, o título será decidido por pontos acumulados ao longo de 12 etapas, premiando o surfista mais regular do ano.
A etapa final voltará a ser em Pipeline, no Havaí, em dezembro, e terá uma pontuação bonificada de 15 mil pontos para o vencedor, garantindo que a disputa pelo troféu permaneça aberta até as últimas ondas da temporada.
O circuito agora desembarca em Punta Roca, El Salvador (entre 5 e 15 de junho), antes da aguardada etapa brasileira em Saquarema, no Rio de Janeiro, marcada para começar em 19 de junho.
Com quatro atletas liderando o ranking, o Brasil chega às Américas com chances reais de ampliar sua vantagem e marchar rumo a mais um título mundial.