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África do Sul arranca empate da Tchéquia e mantém vivo o sonho do mata-mata

Sdílek marca gol precoce para os europeus, mas o pênalti convertido por Mokoena no fim da partida garantiu a igualdade no Mercedes-Benz Stadium

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(Foto: Reprodução/Instagram/@fifaworldcup).

O Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, foi o cenário de um duelo tenso na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.

Em uma partida que valia a sobrevivência no torneio, Tchéquia e África do Sul empataram em 1 a 1, somando seus primeiros pontos na competição após estrearem com derrotas.

O resultado mantém o Grupo A em suspense, com todas as definições guardadas para a rodada final.

Diferente da estreia, quando sofreu uma virada da Coreia do Sul, a seleção tcheca, sob o comando de Ivan Hasek, começou a partida de forma avassaladora.

Logo aos cinco minutos, a principal arma tática da equipe, o arremesso lateral longo de Vladimir Coufal surtiu efeito.

Após a bola ser lançada na área e desviada por Alexandr Sojka, o meio-campista Michal Sadílek apareceu livre para finalizar de canhota, sem chances para o goleiro Ronwen Williams.

Após o gol, a África do Sul, conhecida como Bafana Bafana, assumiu o controle da posse de bola, chegando a registrar 62% de domínio ao longo do confronto.

No entanto, a equipe comandada pelo veterano Hugo Broos encontrou sérias dificuldades para penetrar na compacta linha defensiva tcheca, composta por atletas fisicamente imponentes como Robin Hranac e Ladislav Krejcí.

As melhores chances sul-africanas na primeira etapa vieram de chutes de longa distância, principalmente com Oswin Appollis, que viu uma bola desviada passar rente à trave de Matej Kovár.

No final do primeiro tempo, um susto: Kovár falhou em um cruzamento, mas a zaga tcheca conseguiu afastar o perigo antes que Thalente Mbatha pudesse aproveitar.

Na volta para o segundo tempo, a Tchéquia esteve muito próxima de ampliar e praticamente selar a vitória.

O goleiro sul-africano Ronwen Williams tornou-se o herói de sua seleção ao realizar defesas fundamentais em um chute de longe de Lukás Cerv e em uma cabeçada à queima-roupa do artilheiro Patrik Schick.

Essas intervenções foram cruciais para manter o moral da África do Sul elevado.

Broos promoveu alterações ofensivas, e a equipe passou a trocar passes com mais objetividade, abandonando os chutes infrutíferos de longa distância.

Quando o relógio marcava 35 minutos da etapa final, a pressão sul-africana foi recompensada.

O atacante Thapelo Maseko fez uma jogada individual brilhante pela direita e finalizou; no meio do caminho, a bola atingiu o braço do meia tcheco Pavel Šulc, que havia entrado no segundo tempo.

A árbitra americana Tori Penso não hesitou e assinalou o pênalti. Com enorme frieza, Teboho Mokoena cobrou com firmeza no canto direito, deslocando Kovár e levando os torcedores sul-africanos ao delírio no estádio.

Com o empate, as duas seleções chegam a 1 ponto e ocupam as últimas posições do grupo, atrás de México e Coreia do Sul, agora, o cenário é de “vencer ou voltar para casa”.

Na rodada decisiva, marcada para a próxima quarta-feira (24), a Tchéquia terá um desafio hercúleo contra o México, um dos anfitriões, em Guadalajara.

Já a África do Sul enfrentará a Coreia do Sul, buscando uma vitória que pode carimbá-la como uma das grandes surpresas das oitavas de final.