Colheita desigual

AGCO lucra US$ 2,92 bilhões no 4º trimestre, mas América do Sul recua

Fabricante de máquinas agrícolas cresce no trimestre e projeta avanço em 2026, apesar de queda anual nas vendas e menor desempenho regional

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Foto: Reprodução internet

A AGCO, fabricante global de máquinas agrícolas, registrou lucro líquido de US$ 2,92 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na contramão do resultado consolidado, a América do Sul apresentou retração de 3,3%, com lucro de US$ 259,9 milhões no trimestre.

No acumulado de 2025, o lucro líquido da companhia somou US$ 10,08 bilhões, queda de 7% na comparação interanual.

Na América do Sul, o recuo foi de 7,7%, totalizando US$ 1,11 bilhão.

As vendas líquidas alcançaram US$ 2,9 bilhões no quarto trimestre, avanço de 1,1% frente ao mesmo período de 2024. No ano, porém, as vendas totalizaram cerca de US$ 10,1 bilhões, queda de 13,5% em relação a 2024.

Na América do Sul, as vendas líquidas recuaram 9,3% no quarto trimestre de 2025, desconsiderando efeitos cambiais favoráveis. Segundo a empresa, a demanda foi mais moderada, com queda nas vendas de tratores e implementos, parcialmente compensada pelo crescimento em colheitadeiras.

O lucro por ação em 2025 foi de US$ 9,75, enquanto o lucro por ação ajustado ficou em US$ 5,28. Em comunicado, a AGCO atribuiu o cenário a baixos níveis de rentabilidade agrícola e à persistente incerteza no comércio global. Ainda assim, a companhia destacou ganho de participação de mercado, especialmente na agricultura de grande porte da América do Norte, além da redução de estoques próprios e da rede de concessionários.

Para 2026, a AGCO projeta vendas líquidas entre US$ 10,4 bilhões e US$ 10,7 bilhões, com margens operacionais ajustadas de 7,5% a 8%. A empresa estima volumes de produção estáveis, com impacto positivo de controles de custos e preços. O lucro por ação esperado para o próximo ano varia entre US$ 5,50 e US$ 6,00.

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