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Teste da vez

Colocamos à prova o ‘modo play’ da novíssima Fiat Strada Volcano

A montadora procura conquistar um novo público com a versão topo de linha da picape

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Fiat Strada Volcano 2021. Fotos: Geison Guedes/ DP

“E essa Toro aí, tá diferente!”. “Nossa, essa é a nova Strada?”. “Ficou bonitona heim?”. Essas foram apenas algumas das frases que ouvimos ao longo da última semana durante o teste da nova Fiat Strada Volcano, a topo de linha da picape compacta. A pequena mostra a que veio, chamar a atenção de um público diversificado. 

Desde que começou a soltar informações sobre a nova Strada, a Fiat afirmou que procuraria alcançar um público além daquele que procura a picapinha para trabalhar. O que eles chamaram de “play”, ou seja, um consumidor que usa o carro mais para diversão do que para o trabalho, alvo máximo da caminhonete compacta nos últimos 22 anos. 

Acostumada a ser pioneira, agora a Strada conta com quatro portas.

Acostumada a revolucionar o segmento, a Strada ousou mais uma vez, agora com a opção de cabine dupla e quatro portas. A versão topo de linha, a Volcano, conta apenas com essa configuração. Mas pede caro por isso: R$ 79.990. Por incrível que pareça, a Fiat não oferta opcionais para ela, apenas uma roda maior e pintura metálica ou perolizada. 

A versão testada contava com a roda original, de 15 polegadas, e pintura metálica, o que encarece a Strada em mais R$ 2.300. Completamente renovada, nada na nova Strada remete a antiga, pelo menos na Volcano. A topo de linha conta com o moderno motor 1.3 Firefly de 109 cavalos e 14,2 de torque, acompanhado de câmbio manual e direção elétrica. 

Fusão Toro Mobi

A posição da luz de circulação diurna lembra a da Toro.

A primeira frase do texto não é exagero, várias pessoas paravam ao lado da Strada e perguntavam se era uma Toro, para depois perceber que não era. O visual externo lembra muito a irmã maior, afinal são duas picapes da mesma marca. 

A semelhança fica pela luz de circulação diurna em LED, acima dos faróis e do formato da grade e das luzes de apoio. Como um bom utilitário, ela conta com molduras nas rodas e por toda a lateral. As lanternas são praticamente as mesmas, a grande diferença fica pela tampa da caçamba, que é clássica na Strada. 

Interior é praticamente idêntico ao do Mobi.

Se por fora ela é uma Toro, por dentro é um Mobi. A comparação com a irmã maior é muito boa, já com o primo pequeno, nem tanto. Nos últimos tempos, a Fiat acertou bem no estilo da linha compacta, com Argo e Cronos, que poderiam ter servido de inspiração para a picapinha e não o supercompacto.

A cabine é quase idêntica com a do Mobi, a única diferença é a novíssima central multimídia da marca, inaugurada na Strada, e alguns comandos exclusivos da picape. De resto, volante, painel de instrumentos, manopla do câmbio, comandos do ar-condicionado, tudo igualzinho ao do supercompacto. As saídas de ar são semelhantes também.

Espaço traseiro deixa a desejar.

O interior da Strada ainda tem duas semelhanças com o Mobi, a qualidade dos materiais e o espaço interno. O acabamento da picape é bem feito, mas é muito plástico duro e que risca com facilidade, pensando em um veículo onde se leva muita carga, é ruim. Além disso, mesmo com as quatro portas e a possibilidade de levar até cinco pessoas, é bem apertado.

Cinco adultos na Strada é quase impossível. Até levar crianças no banco de trás é complicado. Se o motorista tiver de 1,8m para cima, não cabe ninguém atrás dele. Um ponto positivo das portas é que elas abrem bem, quase 90º, o que facilita o acesso. 

Deveria ser melhor

Câmbio manual de cinco marcha.

A Strada tem dois grandes problemas, um muito comum entre praticamente todos os veículos do Brasil, o preço, e outro causado pela própria montadora, a história do público “play”. A marca quer chamar a atenção de um novo tipo de comprador. Visualmente falando, eles acertaram em cheio, faltou nos equipamentos, um foco deste tipo de consumidor. 

O primeiro porém, mais difícil de resolver, é o câmbio. O mercado já aponta que este tipo de público está cada vez mais procurando veículos com transmissão automática. A Fiat nem confirma se, ou quando, a Strada terá essa opção. 

A central multimídia é o grande destaque entre os equipamentos.

Além disso, faltam alguns equipamentos que poderiam ser um chamariz a mais, fora a caçamba. Os itens de série até são interessantes, para as versões mais baratas e não para a topo de linha. Ela vem com os básicos ar-condicionado (apenas manual), vidros, travas, retrovisores e direção elétricas e sensor de estacionamento. 

Os destaques ficam pela moderna central multimídia com duas portas USB, airbags laterais, câmera de ré, sistema e-locker+, controles de tração e estabilidade, sensor de pressão dos pneus, auxiliar de partida em rampa, capota marítima e o maior diferencial, faróis em LED. 

Porta USB voltada para o banco traseiro.

Por ser uma versão que procura um público mais diversificado, ela bem que poderia ter ar-condicionado digital, sensor de estacionamento dianteiro, acendimento automático dos faróis (pelo menos quando ligados, desligam junto com o motor), sensor de chuva, até uma chave presencial seria bem vinda. 

Não é exatamente um equipamento, mas uma boa novidade da Strada é o contra peso da tampa da caçamba. Agora, a peça está muito mais leve e não despenca ao ser aberta, o que permite um uso mais seguro e confortável. Além disso, ela conta com um batente que ajuda a subir no compartimento de carga. 

Ponto alto

Motor é o 1.3 de 109 cavalos.

O grande destaque da nova Strada é o conjunto mecânico e, consequentemente, a dirigibilidade da picapinha. O motor 1.3 é esperto e responde bem. Tudo bem que na maior parte dos quase 500 quilômetros rodados durante o teste a Strada estava vazia. Mas mesmo com carga, não em sua totalidade, ela respondeu bem. 

O motorista que não está acostumado com veículos de carga pode levar um certo tempo para entender as relações curtas do câmbio. Como ela tem uma boa capacidade de carga (650kg), as primeiras marchas são bem curtas e a quinta muito longa, que chega a “pedir” uma sexta, principalmente em alta velocidade. 

Direção elétrica garante uma boa dirigibilidade.

A direção elétrica deu uma nova vida a picape, é muito tranquilo manobrá-la, com ou sem carga, o volante é sempre leve e não demanda muito esforço do motorista. Outra novidade que ajuda na condução é o controle de tração e estabilidade, o motorista simplesmente esquece que está conduzindo um veículo com caçamba, tamanha a segurança que ela passa. 

No consumo, a Strada Volcano não foi ruim, mas também não foi boa. Durante o teste, ela fez 10,5km/l de média com gasolina. Abaixo do Cronos com o mesmo conjunto mecânico, mas bem melhor que o beberrão 1.8 que equipava a picape. 

Os pneus são de uso misto.

A suspensão provavelmente é uma das coisas que a Fiat menos mexeu, até porque já era boa. Mesmo vazia, ela se comporta bem, sem quicar muito. O comportamento em estradas de chão também é bom, o sistema absorve bem os desníveis do terreno. 

Um ponto alto é o auxiliar de partida em rampa. Para um carro manual, que pode levar mais de meia tonelada, é importante ter esse tipo de assistente. Ao tirar o pé do freio, o motorista tem cerca de três segundos para engatar a marcha e seguir viagem, um suporte e tanto. 

A opinião do Diário Motor

Visual totalmente renovado.

A Strada não é líder da categoria há 20 anos atoa. A picape atende muito bem as necessidades do público. A nova geração vem para dar uma vida nova a caminhonete compactada e deve fazer o reinado durar por muito tempo ainda. 

A versão topo de linha, a Volcano, não é nada ruim, longe disso. Ela evoluiu muito, mas o porém é a tal da proposta que a Fiat está propondo, de alcançar um novo tipo de público. Visualmente falando, acertou em cheio, faltam equipamentos, principalmente um câmbio automático. 

A caçamba da cabine dupla leva até 650kg.

A dirigibilidade da picapinha é o ponto alto da versão. O motorista nem percebe que “atrás dele” tem uma caçamba, mesmo quando vazia. Os controles de tração e estabilidade permitem que ela tenha uma condução muito acertada, com um consumo mediano, nem bom, nem ruim. 

O grande porém, além da falta de alguns equipamentos, é o espaço interno, que está longe de ser ideal. Levar cinco adultos está fora de cogitação, no máximo crianças no banco traseiro. Vale o teste com possível compra! Nota: 7,5.

Ficha Técnica

Fiat Strada Volcano 2021.

Motor: 1.3

Potência máxima: 109cv 

Torque máximo: 14,2kgfm 

Transmissão: manual de 5 velocidades

Direção: elétrica

Suspensão: independente na dianteira e semi-independente na traseira

Freios: a disco na dianteira e tambor na traseira

Capacidade de carga: 650kg 

Dimensões (A x L x C x EE): 1.595 x 1.732 x 4.474 x 2.737mm 

Preço: R$ 79.990

Fiat Strada Volcano 2021. Fotos: Geison Guedes/ DP
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