Stelantis adiciona sistema ‘híbrido’ (sim, entre aspas) aos Peugeots 208 e 2008
Batizado pelo grupo de ‘Bio-Hybrid’, o sistema utiliza bateria de míseros 12V. Em um híbrido pleno, a voltagem varia de 201V a 335V, dependendo do modelo
Em 2023, a Stellantis apresentou a plataforma “Bio-Hybrid”. Entre eles, estava um conjunto MHEV (o híbrido leve na sigla em inglês). Este tipo de sistema utiliza uma bateria bem abaixo dos híbridos plenos, onde a voltagem varia de 201V a 335V, depenendo da marca. Além disso, os leves, comumente, utilizam as de 48V. Mas o grupo ítalo-franco-americano foi além e trouxe uma bateria ainda mais fraca, de míseros 12V, que primeiro equipou os Fiats Pulse e Fastback e, agora, chega nos Peugeots 208 e 2008.
A “eletrificação”, se é que pode ser chamada assim, do hatch e do SUV, conta com a mesma mecânica dos primos italianos. A grande questão é que, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), não considera como híbridos de verdade sistemas que utilizam bateria de 48V, e o da Stellantis é ainda menor.
O conjunto é o mesmo dos Fiats Pulse e Fastback.
A não classificação como híbrido da ABVE se dá porque este tipo de conjunto não gera força para as rodas, apenas auxilia o propulsor à combustão. No caso da Stellantis, o Bio-Hybrid utiliza o sistema BSG (gerador de partida, em inglês), no qual um motor-gerador elétrico conectado ao virabrequim por correia trabalha em conjunto com a bateria.
Este componente atua como motor de partida de alta eficiência e também como gerador durante as fases de desaceleração e frenagem. Ele também otimiza o sistema elétrico do carro, “desafogando” o uso de componentes, como o ar-condicionado, do motor a combustão. A transmissão é a automática do tipo CVT.
O interior dos dois modelos não foi alterado.
Assim como no lado italiano do grupo, o francês faz uso inicial do “Bio-Hybrid” de entrada (na apresentação do sistema, a Stellantis mostrou também versões HEVs, híbridas plug-in, os PHEVs, e totalmente elétricas, as BEVs) que alinha o já conhecido motor T200, o 1.0 turbo de 130 cavalos, ao pequeno conjunto eletrificado com bateria de 12V.
Não há ganho de potência e a Stellantis afirma que a tecnologia garante até 10% de redução no consumo de combustível no ciclo urbano e 8% a menos nas emissões de CO², além de ganhos para o motorista, como paradas mais suaves e redução de ruídos.
Peugeot 2008 GT T200 Hybrid AT.
A Peugeot aponta também que, aliado a ela, os modelos ganham recursos como Advanced Start & Stop, e-Braking e e-Coasting, que trabalham juntos para oferecer uma experiência de condução mais confortável, silenciosa e eficiente. Além de sistemas avançados de assistência ao condutor, como alerta de colisão, frenagem automática de emergência, detector de fadiga, reconhecimento de placas e controle de faixa.
Ao contrário de Pulse e Fastback que contam com duas configurações cada, 208 e 2008 recebem o sistema “Bio-Hybrid” apenas nas versões topo de linha, a GT. O hatch custa R$ 126.990 e o SUV sai por R$ 162.990.