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Toyota fecha planta de São Bernardo e leva operação para o interior de SP

A montadora japonesa alinhará a produção nas fábricas de Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz

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Toyota São Bernardo do Campo.
Toyota fecha planta de São Bernardo e leva operação para o interior de SP. Foto: Toyota.

A Toyota do Brasil fechará a primeira fábrica da marca fora do Japão. A planta de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, será descontinuada e a operação da montadora alinhará nas demais cidades onde atua, em Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz, todas no interior de SP. 

Segundo a marca, a iniciativa tem por objetivo buscar mais sinergia entre suas unidades produtivas e faz parte de seu plano em busca de mais competitividade frente aos desafios do mercado brasileiro e da sustentabilidade de seus negócios no país.

A montadora afirma que a mudança será feita de forma gradual a partir de dezembro de 2022 com conclusão prevista para novembro de 2023. 

Em reunião com o sindicato dos metalúrgicos, o presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chag, garantiu que o movimento prevê a manutenção de 100% dos empregos dos colaboradores que hoje trabalham na operação do ABC Paulista, inclusive com suporte à mudança, além de outros benefícios. A empresa ratifica sua disposição para negociar este processo de transferência com o sindicato.

Atualmente, a planta de São Bernardo do Campo conta com cerca de 550 pessoas e é o local onde são produzidas peças que equipam modelos fabricados no Brasil, Argentina e Estados Unidos, tendo nenhum veículo feito no local. 

A Toyota reforça o compromisso na atuação no Brasil, como a renovação do portfólio, a introdução do terceiro turno em Sorocaba, a exportação de motores de Porto Feliz para a América do Norte e o recém anúncio de investimento de R$ 50 milhões na operação de Indaiatuba, onde produz o Corolla sedã.

Além disso, em reunião com o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), o presidente da Toyota reiterou a decisão da mudança e concordou em discutir alternativas para o espaço onde está localizada a unidade fabril da empresa. Dessa forma, será aberta uma comissão para ampliar o debate e buscar soluções.

“Respeitamos a história de São Bernardo do Campo e queremos contribuir para que a cidade encontre novos caminhos para gerar negócios e empregos”, afirma Rafael Chang.

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