Gol de mão

Candidato em declínio usa Justiça Eleitoral para censurar pesquisas em PE

Miguel Coelho oscila entre 4º e 5º nas pesquisas para governador

acessibilidade:
Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

Oscilando entre o 4º e o 5 lugares nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Pernambuco, o candidato do União Brasil, Miguel Coelho, está utilizando a Justiça Eleitoral para impedir que novos levantamentos sejam divulgados e exponha sua situação delicada.

Coelho, que foi prefeito de Petrolina, resolveu impugnar a divulgação de pesquisas legalmente registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), em vez de agir para melhorar seu desempenho na campanha eleitoral.

Miguel Coelho é filho do senador Fernando Bezerra Coelho, experiente nas artes e manhas de campanhas eleitorais.

O TRE achou relevante uma argumentação tecnicamente risível para impugnar um pesquisas devidamente registrada na Justiça Eleitoral pelo Imape (Instituto Majoritário de Pesquisas e Estatísticas).

De acordo com a exótica alegação da campanha de Coelho, não se poderia incluir no questionário da pesquisa para governador uma pergunta sobre a intenção de votos para o cargo de Presidente da República.

A Justiça Eleitoral não apenas proibiu sua divulgação como ainda fixou multa de R$ 30 mil, em caso de “desobediência”. Com a censura, os eleitores pernambucanos tiveram suprimido o direito à livre informação, previsto na Constituição.

Uma outra pesquisa também censurada foi apresentada pelo Instituto Veritá Ltda que, como a primeira, também cumpriu as exigências previstas em lei para o registro do levantamento de intenção de votos para governador e senador em Pernambuco.

Nesse caso, a campanha de Coelho sustentou que haveria supostos “dados contraditórios no questionário”, novo truque para impedir sua divulgação. E o TRE-PE também proibiu sua divulgação e ameaçou o instituto de pesquisa de multa de R$30 mil.