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Teste da Vez

Volks Amarok Extreme, testamos a picape média mais cara e potente do país

A caminhonete utiliza um poderoso propulsor V6, mas cobra excessivamente por isso

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Volkswagen Amarok Extreme V6 2021. Fotos: Geison Guedes/DP.

Atualmente no Brasil seis marcas contam com picapes médias em seu portfólio. Dentre as opções, apesar de muitas semelhanças, cada uma conta com características próprias. De todas, a que mais se diferencia é a Volkswagen Amarok. A alemã produzida na Argentina é a única vendida por aqui com motor diesel V6 e tração integral — não é um 4×4 clássico. 

Outros fatores que diferenciam a Amarok, nosso “Teste da Vez”, das demais é que, atualmente, ela conta apenas com duas versões — é a mais “enxuta” de todas — e é também a mais cara entre as picapes médias à venda no Brasil. 

A Amarok é a mais potente e cara entre as picapes médias.

A versão que testamos, a topo de linha Extreme, sai por insanos R$ 282.380, mas que pode chegar a ainda mais caros R$ 285.740 com os opcionais, que inclui a capota marítima (R$ 1.290) e o Pacote Black Style (R$ 2.070) que escurece os detalhes cromados da carroceria. 

Para se ter uma ideia, a segunda picape mais cara do país — entre as topo de linha — é a Toyota Hilux por R$ 276 mil, ou seja, quase R$ 10 mil a menos que a Amarok. Se olharmos para a “menos cara”, a Chevrolet S10, a diferença é maior ainda, de mais de R$ 30 mil.

Burocrática 

O interior lembra modelos mais baratos como Gol e Saveiro.

As picapes, naturalmente, contam com visual menos ousado no universo automotivo, mas a Amarok consegue ir além na caretice, bem característico da marca. O design é burocrático, nada ousado. O ponto diferencial é que, apesar de uma caminhonete, ela é mais voltada para a cidade. 

O que mais chama a atenção são as gigantes rodas de liga leve de 20 polegadas e pneus de perfil fino. Mas o maior problema nem é o exterior — além das rodas, a grade frontal discreta e o santo antônio bem urbano — que cumpre o seu papel, mas sim o interior.

Espaço para quatro adultos com conforto.

A cabine da alemã é muito pobre para um veículo de quase R$ 300 mil. O interior mais parece com os veículos de entrada da marca como Gol, Voyage e Saveiro, do que com os mais completos, como Tiguan e Jetta. Até por causa do preço, é um dos maiores deslizes da picape.

O painel de instrumentos é simplório, a central multimídia tem um display minúsculo que fica perdido (merece o VW Play). Pelo menos, o acabamento é muito bem feito, sem rebarbas ou peças mal encaixadas. O espaço traseiro é condizente com a categoria, leva quatro adultos com conforto, um quinto sempre sofre mais por causa do túnel central.

Altos e baixos 

Destaque para os ajustes elétricos nos bancos dianteiros.

A lista de equipamentos da Amarok é, no mínimo, controversa. Ao mesmo tempo que ela tem itens diferenciados, outros são bem simples. Vamos primeiro aos positivos. Ela conta com sensores crepuscular, de chuva e de estacionamento dianteiro e traseiro, seis airbags, câmera de ré e controles de tração e estabilidade e auxiliares de partida em rampa e de descida. 

Os diferenciais ficam pelo faróis bixênon com luz de circulação diurna em LED, bancos dianteiros com regulagem elétrica, inclusive para o passageiro (algo raro de se ver), ar-condicionado digital e dual zone (só faltou a saída para a traseira) e indicador de perda de pressão dos pneus. 

Faltou o Active Info Display, o painel de instrumentos digital da marca.

Os pontos negativos, principalmente por se tratar de um veículo de mais de R$ 280 mil, são a ausência de itens de segurança como auxiliares de frenagem ou de permanência em faixa, piloto automático adaptativo e alertas de ponto cego e de colisão, já presentes em algumas concorrentes.

A Amarok deveria contar também com chave sensorial para abertura das portas, é daquelas comuns, do tipo canivete, com isso não tem também partida por botão. Faltam também o painel de instrumentos digital, já característico em outros modelos da marca como Polo, Virtus, Nivus e T-Cross, e uma central multimídia melhor, como a VW Play.

A joia da coroa

O poderoso motor V6 3.0 é o mais potente dentre as médias.

O grande destaque da Amarok é o conjunto mecânico, especialmente o poderoso motor V6 diesel. Renovado, o propulsor — que já era bastante potente — está ainda mais forte. Ele gera impressionantes 258 cavalos e excelentes 59,1kgfm de torque, aliado a uma transmissão automática de oito marchas, direção hidráulica (o deslize) e tração integral 4Motion. 

Em linha reta, a Amarok é impressionante. O forte motor atua muito bem, basta o mais leve toque no acelerador para fazer a picape e seus 2.185kg disparar pelo asfalto, tudo com extrema facilidade e sem um mínimo de esforço, há apenas o pequeno atraso inicial, comum em motores diesel. Todas as manobras são feitas com segurança. 

No asfalto a Amarok vai muito bem.

Agora, é nas curvas, principalmente nas de alta velocidade em rodovias, que a alemã se mostra ainda mais, graças à tração integral. Por sempre atuar, independente do tipo de terreno, o sistema deixa a Amarok muito segura, principalmente para uma picape média. Mesmo com caçamba vazia, não há impressão da traseira “tentar passar a dianteira”. 

Dessa forma, é possível realizar manobras que, em outras picapes médias, é preciso muita atenção e cuidado. Na alemã, tudo ocorre de forma tranquila e segura. Otimizando ainda mais a condução, só faltou a direção ser elétrica, como é hidráulica, em alta velocidade ela fica mais leve do que deveria e em baixa exige um pouco mais de esforço.  

A tração integral também trabalha muito bem no fora de estrada.

É de se pensar que, por ir muito bem no asfalto, na hora de encarar uma estrada de chão, ela não vá ser das melhores, pelo contrário! Mesmo em terrenos muito acidentados ou com bastante lama, a Amarok passa sem o menor esforço, como se ainda estivesse no asfalto.

A tração trabalha muito bem, mesmo em obstáculos agressivos, no qual uma das rodas fica suspensa, o sistema redireciona a força para as outras, fazendo com que a transposição seja feita com extrema segurança. Na parte do consumo, na soma de estrada de chão, cidade e rodovia, ela fez, em média, 8.8km/l, um número muito bom, pensando na potência da picape. 

A opinião do Diário Motor

O preço é o maior problema da picape da Volkswagen.

Entre as picapes médias disponíveis no Brasil, principalmente comparando as versões topo de linha, é inegável que a Amarok é a que mais se diferencia, principalmente por causa do potente motor V6 e do sistema de tração integral, ao contrário dos clássicos 4×4, sem falar no preço, mas esse distoa para o “mal”, afinal, já está beirando os R$ 300 mil. 

A lista de equipamentos até poderia ser interessante, não fosse o preço excessivo e por algumas concorrentes — sempre mais baratas — contaram com itens diferenciais, principalmente de segurança. O visual interno é outro ponto que fica a desejar, a cabine da Amarok precisa de uma modernizada urgente. 

O símbolo da grade aponta para o poderoso motor V6.

O grande destaque, como esperado, é o conjunto mecânico. O poderoso motor faz jus ao título de mais potente entre as picapes médias e trabalha muito bem, principalmente na estrada, onde ele pode desenvolver melhor e faz com que todas as manobras sejam realizadas com extrema facilidade e segurança. 

O grande porém da Amarok é realmente o preço. Se ela fosse melhor equipada, principalmente com mais itens de segurança, os R$ 285 mil no qual ela pode chegar seriam mais justificáveis. Com isso, a decisão de levar a alemã para casa pode pesar e apenas o poderoso motor pode não justificar a compra. Vale o teste drive com possível compra! Nota: 7.

Ficha Técnica

Volkswagen Amarok Extreme V6 2021.

Motor: V6 3.0 turbodiesel

Potência máxima: 258cv

Torque máximo: 59,1kgfm 

Direção: hidráulica

Suspensão: independente na dianteira e eixo transversal na traseira

Freios: a disco nas quatro rodas 

Capacidade de carga: 1.000kg 

Dimensões (A x L x C x EE): 1.834 x 1.944 x 5.254 x 3.097mm 

Preço: R$ 282.380

Volkswagen Amarok Extreme V6 2021.
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