Com melhor quadrimestre desde 2013, emplacamentos de veículos seguem evoluindo
Nos quatro primeiros meses do ano, mais de 1,7 milhão de modelos foram comercializados, superando os dados pré-crise do governo Dilma
Nos últimos 15 anos, o mercado automotivo brasileiro passou por duas graves crises: a primeira, iniciada em 2015, foi financeira e causada pela bolha de falsa segurança criada durante o governo Dilma para segurar a economia, a segunda, a partir de 2020, por conta da pandemia de Covid-19, que obrigou diversas fábricas a fecharem as portas.
Agora, o ano de 2026 mostra que o mercado está bem aquecido e segue evoluindo bastante. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Anfavea), desde 2013 não havia um quadrimestre tão bom no setor, ou seja, pré-crise do governo Dilma.
Segundo a entidade, nos quatro primeiros meses do ano, foram emplacados 1.734.599 veículos no geral, contra 1.491.518 do mesmo período de 2025, uma alta de 16,3%. Em abril, houve 479.662 emplacamentos, queda de 6,53% para março (513.167), mas um crescimento de 16,79% em comparação com o mesmo mês do ano passado (410.710).
Os veículos leves apresentaram dados bastante parecidos, com alta de 16,74% no acumulado do ano (834.688 contra 714.972), queda de 8,11% de abril (237.256) para março (258.209) e crescimento de 20,36% em comparação ao mesmo período de 2025 (197.129).
Já caminhões e ônibus têm duas curiosidades. Foi o segmento que menos caiu na relação abril e março (1,28%), foram 11.097 no último mês contra 11.241 do anterior. Mas é também, junto com implementos rodoviários, o que fechou todo no vermelho. Quedas de 3,48% na comparação com o mesmo período de 2025 (11.497) e de 14,35% no acumulado do ano (38.747 contra 45.238). Implementos caíram 12,72% nos quatro primeiros meses.
As motocicletas seguiram um padrão diferente nas variações, com queda menor, de 4,96% de abril para março (210.649 contra 221.650), e altas consideráveis de 15,32% para o mesmo mês de 2025 (182.668) e de 19,18% no acumulado (782.527 contra 656.587).
“O resultado do quadrimestre mostrou que o mercado, para a maior parte dos segmentos, continua aquecido. A queda geral sobre março é explicada pelo menor número de dias úteis em abril, mas a comparação sobre abril de 2025, assim como sobre o acumulado do quadrimestre seguem bastante favoráveis. Isso demonstra que há demanda, diversidade de oferta e um ambiente comercial mais ativo, mesmo com juros ainda elevados”, aponta Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.