Após crítica velada à BYD, GM faz igual e inicia montagem do Captiva EV no Brasil
O SUV elétrico de origem chinesa chega parcialmente desmontado por aqui e é finalizado na Planta Automotiva do Ceará (Pace)
No meio do ano passado, a GM, junto com outros três grupos instalados no Brasil, nas palavras do seu então presidente, Santiago Chamorro, assinou uma carta criticando veementemente, entre outros, a expansão da montagem de veículos por aqui, seja no regime SKD (Semi Knocked Down, na tradução livre, semidesmontado) ou CKD (Completely Knocked Down, “completamente desmontado”.
Na época, a crítica, apesar de velada, tinha um direcionamento: a BYD. Pois a marca chinesa estava prestes a iniciar a montagem, em regime SKD, de veículos no Brasil. No entanto, agora, a Chevrolet resolveu fazer exatamente o que criticou, importar o Captiva EV de forma semidesmontada e finalizá-lo na Planta Automotiva do Ceará (Pace), na cidade cearense de Horizonte, onde antigamente eram produzidos os Troller T4.
O Captiva EV se junta ao Spark EUV na linha de montagem do Pace e passa a ser o segundo modelo de origem chinesa da Chevrolet finalizado no Brasil. Além disso, a marca afirma que, até o final deste ano, a planta cearense receberá uma nova linha para produzir um veículo equipado com uma tecnologia inédita para a GM por aqui (a expectativa é que seja um modelo híbrido).
Curiosamente, e indo totalmente contra parte da carta, agora, a Chevrolet afirma que a importação de um veículo semidesmontado e finalizado aqui amplia a geração de empregos na Pace. Segundo a marca, com o início da montagem do modelo, a unidade aumentará em aproximadamente 50% seu quadro atual de empregados.
“Ao contrário do que querem fazer crer, a importação de conjuntos de partes e peças não será uma etapa de transição para um novo modelo de industrialização, mas representará um padrão operacional que tenderá a se consolidar e prevalecer, reduzindo a abrangência do processo produtivo nacional e, consequentemente, o valor agregado e o nível e geração de empregos”, apontou a Chevrolet na carta aberta.
Agora, com o início da montagem do Captiva EV, o vice-presidente da Comexport (empresa de comércio exterior que atua no Brasil) e acionista da Pace, Rodrigo Teixeira, afirma que além de marcar uma nova etapa da planta cearense, o SUV médio elétrico gera mais empregos para a região.
“Além da ampliação do quadro de empregados da unidade, o projeto prepara a fábrica para receber novos veículos e ampliar sua capacidade produtiva. Em uma futura etapa de expansão, a unidade poderá inclusive dobrar sua capacidade produtiva, alcançando até 50 mil veículos por ano.”